Provocar sentimento é a melhor forma de não precisar devolver o dinheiro

Temos décadas de críticas à publicidade e à propaganda (publicidade feita pelo governo, de campanhas de vacinação a anúncios publicitários de políticos).

E um resumo dessas críticas, talvez o mais óbvio e mais relevante: provocar sentimentos, como alegria, contentamento, raiva ou indignação, é uma forma de não precisar devolver o dinheiro.

Disso se pode concluir, sem que o crítico precise nos induzir com muita força, que tudo o que não for devolução de dinheiro é publicidade (ou propaganda).

Você prefere um político que discurse a respeito do preço do feijão ou um que distribua feijão? No entanto, vota-se no primeiro.

Disney, portanto, é publicidade.

Discursos políticos são publicidade, a menos que seja de políticos eleitos, quando vira propaganda, já que é pago com o nosso dinheiro.

Muitos menes e a maioria dos ~textões da internet~ são publicidade.

A própria crítica à publicidade, quando essa crítica provoca sentimentos, como revolta e indignação, em vez de devolver o dinheiro (que pode significar reflexões que interrompam o fluxo do dinheiro ou dos sentimentos) também é publicidade, publicidade disfarçada de crítica.