Semi-diário dos sonhos de um semi-trouxa

31/07 — Eu tava num lugar, como se fosse uma daquelas feiras, nerds gigantes . Eu fui no backstage e sentei num sofá de 3 lugares, os outros 2 lugares estavam ocupados. Eu sentei na ponta da direita e tinha uma menina no meio. Eu pedi licença e sentei ao lado dela. Depois de pouco tempo ela foi levantar e a minha perna prendeu na dela e ela disse:

- Você vai deixar eu sair?

Com aquele sarcasmo de quando algo embaraçoso assim acontece. Eu falei:

- Calma que eu tô tentando.

Porque eu realmente estava, mas não conseguia, porque eu não conseguia mexer a perna pra desengarranchar, mas acabou soltando. Ela ficou em pé, me olhando e me perguntou:

- Quem é você?

Aí eu falei:

- Sou o Rudo, oi.

A gente começou a conversar, eu não lembro direito como foi, mas ela que foi direcionando a conversa. A gente acabou falando de filmes, porque era uma feira nerd. Pra me pôr à prova ela disse:

- Ah então vc é fã de senhor dos anéis é?

E eu disse:

- Ah, sei lá eu já vi todos os filmes várias vezes.

Então ela cantou um trecho de uma música do filme ( que na verdade não tem no filme e foi só uma invenção da minha mente) e ela perguntou:

- De que cena é isso?

Eu disse:

- Caraca vou ter que lembrar aqui.

Enquanto isso a gente foi andando até uma rampa onde tinham várias coisas nerds, tipo uma estrela da morte feita de lego. Tinham poucas pessoas, então acho que era o fim do evento. Conversa vai conversa vem eu lembrei e falei pra ela de que cena era aquela música (a música que ela tinha cantado para me testar). Era uma cena onde o Passo-largo (Aragorn) e a Arwen se olhavam apaixonados, enquanto a música que ela cantou tocava no fundo. Eis que nós nos olhamos, assim tipo “hm é você” (era recíproco). Ela me chamou pra uma festa que teria logo mais. Depois de tudo eu fiquei pensando “Caraca ela é muito massa” e ela era linda, era prepotente, desafiadora e tinha olhos cor de mel.

Depois disso, nós nos despedimos e eu fui pra um hotel. Contei essa história toda para o meu pai e ele gostou bastante. Me arrumei e fui pra festa, meu pai me levou, melhor dizendo. Quando eu cheguei lá eu encontrei ela, ela estava loira para ficar parecida com a Daenerys porque ela gostava de GoT. Ela estava bem parecida até e eu fiquei olhando pra ela ela ficou me olhando, tipo poxa é você. Nós ficamos olhando a festa do lado de fora, eu fui mais pra frente pra ver melhor como que estava a festa. Meu pai estava logo atrás de mim e ela ficou um pouco mais atrás conversando com uma galera, acho que eram amigos dela. Tinham vários seguranças na entrada, vários saindo e vários entrando. Um deles saiu levando um cara, que estava indignado, dizendo que eles estavam sendo injustos com ele e eu fiquei tipo que? Então, veio um, segurou o meu braço, foi me levando e ficou gritando:

- Ele tava lá dentro.

Eu fiquei muito confuso e falei:

- Não ué eu tava aqui fora, eu nem entrei.

Eles ficaram negando e mandando eu sair. Eu tentei me explicar e dizer que eu não tinha nem entrado, mas nenhum deles acreditava em mim. Foi ai que um deles veio e ficou me enforcando com muita força. A minha primeira reação foi agredir ele, pra me livrar dele. Eu levantei o braço pra dar um murro na cara dele mas eu pensei — Aff ta cheio de segurança aqui, seja racional — eis que então eu botei a mão no ombro dele e falei:

- Cara porque você ta fazendo isso?

Ele soltou um pouco a mão e falou com um olhar meio arrependido:

- Olha foi necessário.

Mas ele continuava me enforcando só que com menos força. E eu acordei.

16/08 — Lembrei da época do cursinho quando eu escrevia coisas em coreano mescladas com inglês e códigos em português, na tentativa de evitar que alguém que não fosse como eu entendesse. Na verdade, qualquer um que não fosse eu mesmo. Eu também lembrei da sensação estranha que eu sentia, sabe aquele leve embrulho no estômago ao ver olhos castanhos e cabelo nos ombros? Uma possível personificação de mim mesmo em forma de algo sentimental ou talvez algo que eu ainda não possa ou nunca venha a entender. Please don’t make any sudden move. Eu fazia isso também, distrai o foco e tira os olhos do sentido do texto, que é na verdade a transcrição de pensamentos acumulados e incapazes de serem expressados com clareza, até o momento, à qualquer humano.

