REDES SOCIAIS E O JORNALISMO

Antes de me deitar, recebo uma notificação na minha página do Facebook. Vejo um pedido de amizade de um grande colega que também está cursando jornalismo. Logo não acredito que ele tenha criado uma página na rede social, visto que ele uma vez disse “ com qual razão vou criar isso senão quero saber nada dessas pessoas? ”. Eu também não quero, mas lá estava meu perfil.

A única razão que me vem na cabeça, foi que ele criou uma página no Facebook, por uma questão estratégica, e não para ver foto de amigas com filhotes de cachorros ou vídeos de amigos dublando músicas.

O Facebook, Twitter, LinkedIn são redes poderosas para os jornalistas. Quantas vezes na timeline do Facebook aparecem pessoas em buscas de fontes para reportagem? (Enquanto escrevo uma colega procura alguém que tenha um fusca em bom estado).

Eu mesmo para uma reportagem de rádio, encontrei pessoas que tinham feito intercâmbios para lugares inusitados, o que me rendeu uma boa reportagem de rádio. O Facebook é uma forma útil e (de certa forma) simples para acabar com os problemas dos jornalistas na tarefa da procura de fontes.

No Capítulo 11, do livro Newsonomics, o autor exemplifica que o jornalista deve exercer a sua habilidade nas redes sociais e que esses recursos devem ser utilizados. “ O Twitter, o Facebook e o LinkedIn se tornaram, da noite pro dia, novos e excelentes recursos”, escreve o autor.

De vez em outra, vejo em meu Twitter, colegas propagando links de reportagens que realizaram em seus devidos estágios. Fico feliz em saber que meus amigos jornalistas utilizam das redes sociais para mostrarem seu trabalho, para mostrarem seu portfólio. Eu por exemplo já o fiz.

O jovem tem que utilizar esses redes para alavancar a sua própria audiência, a fim de mostrar quais habilidades ele está aprendendo na sua formação jornalistica. Muitos sites de empregos, tem uma lacuna aonde o candidato pode ou não colocar a sua rede social.

Há não muito tempo, os perfis em redes sociais se tornaram quesitos avaliados pelos empregadores. Isso demostra que o currículo ou os desempenhos em testes não são as únicas coisas que estão em jogo quando falamos em uma vaga de emprego.

As redes sociais se mostram um lugar aonde você pode atrair o seu empregador ou causar problemas que podem levar a demissão. Afinal, quem não lembra da garota que foi demitida por reclamar no Twitter?

Outro fator que, jornalisticamente falando, chama a atenção é: a repercussão e os comentários de uma notícia. Os números de curtidas, compartilhamentos, comentários, retweets devem ser analisados com cuidado. Eles demostram qual é a reação das pessoas por meio de um assunto tratado.

A Folha de S. Paulo fez um levantamento a partir de postagens de links do Facebook e Twitter dos dez dias finais da eleição para presidente no ano passado, que registraram recordes de interação entre seus participantes.

De acordo com a reportagem, 61% dos compartilhamentos de links vieram de conteúdos publicados nos portais, TVs , rádios e sites de notícias locais.

As empresas de conteúdo jornalísticos devem investir nesse tipo de estudo, a fim de entender seu internauta e criar um nicho que possa ser explorado.

Os comentários e curtidas demostram qual assunto faz mais sucesso com o internauta e qual assunto ele não gosta de tratar. Normalmente todo domingo assisto ao Fantástico, porém ontem não tive a oportunidade. Hoje de manhã, entrei na página do programa e algo me chamou a atenção.

A maioria dos posts que divulgavam as reportagens exibidas ontem (03) estavam imundados de comentários que questionavam a falta de uma reportagem sobre o massacre dos professores no Paraná.

Alguns internautas diziam desde “ cade a materia do paraná MASSACRE CONTRA PROFESSORES’ PELO ENTÃO GOVERNADOR BETO RICHA.” até “ kd a matéria sobre os professores do Paraná?? ah me esqueci que educadores não tem valor nesse país.”

As redes sociais devem ser avaliadas com cuidado por jornalistas e futuros jornalistas. Nós devemos utilizar seus recursos a fim de fazer um jornalismo de interesse de todos e de boa qualidade.

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