Não vou conseguir verbalizar

Não vou conseguir verbalizar, nem escrever isto depois. Então, meu caro amigo, sinto-lhe informar por estas letras um tanto quanto tortas: nunca te amei.

Já disseram me algumas vezes que não sei amar ninguém, não importa a espécie . Desde então, venho piamente acreditando na ideia, não como uma coisa singular, mas algo de natureza coletiva. Sinto-lhe informar meu caro amigo, mas as relações são feitas de trocas de interesse, todas elas, são mercados de barganha em que o apostador que tem mais leva, contudo, nesta feira, a moeda de troca certamente não é a mesma. Sinto-lhe informar caro amigo, mas você era o feirante no momento inoportuno. E apesar, de todas essas metáforas esquizofrênicas tente entender que tais fatos não são bons ou ruins, apenas os são. Aprenda isto como as tantas outras coisas que o ensinei, deste modo também não precisa compartilha-las com ninguém. No entanto, volto a afirmar, se você foi o afago de um ombro, de um tenro abraço, eu sei que foi por um escambo, seja ele primariamente sexual ou de status
ou de qualquer outra coisa da qual os homens desejam. Sinto-lhe informar, não entendo os filhos de marte e tenho a certeza que passarei pela vida sem entendê-los, afinal, nem os próprios, apesar de toda a carapaça externa, se compreendem. Por fim, caro amigo, tenha uma boa vida, em troca, guardo seus segredos no meu leito, junto a outra pilhas.

Atenciosamente,

Escrito em 2013 em Divagações Abstratas

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