[ Um trecho que escrevi quando tinha 13 anos]

Dentro do carro encontra-se um ser perdido em profunda crise existencial que não sabe mais no que acreditar ou em quem acreditar. Eram tantas mentiras que por um momento se tornaram verdades e num curto período já era mentira outra vez.
 Ela pisa fundo e vai, liga o som no último volume para não escutar o seu interior, mas não adianta muito.
 Aquele Rock triste e depressivo encaixou-se perfeitamente ao momento, do que em outras vezes quando cantavam os dois juntos em uma dessas noites loucas, onde ficar bêbado era legal, mas agora para ela era anestesia do mundo.
 Estava cansada de tudo e de todos. Já não era mais forte para aguentar ser julgada por suas escolhas ou muito menos por não faze-las quando fosse preciso. Não sabia para onde ir, talvez essa era sua maior certeza, não saber ao certo onde (re) pousar seu coração. 
 Um coração cansado e ferido. Digo cansado de procurar um lar e ferido no caminho da procura. Ao final disso tudo esse coração foi traído e decepcionado por quem prometeu um “Para Sempre”.
 E agora se encontrava só, vagando por aí, dentro de um carro com o som ligado e um ser que foi se desligando da vida quando avistou um poste antes de bater.
 
 Ps: Agora ela já deve saber para onde vamos quando morremos.

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