Do Ego

Tenho escrito muito em primeira pessoa, talvez porque tenha sido muito, primeira pessoa. Primeiro eu. E esse sentimento meio altruísta, meio egocêntrico, meio sentimental, me aproxima muito mais do que meus nervos tem enxergado, agora. Aparentei a mim o que era dos outros, e o que era dos outros fiz meu. Hoje não sei se melhor ou pior, mas sou o que eu faço do que fizeram de mim. E o que seria o resto de mim? O exímio criador, ja que o resto, na verdade é soma, é uma cumulativa dos meus precedentes, aliados ao meio. E o resto é simples. Percebi o quanto simplificada sou. Somos — por mais que não pareça-. Pra quê palavras rebuscadas, se o compreender é elementar? Se o rebuscamento nos torna vitimas de nossos próprios erros? No final das contas sou a junção dos eus e dos mims.

Escrito em fevereiro de 2013 em Divagações Abstratas

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