A isabela tem o mesmo semblante que aquela mulher dos velhos tempos têm, estranho é que elas não se parecem em nenhum aspecto. Eu já refleti sobre a possibilidade disso ser uma espécie de diário, o que daria um tom jovial e ingênuo à esta obra. bom, sobre isso, fica ao seu critério decidir, mesmo porque eu não pretendo escrever sempre narrativas desse mesmo formato ao longo do tempo.

Essa é uma daquelas coisas que se encontra quando a pessoa morre ou está passando por um momento difícil e para tentar ajudar, outras tentam vasculhar suas coisas a fim de encontrar a origem de um problema. Vou me tornar um humano normal agora e contar um sonho que eu tive outro dia, e foi mais ou menos assim:

Eu estava em uma rodoviária, algo como uma rodoviária interestadual. Não muito grande como a de Brasília e sim mais como as que se encontram no meio de Goias. No sonho eu estava em um momento pré-viagem, eu não estava com malas então assumi que já tinha as colocado dentro do ônibus. O sonho começou comigo saindo debaixo da cobertura da rodoviária e indo em direção à uma roda de pessoas que estavam conversando, quando eu cheguei na roda eles se afastaram um pouco (aquele movimento quase automático) para que eu entrasse nela, eu olhei pro lado e quem estava do meu lado era Gema ( esse não é seu nome real mas isso não importa, porque ela não passa de um deslumbre psicopata de um jovem solitário na tentativa de achar o amor da rainha de seus sonhos, sim eu vou sentir muita vergonha quando eu ler isso no futuro, caso aconteça[é, aconteceu]), eu olhei pra ela e ela me olhou e nós não fizemos muito caso da presença um do outro, mas de repente um jovem surtado gritou:

-Até que enfim vocês se olharam sem deixar um clima estranho pra gente.

Eu logo repliquei:

- Cara, eu não tenho problema nenhum de ficar ao lado dela.

E ela concordando disse:

- Sim véi!

Com um tom meio indignado. As pessoas na roda riram e eu cruzei a roda andando. No fim de meu pequeno percurso, olhei pra trás na direção dela e ela me olhou com um semblante meio sem graça. Depois disso eu olhei para o ônibus, que estava próximo de nós, e fui andando em direção a ele pensando “o que acabou de acontecer?”. Quando eu sentei e olhei pra frente eu acordei.

Eu já tive muitos sonho com a Gema no passado mas o tempo que eu estou passando sozinho me faz lembrar dela. Não é à toa aquele ditado que diz que “mente vazia é oficina do diabo”, mas a falta de expressão da alma faz com que o homem perca sua cabeça.

Um dos maiores problemas da sociedade atual é a falta de ideia de ser necessário, ouvido, importante, mas o que dificulta mais é quando as pessoas começam a pensar que elas não fazem diferença no mundo. Algo extremamente complicado de se pensar, por que o que teoricamente faria sentido na prática não funciona porque cada pessoa é única então mesmo em sua insignificância não se pode ser substituído. Já pensou, se todos fizessem até as menores coisas com a mentalidade de que só eles podem fazer aquilo exatamente daquele jeito, bem ou mal é uma realidade. No fim tudo gira em torno de não saber confiar em Deus, por exemplo o fato de meu pai sempre dizer que Deus fala comigo através de sonhos, não discordando dele, mas fica cada vez mais difícil de entender isso quando eu sonho com ela e vejo que na realidade ela está feliz de que eu não destrua o ciclo social dela.

Eu, por mais que não goste creio que meu sonhos, pelo menos com ela são só um reflexo da minha insatisfação amorosa. Apesar de tudo, meus sonhos ao longo do tempo revelaram coisas sobre ela e meus amigos, por mais que extremamente subentendidas. Agora eu consigo lembrar de quem era o rapaz que gritou quando nós nos olhamos, é o namorado dela, só lembrei porque ontem de noite eu vi uma foto deles dois juntos. O que mais me assusta é um sonho que eu tive e que não está escrito aqui, onde eu era um cidadão comum que pegava o mesmo ônibus na mesma parada todos os dias. As pessoas do ônibus se conheciam e entre essas pessoas havia um bela moça que nós sempre nos olhavamos, mas eu nunca fui falar com ela, por não saber como lidar com aquilo ou por medo de ser uma ilusão. No sonho, um dia especial apareceu.

