Hoje, somos a mídia

Se você adora Haddad por suas implementações, deveria também aplaudir Alckmin por sua forma da conduzir o governo.

Ambos fazem aquilo que acham ser o melhor para cada mandato. Priorizam ações que julgam importantes para a melhoria da população.

Um ponto importante: nenhum dos dois faz algo com a finalidade de atrapalhar a vida do cidadão, e sabe por quê?

Porque o cidadão não é a prioridade, nem para ser atrapalhado. O cidadão não existe. Aliás, raras exceções, só existe em período eleitoral.

Então, porque olhar para ele fora da eleição? Cadê a população indignada indo cobrar dos vereadores e deputados estaduais por soluções?

Saibam que prefeitos e governadores não governam sozinhos. Precisam de câmaras e assembléias legislativas para poder ter orçamento e tomar decisões.

Quando você se omite de ir atrás da sua cidadania, dá, automaticamente, o direito do governante de te excluir do processo.

Alckimin está forçando a barra para reformular as escolas? Está. Haddad está forçando a barra para tornar SP menos dependente dos carros? Está.

Ambos estão certos em suas finalidades, mas amplamente equivocados quanto aos meios.

Política não se faz debaixo da ditadura de uma caneta, nem debaixo de cassetetes.

As urnas responderão. Ainda bem que hoje não somos mais dependentes da mídia tradicional. A mesma que recebe muita verba de governos para se manter viva.

Hoje, somos a mídia.