Esse logo sempre me pareceu uma tampa de latrina com aquele papel de proteção de tampa de latrina.

Tem algo na DC

Tem algo na DC, talvez a idade ou o fato de ser Detective Comics, que faz dela mais fascista que a Marvel.

1. Há uma obsessão da DC com ordem. Crise na Terra 3 é do significativo (para os brasileiros) ano de 64. E não é por nada que desde Crise nas Infinitas Terras (86) os grandes eventos costumam se chamar Crise alguma coisa. Exceção notável também cheia de significados: Invasão (88–89).

2. As cidades são inventadas, como Brasília, ou rebatizadas, como São Petersburgo (Leningrado), às vezes duplamente, como NY, que virou virou Metrópolis e Gotham City.

2. Ordem e Caos. Antes de Grant Morrison se vender à DC, adotando a ideia de que o universo DC é consciente (e, portanto, ordeiro) todos os heróis místicos costumavam se alinhar aos senhores da ordem. Morrison reinventou Kid Eternity como campeão do Caos. A Marvel tem um senhor da Ordem e um senhor do Caos, mas o que eles fazem, principalmente o senhor do Caos, é caretas para o Warlock.

3. Até o megavilão é um deus. Darkseid é o deus da escuridão. Portanto, um mal ordenador dentro de um panteão ordenado. Inclusive, a missão de Darkseid não é o que os Superamigos diziam, casar com a Mulher-Maravilha. (Sim, a Globo mente.) O objetivo de Darkseid é solucionar a equação anti-vida, ordenando de vez o universo. O equivalente da Marvel, inspirado no próprio Darkseid, Thanos, é um titã que ocasionalmente alcança a divindade. E tem uma missão menos ordeira, quer apenas matar metade do universo para honrar sua idolatrada, dona Morte.

4. O metagene. Nos anos 90 a DC, cobiçosa dos X-men, inventou a noção de um metagene que predispunha seres humanos a se tornarem meta-humanos (pessoas com superpoderes). A ordem dentro da biologia.

5. A Bíblia do Crime. Até os criminosos, aqueles agentes do caos, um bando “supersticioso e covarde”, a DC tenta botar na linha com a mitologia da Corte das Corujas.