The Young Pope. Lenny Belardo, o futuro Pio XIII.

Uma plataforma para o meu Papado

Mais um post de quaresma.

Minha plataforma sempre foi acabar com a palhaçada que reina. Fim da mamata aí com os cardeais.

Primeiro, abolir a reunificação da Itália e devolver o dogma da infalibilidade.

Segundo, devolver a guarda suíça e e reinstaurar o exército do Vaticano.

Terceiro, o exército seria financiado com a reabertura dos bordéis de Roma e a venda de indulgências. Alexandre VI será uma inspiração.

Quarto, o Papa decretará moratória nas falas genéricas, e por uma década se dedicará a responder pessoalmente governos, empresas, políticos e pessoas, públicas ou privadas.

Quinto, o Vaticano decretará uma moratória no matrimônio: casa ou divorcia quem quiser pelos próximos 15 ou 20 anos e depois se reinstaura um matrimônio como deve ser: a Igreja faz de tudo para você não casar, mas se você decidir se casar, a Igreja entra como sócia, com direito a um terço do patrimônio, para que você nem pense em se divorciar.

Sexto, voltaremos com o Index Librorum Prohibitorum. Toda semana o Vaticano anuncia a lista de livros proibidos, lista que será feita com o conselho das editoras, já que parte da renda de cada novo best-seller, e é para isso que o Index serve, vai para os cofres da Santa Sé para financiar as obras de caridade.

Sétimo: teremos uma hégira melhor, mas muito melhor, que a dos muçulmanos. Uma vez por ano o Papa sorteia o nome de um fiel, que ganha uma viagem com tudo pago para a família toda para o Vaticano. E o fiel nem precisa estar em dia com as obrigações.

Oitavo: uma devassa no RH da Igreja: pessoas ordenadas que claramente não deveriam ter contato com o público passarão a fazer trabalhos internos, sem contato com o público.

Nono: devolveremos os santos de culto popular, como Papai Noel, São Jorge. Vamos reparar as modernices de Paulo VI. E decidir o que fazer com Santa Wilgefortis.

Décimo: reapresentaremos ao público o entendimento atual da Igreja quanto às artes modernas. A Igreja avançou muito nisso, a ponto de ter ultrapassado a sensibilidade do público, mas não cuidou da devida comunicação desse fato. A Igreja está mais moderna que o público nas artes plásticas. O público parou na Contra-Reforma e numa visão meio século XIX de arte sacra.