Não é Roy Stuart nem Chas Ray Krider nem Richard Kern. Quem será o autor da foto?

Opinião é controle, três exemplos

A todo momento aparece um maluco para criticar o que há de errado com a sociedade.

A maioria dos malucos costuma apontar exatamente o que o assusta e parece se importar apenas com aquilo que leva à concretização de suas fantasias mais terríveis.

A minha maluquice é controle. Controle e as formas de controle social. Em vez de ver cada novidade e acontecimento como exemplo do aumento do controle sobre o indivíduo, prefiro olhar para o funcionamento dos sistemas de controle.

Por exemplo, o controle pelo estímulo à opinião.

1. Opiniões como peso

Se você recebe dois castiçais de prata, você consegue circular com eles e talvez se defender de trombadinhas. Se receber um terceiro, vai pensar que deve vendê-lo o quanto antes ou vai pedir por uma sacola para levar os três.

E se receber mais e mais castiçais de prata, será cada vez menos capaz de se defender de trombadinhas.

O mesmo ocorre com a opinião. Quem não tem opiniões nada tem a perder.

A alternativa é ter opiniões demais, opiniões para cada situação, o que demanda uma sacola imensa para castiçais e tempo e oportunidade para pensar na sacola ideal e como conseguir uma.

2. Iletrados, sobrecarregados e Harry Potter

Coloque um índio não aculturado e não alfabetizado entre as gôndolas de um supermercado. Ele recebe uma mesma quantidade de dados sensoriais que qualquer um, mas bem menos informações. Ele não se sente sobrecarregado como as pessoas hoje parecem se sentir só de andar pela internet.

No colegial os professores dizem para os alunos se informarem, mas os alunos nunca tiveram aulas suficientes de “defesa contra as artes das trevas”.

3. Opiniões institucionais

Um sistema democrático é construído para permitir que opiniões certas e erradas e boas e más circulem sem influenciar nem abalar o sistema.

Um sistema que depende da circulação apenas de opiniões certas e boas, ou seja, um sistema que persegue opiniões más e erradas não é democrático.

A todo momento alguém é chamado para dar uma opinião, justificar uma opinião ou criticar e perseguir a opinião de alguém.