Eu estava indo para a parada normalmente e um rapaz estava decorando o semáforo e eu perguntei à ele por que fazer aquilo, ele disse que iria pedir a mulher que ele gostava em casamento e perguntou se eu podia ajudar. Eu fui prestativo e ajudei ele, quando o ônibus chegou, a moça que eu sempre olhava desceu do ônibus e todos começaram a comemorar. Ela não estava entendendo muito e ficou olhando ao redor para ver as decorações, enquanto isso o rapaz que era loiro, usava óculos, tinha cabelo curto e cacheado e roupas de escritório, se aproximou, ajoelhou-se e abriu uma pequena caixa com um anel dentro. No sonho, ele não disse nada, mas ela ficou super feliz, pegou o anel e começou a pular de alegria. Todos foram felizes seguindo eles até o outro lado da rua, mas eu não conseguia entender o que tinha acabado de acontecer. Eu achava que existia algo entre eu e ela, mas ela aceitou se casar com aquele estranho só porque ele pediu.

Imagine uma cena onde todos estão felizes pelo casal e eu estou tentando entender o que está acontecendo como o meme da nazaré calculando. Quando nós chegamos no outro lado da rua, um padre, que já estava lá esperando por eles, casou eles lá mesmo. Após essa breve cerimônia, eles foram para um lado, eu e o padre fomos para o outro onde pegamos um ônibus. Eu ainda estava indignado com o que tinha acontecido.

Dentro do ônibus eu cheguei perto do padre e perguntei:

- Padre, será que Deus vai me perdoar algum dia?

E o padre respondeu com um tom de obviedade:

- Ora, meu jovem, o mais difícil não é Deus te perdoar e sim você perdoar a si mesmo.

Aquela mensagem acabou comigo. Ela entrou como adaga dentro do meu peito e perfurou os meus pulmões, me deixando sem ar. Eu não sabia o que fazer e acordei.

Depois desse sonho eu fiquei perplexo, porque o que foi apresentado no sonho era justamente a minha realidade de ficar esperando alguma certeza para agir. Principalmente no quesito relações interpessoais. Não sei, eu sempre tive medo de ir falar com as meninas e meu pai aparecer do meu lado e me dar um sermão dizendo o quanto o que eu estava fazendo era errado. Mas eu pensei, bom se o meu pai está certo e Deus fala comigo por sonhos, ainda mais com um sonho desses, eu tenho que começar a fazer algo.

No sonho ficou implícito que se eu não fizesse nada aquilo iria acontecer comigo em um ano. Então eu fiquei desesperado, claro. Eu pensei, bom eu tenho muita vergonha de ir lá falar com a menina então eu posso tentar uma abordagem menos abrasiva como falar com ela no facebook. Mandei uma solicitação de amizade e ela marcou como spam. Pedi pra um amigo mandar também e ela marcou como spam. Eu pensei “Meu Deus…”, acho q eu tenho que ser mais direto então.

Decidi sentar na roda de amigos dela e começar a conversar, mas ela simplesmente me ignorava e quando não o fazia, ela falava algo para me cortar do assunto. Ao longo do tempo que eu tentava falar com ela, eu fui descobrindo muitas coisas sobre ela. Com um fato curioso que eu não tinha percebido, que era a atração dela por um amigo meu. Que ela tinha um namorado também. A liquidez social em que ela vivia e diversas outras coisas que eu não lembro agora , mas que endossaram a minha ideia de quem era ela.

Eu avaliei bem e percebi que talvez ela não fosse a pessoa que eu imaginava por suas atitudes, principalmente comigo e com meus amigos, então eu comecei a tentar fazer uma análise mais profunda da situação. O que levou ela a ter essas atitudes conosco? Logo, ela, uma moça tão amável com seus amigos?

Primeiro eu descobri que ela gostava desse meu amigo, mesmo antes dela estar namorando com um rapaz da igreja e antes dela mesma ser da igreja. Porém, naquela época ,ele namorava e nunca deu bola pra ela. Ele achava ela nada atraente e nunca se importou muito com ela. Sem saber, um dia ela passou uma noite junto da namorada do meu amigo, que acabou por odiar ela.

Um rapaz, que era um grande amigo dela, me odiava porque eu teria contado pra uma menina que ele gostava, que ele gostava dela. O porém é que o namorado dela (o meu amigo que a Gema gostava) já sabia e veio apenas confirmar comigo, eu só confirmei.

