Cubalândia

Partidários do comunismo/socialismo (que eu costumo chamar carinhosamente de “vermelhinhos”) estão de luto pela perda daquele que consideram ser, ao lado de Che Guevara, um de seus grandes heróis — Fidel Castro (morto em 25/11/2016). O revolucionário cubano afirmava querer justiça social e desenvolvimento para a população de seu país. Mas isso ficou muito longe de acontecer.

Antes da ditadura se instalar, em 1959, Cuba tinha a terceira renda per capita da América Latina, atrás apenas de Argentina e Venezuela. Hoje, ela fica à frente apenas do Haiti, país que enfrenta as agruras do subdesenvolvimento e sofre com catástrofes naturais. Ou seja, Fidel levou a vida dos cubanos para algo que não era bom para algo bem ruim.

O jornalista Guga Chacra publicou um texto em seu blog no Estadão no qual demonstra que, ditador por ditador, consideradas as mazelas que a função acarreta, até mesmo Saddam Hussein fez muito mais por seu povo do que Fidel. Saddam de fato elevou muito os níveis de educação e saúde da população do Iraque, além de ter investido muito em infraestrutura.

Castro queria que Cuba deixasse de ser, como ele considerava, a prostituta dos EUA. Antes que Fidel tomasse o poder, a ilha tinha sim seu lado de playground americano. Havia muitos cassinos e prostituição. Com a revolução, os cassinos sumiram do mapa, mas a prostituição, devido à pobreza generalizada, continua sendo uma prática comum.

Penso que, ironicamente, a ilha mais famosa das Américas passará a ser, gradualmente, um grande centro turístico, um novo playground. Como a ironia gosta de se refinar, o turismo agora se especializará nos “fantasmas comunistas”. Já há quem esteja ganhando um bom dinheiro em Cuba comercializando camisetas com a famosa imagem de Che Guevara, entre outros “heróis” da revolução.

Não é difícil imaginar um grupo de turistas sendo conduzido por um guia a apresentar os lugares onde Fidel morou, e onde matou, como o famoso paredón, no qual qualquer pessoa contrária ao regime era fuzilada. Tudo pelo “bem” do povo, que só tem o direito de pensar segundo a cartilha marxista. Ao menos era assim, já que o acesso à internet, ainda que precário, está permitindo às novas gerações constatar que Fidel e sua revolução foram um grande atraso para Cuba e seu povo.