Nossa História na Smartcoin

Olá,

Em 2013, minha startup, a GoBooks, foi escolhida pela 21212 como uma das aceleradas. Eu já conhecia o Arthur Granado e o Victor Demétrio de outros carnavais, mas tive a oportunidade de ser mentorado diversas vezes por estes dois brilhantes membros da equipe. Um trabalhava na área de desenvolvimento de tecnologia, enquanto o outro trabalhava na área de produto e usabilidade. Mais de uma vez — ao longo do processo de aceleração — os convidei para serem empreendedores, sócios, comigo na Gobooks. Como já dizia o grande Raul Seixas:

Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade
Lessons Learned na casa do Marcelo Sales, fundador da aceleradora 21212.

Bem, na GoBooks, tive a oportunidade de criar um produto para milhares de clientes, em todo o Brasil, desenvolver e liderar uma equipe excepcional, captar investimento, enfim, tudo o que só tinha lido até então nos livros de teoria em empreendedorismo. Também tive a “oportunidade” de quebrar a minha empresa, após encontrar desafios operacionais e de negociação com editoras que, infelizmente, não conseguimos superar. Claro que gostaria de ter criado uma startup de sucesso, mas fica o clichê do aprendizado.

Life goes on.

Neste período, enquanto eu batia cabeça na minha startup, os dois haviam criado uma startup na área de pagamentos, à partir da experiência deles ao mentorar mais de 30 startups.

Eles olhavam com muito carinho para a Stripe, nos EUA. Ficavam fascinados com a mágica que tinham conseguido criar ao aproximar a comunidade de desenvolvedores com APIs simples. E queriam fazer algo similar no Brasil. E me convidaram para participar do sonho.

Smartcoin no espaço startup&makers da Campus Party Brasil

Aceitei pelos critérios de decisão que sempre analisei em qualquer coisa que faço na vida profissional:

"1) Learn a lot about things that matter, then (2) work on problems that interest you (3) with people you like and respect. " Paul Graham

Quando entrei encontrei exatamente o que imaginava: uma equipe técnica absurdamente eficiente e um projeto começando a tracionar, com as primeiras dezenas de clientes. Fui contratado, na teoria, para responder pelo comercial, desenvolvendo o pipeline de vendas, a metodologia de lead score (se nunca ouviu falar dos termos recomendo que leia o livro Predictable revenue) e o relacionamento com as key accounts.

Beleza, daí percebi o primeiro problema: em nosso pipeline tinham empresas que transacionavam de R$ 60 mil até R$ 11 milhões/ ano. E é muito difícil vender/ se comunicar com um cliente em um intervalo tão grande. Os problemas e desafios são completamente diferentes.

Dado este cenário optamos por dar um passo atrás e marcar entrevistas com uma série de potenciais clientes. Nossa ideia era escolher um perfil de cliente e focar na maior “dor” a ponto de resolver um problema absurdamente relevante em um mercado que era naturalmente competitivo, capitalizado e com pouca diferenciação tecnológica.

Observação: Participam do mercado de meios de pagamento — sub-adquirente e/ ou Gateway — o Iugu, Pagar.me, Cobrebem, MaxiPago!, MundiPagg, Paypal, Moip, PagSeguro, BCash, Vindi, Smartbill, entre outros.

Entrevistamos 50 empreendedores — em um mês. E quando falo de entrevistas para validação não é focus group com 50 empreendedores na mesma sala durante 1 hora. Ou um chat do Facebook. Ou um like de página. Estou falando de 50 reuniões individuais — muitas delas presenciais — de no mínimo 30 minutos cada, observando o comportamento e respostas sobre cada problema que enfrentavam. E isso sem contar as mais de 4 Landing Pages, com variações de propostas de valor, para cadastrar e-mail e analisar taxa de conversão.

E chegamos a uma conclusão: Esse é um mercado em que a “dor”, o problema, foi parcialmente — ou totalmente resolvido por bons players. Os benefícios de produto que poderíamos oferecer, nesse sentido, seriam basicamente ganhos incrementais. Ao mesmo tempo, durante o ciclo de entrevistas, encontramos uma oportunidade em um mercado ainda maior, que no Brasil é pouco atendido. E por isso, optamos por pivotar.

Nossa nova Smartcoin, Fruto das entrevistas é:

Permitiremos que você faça integrações incríveis sem escrever uma única linha de código.

Nós conectaremos as ferramentas essenciais à sua empresa (Gerenciamento Financeiro, Meios de Pagamento, NF-e, CRM, etc) automatizando as suas tarefas e processos. Dessa forma — a sua empresa — que está passando pelas dores do crescimento, pode focar no que realmente importa.

Mais Info: https://smartcoin.com.br/apps/

Landing Page da nova fase

Agradecemos muito a todos que acreditaram na Smartcoin, como Gateway de pagamento, que terá a operação encerrada nos próximos 2 meses, dia 1 de Setembro de 2015. E esperamos que a gente se encontre mais uma vez neste próximo desafio.

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