Uma outra grande amiga dela me odiava por eu ter “feito” isso com o amigo dela. O engraçado é que ela me odiar, nunca me impediu de ajudar ela pelas costas (eu sou a primeira pessoa que eu vejo falar essa frase kkkkk meu Deus), ela nunca soube o que eu fiz. Eliminando parte da culpa dela, em me odiar sem razão.

Enfim, todo o ciclo social dela estava embasado em me odiar e pra ela não teria sentido abandonar tudo por algo que ela nem teria ideia de como seria, humanamente falando claro. Na hipótese de uma direção divina, o que não é o caso, teria que valer a pena. O pior disso tudo, é uma pseudo superioridade que fica implícita a mim nessa narrativa. Bom outro ponto também, é que assim como bentinho você nunca ouvirá o outro lado da história, mas eu prometo ter sido o mais imparcial possível com base no que eu sei. Eu até poderia escrever tudo o que eu sei mas daria um livro, bem chato por sinal. A grande questão nesse quesito, talvez ainda seja :

Eu poderia ter feito algo para mudar o passado?

Eu realmente não tenho a resposta a essa pergunta. O que eu posso fazer é ponderar a respeito, como por exemplo, uma abordagem mais incisiva talvez tivesse causado um impacto maior, podendo ser tanto positivamente como negativamente. Mas pensando bem, acho que o que mais dificulta a minha situação, se deve ao fato de que eu tenho uma predisposição à esquecer que sou humano e ao queísmo.

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22/08 — Bom, como pedi a Deus e ele não falha minha vida anda cheia de coisas inesperadas. Eu encontrei a menina que ficou loira do sonho do dia 31/07. Eu comentei com o Gabriel, que eu tinha encontrado ela por um tweet curtido por um rapaz que estudou 3 semanas comigo no cursinho. O Gabriel, como de praste, foi fazer cagadas. Ele mandou uma mensagem pra ela dizendo que um amigo dele tinha sonhado com ela, porém, acabou que ela se demonstrou uma pessoa bem humorada e quis me conhecer. Nós conversamos bastante até, ela é uma moça bem legal só não gostei muito do namorado dela.

Nessa história algumas coisas me impressionaram bastante. Além de minha mente ter recriado a personalidade dela quase que perfeitamente e de ter acontecido a mesma coisa na vida real e no sonho com o cabelo dela, o Gabriel lembrava do sonho quase que por completo com maestria. Algo que me faz pensar no reflexo que tem nas vidas das pessoas aquilo que falamos. O tempo é rei isso eu sei, o relógio não para. A favela entre o céu, inferno, Jerusalém. A Izabela tem uma foto que ela está como antigamente.

23/08 — O legado dos Celtas foi reduzido a um carro popular. Hoje eu vi um idoso e um jovem conversando. O jovem, aparentemente ateu ou apenas cético, estava questionando o idoso, aparentemente cristão, sobre o limite de dar a outra face como Jesus disse que deveria ser feito. O jovem tentando se provar dono da razão perguntou para o idoso:

- Então, seguindo a lógica de dar a outra face, você se deixaria ser enganado infinitamente pois uma pessoa normal, não daria outras oportunidades para enganadores apenas para seguir uma dica de Jesus.

O Idoso, com paciência e leveza disse:

- Meu filho… dar a outra face não é se deixar enganar. Se fosse assim, você não acha que Jesus teria aceitado todas as ofertas de Lúcifer no deserto mesmo sabendo que ele é o rei da mentira?

O jovem, inquieto insistiu:

- Mas se o Sr. for pensar, dar a outra face pode ser fazer o contrário do que se espera que seja feito. Então, se uma pessoa for muito honesta ela pode ser desonesta e assim estaria dando a outra fase

O idoso deu uma risada entrelaçada de leves tossidas, mas logo complementou:

- Até que ponto você quer chegar? Dizer que pecar pode ser justificado apenas porque Jesus nos disse para sermos pessoas diferentes das demais? Então eu te digo o seguinte, no dia que todos no mundo forem bons, nesse dia, dar a outra face poderá ser feita com pecados também…

O jovem ficou indignado e disse:

- Ah mas isso nunca vai acontecer, as pessoas sempre vão ser más.

Disse o idoso ainda rindo:

- Então você pode dar a outra face sem nenhum problema;

25/08 — Quantas pessoas realmente se importam com você e com o que você pensa? Não é muito difícil ver o declínio de interações, ao pessoas, que geralmente tem muitas, exporem suas opiniões ou ao mostrarem coisas que lhes são importantes.

Recentemente, por meio de pesquisas antropológicas reconhecidas socialmente como stalk (do inglês perseguir ou tenda), notei uma simples projeto de barregã na minha vida. Ela como uma fada que é, sempre atrai diversas pessoas para elogiarem seus aspectos físicos mais diversos, desde a simetria de seu rosto até a doçura de seu pé.

Ela gosta bastante de se envolver em causas sociais, mesmo sem saber tudo que sustenta a maior parte das causas. Em uma foto dela sozinha, ela já atrai muitas interações, com seu namorado um pouco menos e das coisas que ela gosta são quase nenhumas.

Eu andei pensando bastante sobre o porquê disso. Eu considero que as pessoas se importam mais com o que as pessoas aparentam ser do que elas realmente são. Quando eu digo isso eu infiro a existência de uma massa de pessoas que buscam um ser social ao seu lado e não um ser humano completo com desejos, sonhos e pensamentos que possivelmente destoem de um fluxo comum de pensamento.

É comum as pessoas quererem ou sentirem que o querer dos outros é mais valioso que o de sui generis. O ser humano como ser social que é, sente instintivamente uma necessidade de entrar em sociedade com outros humanos, o que não necessariamente significa ter um sentimento de coletividade e sim da necessidade do meio. Eu provavelmente nunca saberei se ela percebe que as pessoas ao redor dela, em geral, não se importam com as mesmas coisas que ela. Só gostaria de que ela desse mais valor a essas pessoas. Mesmo que ela não as considere tanto quanto elas a consideram, vale a pena a reflexão sobre o valor da atenção de um ser que você ignora. Eu não posso dizer por mim mesmo ainda por que não tenho esse inchaço social para discernir bem as intenções das pessoas ao meu redor, claro, no contexto de redes sociais.

04/09 — Um sonho terrivelmente agradável. Foi assim:

Eu não consigo me lembrar direito de como começou, só sei que eu era um vampiro e eu era o Jhon Snow (meu Deus, um vampiro Jhon Snow, nem sei como se escreve esse nome). Pela ordem dos vampiros, eu fui destituído de meu poder como vampiro.

Eu era casado com uma vampira. Ela ainda tinha o poder. Eu estava meio deprimido por não ser mais vampiro. Ela era muito gata, ela tinha cabelos pretos, longos e lisos, tinha caninos grandes (porque ela era vampira saca).

O sonho começou comigo e ela indo de carruagem pro nosso castelo. Era uma carruagem estranha, tinha um cavalo virado para cada lado e a gente estava entre eles 2 (KKKKKKKKKKKKK não é para fazer sentido). Logo que nós entramos em casa, a gente foi pra uma sala e conversamos, porque eu estava triste. Depois de terminar ela me beijou (aqueles beijos secos de quem é casado a muito tempo) e disse que ia ficar tudo bem, para ela nada ia mudar entre nós, ela ia me amar eu sendo vampiro ou não. A gente se beijou de novo. Nós tínhamos filhos. Filhas na verdade. Elas eram lindas, pensa em umas crianças lindas. No sonho, eu era bem apaixonado por elas. Elas eram uns amores, 3 adoráveis meninas.

No sonho, ou como dizem os idosos, aí minina, disse que minha esposa tinha saído pra resolver uns problemas da empresa que ela trabalhava e eu resolvi fazer uma corrida (só em sonho mesmo). Perto da nossa casa tinha uma praia, o local era como se fosse no interior de algum país europeu. Eis que eu estava fazendo minha corrida e eu encontrei a Bruna. É a primeira vez que ela aparece aqui e provavelmente a única. Ela é quase imperceptível no meio de uma multidão. Ela é baixa, branca e com um rosto agradavelmente comum. Vendo ela, eu fui conversar com ela. Não lembro exatamente as palavras mas foi algo em torno de:

- Poxa, nunca esperaria encontrar você aqui… bla, bla, bla…

As minhas filhas vieram logo atrás de mim e eu apresentei elas pra ela. Foi aquela euforia de saber como alguém que você não vê a muito tempo está. Enquanto conversávamos, nós fomos andando até uma parte que era cheia de trilhos de trem. Ela se ofereceu para passear com as minhas filhas por ali, mas eu senti muito incômodo (uma espécie de sentido paterno) e fui indo atrás delas pra ver o que elas iam fazer.

Agora começa a ficar bizarro. Nós continuamos andando pelos trilhos e eu não se eu cai, só sei que eu acordei e estava num lugar subterrâneo. Até chegar lá eu fui ouvindo pessoas conversando. Era algo tipo uma seita. Ao que parecia, eles iriam fazer um ritual de passagem para definir quem era homem de verdade e quem tava liderando era o Felipe (um youtuber aí). Nessa parte começou a parte ruim de verdade. Eles botaram minhas filhas e a bruna num vagão e botaram ele em movimento junto com outros vagões. Minha filha menor me viu, mas eu estava meio longe. Ela estendeu a mão e a mãozinha dela foi decepada pelo trem que vinha em sentido contrário. A pior parte foi que os caras que estavam fazendo parte do ritual começaram a rir e fazer piadas e eu fiquei desesperado, eu não sabia o que fazer. De repente, passou outro trem rápido e ela morreu. Passou no rosto dela e ela ficou desfigurada. Eu me senti péssimo, eu me lembrei de toda uma vida em que eu cuidei dela e amei ela como a minha filha. Dentro do vagão que elas estavam, tinha um cara maluco canibal e começou a matar e comer minhas outras filhas. Eu que já estava abalado, fiquei em choque. Eis que os trens param de passar e o cara desceu do vagão que elas estavam e foi até onde a gente estava. Então o Felipe disse:

- Viu! Vai votar nele…

Eu já não estava entendendo mais nada. Era como se um deputado fosse secretamente canibal. O canibal deputado veio até a gente e puxou o Felipe pra matar ele, mas ele saiu correndo e eu acordei. To até me sentindo mal.

26/09 — Um problema muito comum, que eu reparei acerca das circunstâncias nas quais eu me inseri nos recentes acontecimentos, é que eu passei a impressão de que eu não tenho sentimentos. Por mais boba que essa frase possa parecer, ela reflete essa angústia que me envolve ao ver as pessoas me tratando como se eu não os tivesse. Realmente eu suprimo eles a maior parte dos meus dias pra não refletir isso na vida das pessoas ao meu redor. Mas porque achar que eu nunca vou estar triste, estressado, enfim, nada implica numa robotização dos meus sentimentos em detrimento da falta de transparecência deles por mim efetuada.

Eu só queria alguém pra conversar, só isso, só queria conversar. Ao meu ver a dependência dessa pessoa é um sinal claro da falta da ideia de que eu sou compreendido. Mas a simples ideia de tirar do conforto em que eu quero estar alguém, já me arde o peito em pranto.

Porque pede pra ouvir se não o quer?

Você não faria isso comigo não é?

A falta de amplitude desta questão faz com que eu não saiba tratá-la senão com trivialidade.

Pareceria menos clichê se não fosse um jovem falando e metido em todo padrão de drama pré-definido.

Eu adequo ao meu dia-a-dia a ideia de auto-reflexões mas chega um momento em que eu não sou suficiente pra mim mesmo.

Um saí-de-pernas-amarelas é um belo pássaro.

O melhor dele para mim é a paz que eu sinto no seu olhar.

Diferente dos outros pássaros ele sabe do que eu sei.

E eu sei que ele sabe.

Uma loucura dita por um louco deve ser ignorada?

Como você sabe que esse pássaro não sabe de algo que eu saiba?

E por que você acha que eu não sei que ele sabe de algo?

A comunicação não verbal é uma arma da alma que pode ser usada pra urrar o sentimento mais profundo que reside dentro de você e que não pode ser expressado com palavras.

Admito que nunca nem vi um pássaro desses, mas queria que você pensasse sobre.

Não deveria ser estranho pensar que você está lendo isso em busca de respostas que não foram encontradas na oralidade por que mesmo que nunca tenha tentado, se algo aqui lhe parece surpresa é evidente que nunca conversamos como eu definitivamente queria.

Não quero falar com ninguém, mas quero que alguém me ouça.

Então Deus, faça esse favor por mim.

Seque minhas lágrimas nessa noite, me empurre no abismo amanhã.

Porque amanhã eu estarei pronto, eu lhe prometo.

Amanhã eu serei aquele que o Senhor queria que eu fosse.

Aquele que as lutas que eu passei formaram.

Aquele que beijou seus pés.

Eu tentei enganar a mim mesmo, ao pensar que poderia viver longe dos Teus braços.

Eu não quero e nunca quis honrarias.

Quero ser aquele quem te mereça.

Quero ter a honra da tua presença.

Jamais serei esse alguém se não me amparares.

Jamais terei Teus traços.

Essa maldita vinha que brota na terra, vai aos céus e volta para destruir nossas vidas.

Crescendo lentamente como um câncer no meu peito onde não posso fugir dele.

O que tem de errado comigo para que eu não seja como você e como os outros?

O fato de que os outros não fariam isso?

Balela! Milhares já o fizeram.

Maldição.

Assim é o nome do que eu carrego sobre mim.

Quebrada foi, mas aceita de volta por mim assim foi.

O que tem nesse bico que me faz ver o mundo?

Saí, saia daí.

Sei que dentro desse saí de olhos de gato vive um demônio.

Eu te conheço, você não me engana.

Onde no mundo você acharia que me enganaria com essa prognastia?

Jamais.

Por mais que por sua pelugem minhas mãos eu gostaria de passar.

O grito gutural que eu seguro ao te ver e reprimi-lo à um oi, dói mais que sem facas em meu peito eu assim morresse de hemorragia.

Você acha que merece que eu cante à você pois está enganada.

Saí!

Não posso mais continuar fazendo isso comigo mesmo por alguém como você.

Quem vê acha que eu sou um ornitólogo, mas assim se enganam ao não o trocarem por anthropos.

Assim fica claro assim espero que assim o seja.

Você foi e esteve.

Mas você nunca foi real pra mim.

Nós dois sabíamos disso.

Um pássaro muito astuto você é.

Ou deveria chamar de isso?

Por que isso nunca foi real, assim como você.

Ashiva que você transformaria isso.

Enganado, nunca pôr-lhe-ei na gaiola das minhas costelas.

Nunca cantará em meu ouvido o doce som de sua música.

Nunca verei o azul de teus olhos em minhas mensagens.

Nunca sentirei que provas do mel de minhas flores.

Nunca faremos com que outros cantem nossas músicas.

Nunca.

25/10 — Como essa vagabunda acha que pode sujar o nome de minha terra?

Meu nome e os nomes dos que eu amo?

Engraçadinha você em hahaha estou rindo bastante.

Devaneios da minha mente te fazem parecer menos pior do que você.

Eu nem te digo o potencial oculto dentro de você que está sendo desperdiçado.

Nossa união poderia ser forte mas você é como o mar que bate em mim e vai embora, e quando sai, deixa um gosto salgado em minha boca.

Não posso te perdoar completamente até que você me perdoe.

Seu cheiro de shopping me enoja.

Me faz sentir vontade de entrar em você e gastar horas aí dentro.

Como você consegue fazer isso comigo?

(*)Oi, eu voltei nessa história. Talvez ela não devesse se parecer assim. Tudo bem que nada vai mudar mas talvez se eu expressar meus pensamentos sobre isso eu consiga me enganar um pouco. Na verdade eu não sei como falar sem parecer mais bobo. Vou deixar isso pra uma outra hora. Até breve. Certo, voltei. Deixe-me tentar explicar o proceder como diria meu grande amigo BMO do rap. Tá ele não é meu amigo mas quem liga. Acabei de perceber que o texto ela voltou se transformou em eu voltei. Enfim. Antes que você me julgue pelo o que eu vou dizer agora saiba que não se passam de impulsos involuntários, ou seja não tenho controle sobre eles. Só para que fique claro. Assim com a pessoa batata de que eu estava falando no começou e disse noutro texto, a batata ou escura ou gema, como você quiser chamar é um conceito. Esse conceito funciona da seguinte maneira: É uma junção de características voluntárias e involuntárias que fazem com que uma pessoa seja enquadrada nele. Essas características no âmbito específico do meu caso será chamadas daqui em diante de chipre, certo? Somente para melhor compreensão. De certo que o chipre só se enquadra a mulheres. Desculpa se eu sou hétero normativo. Não sei se é do seu interesse saber no que consistem essas características, quem sabe em um momento futuro. Afinal a única pessoa que lê isso é você Júlia, se você quiser saber depois me diga. Voltando, algumas experiências na minha vida me levaram a consolidar o chipre mas no geral muita reflexão foi seu alicerce. Um pouco de auto descoberta. O fato é que a presença dele em uma pessoa, no caso uma mulher me faz ver essa pessoa de uma maneira diferente. Sei que isso acontece com muitas pessoas, mas isso começou a fazer mais sentido pra mim depois que eu fui vendo melhor o que eu mais dava valor em uma pessoa. Já aconteceu comigo de ver bastante disso em uma pessoa como foi no caso da clara e talz. Nada que eu queria pensar muito até porque isso só me faz me sentir mais merda. Não da pra negar também que eu meio que fiquei travado nisso. Parece que eu sou um cubo de gelo que preciso derreter pra ir pra outro quadrado da forminha. Talvez um pouco de calor amoroso me ajude nisso kkk desculpa. Acho que de qualquer forma ainda estou inclinado a fazer coisas vergonhosas das quais sentirei vergonha no futuro ao encontrar uma chiprosa. A melhor parte disso tudo vem agora: Independente do que eu faça o resultado sempre é o mesmo. É, isso mesmo, curioso não é? Eu até relutei até poder afirmar isso porém, chega um momento em que não se dá pra negar a realidade. De reto ao ponto, o chipre nunca se atrai por mim. É, eu até admito que o chipre pode ser algo de mais pra mim porém, o que define o valor de uma pessoa? Porque existem pessoas que exigem um mínimo de status social parmulhera serem cortejadas? Não sou culpado disso, até porque não fui eu quem inventou isso. E sim eu ainda sei que tenho que lidar com isso. Ainda estou descobrindo como, mas creio que esteja no caminho. O que me deixa indignado, o que pelo menos deixou para o início deste texto foi uma história, não minha, jamais.

Um amigo meu, grande amigo, uma vez se interessou por uma chiprosa. Ele é um jovem comum, alguns diriam que ele não é nada de mais. Começou assim, meu amigo (que será chamado carlos) estava um dia andando pelo colégio durante uma competição famosa nos colégios, conhecida como interclasse ou gincana. Ele viu essa menina, Ada era seu nome. Ada era incrível, descolada, linda linda. Uma pessoa assim nunca daria uma chance pra ele e isso parecia claro para ele. Carlos ficou sentado no chão olhando para ela enquanto tentava evitar que o sol entrasse em seus olhos. Nada de mais até esse momento, isso já tinha acontecido outras vezes. O tempo passou e alguns anos no futuro Carlos teve um sonho, ele via um mulher andando numa floresta enfronte a ele. Ela estava vestida como uma índia, e as folhas caiam enquanto eles andavam, era outono. Um sorriso dela foi o suficiente para que ele ficasse pensando de onde aquela figura tão misteriosa e bela teria surgido. No outro dia ela estava estampada em todos os lugares aonde ele olhava, logo ele se lembrou do dia do interclasse. Será que aquilo era um sentido recebido do além para sua vida? Será que era isso? Tão simples assim? Claro que não senhor Carlos, o sonhador de olhos abertos. Ele decidiu se aproximar dela, de alguma forma ele achava que ela simplesmente ia querer o mesmo. Tolo. Ela simplesmente seguiu com sua vida normalmente, e ela não tem culpa nenhuma nisso, afinal como ele se sentia não era da conta dele. Mas a triste história de Carlos não acaba por aqui, quem dera-lhe fosse. Ada por sua vez nunca se sentiu atraída por pessoas como Carlos, pessoas simples como as outras, ela gostava de ousadia e pessoas que se destacassem das outras. Apesar de Carlos estar longe de atingir esse patamar desejado por Ada, uma pessoa extremamente próxima à ele o conseguiu com maestria. Junior, assim que ele era chamado, Junior e Carlos eram grandes amigos, se conheciam a muitos anos e sempre andavam juntos. Junior era quase o oposto de Carlos. Logo Ada estava interessada em Junior mas ele nem tanto assim. Sem eufemizar a questão ele estava cagando pra ela. Ela tentou ficar com ele em uma festa inclusive pediu para que suas amigas a ajudassem mas nada adiantava. Um dia de saco cheio dessa pressão dela a bomba estourou. Estavam Carlos, ele e uma amiga deles conversando. Carlos me confessou que apenas se aproximou dessa amiga para ter chances com Ada mas enfim. Ada viu que estavam com a aquela amiga em especial e se aproximou para tentar puxar assunto com Junior. Ele não estava em um dia bom. Quando ela foi falar com a amiga deles ele simplesmente virou de costas à ela fazendo com que ela não conseguisse chegar em sua amiga. Naquele momento todos os quatro ficaram sem saber o que fazer, inclusive o Junior. Ada disse “É sério isso?”, Carlos queria intervir mas ele ficou sem fala então acabou que ela foi embora chateada e achando que todos eram infantis mas no fundo apenas Júnior tinha sido. Como os antigos diziam, na briga do rochedo com o mar quem se ferra é o marisco e nesse caso Carlos era o nome desse marisco.

O que aconteceu foi mais ou menos assim, a partir daquele momento Ada começou a fazer um jogo duro, não para o Júnior e sim para o pobre Carlos, sempre que ele tentou se aproximar depois daquilo ela fazia questão de fazer ele se sentir sem graça e como um merda. Às vezes eles se encontravam em rodas de amigos e ele tentava conversar um pouco com ela, infelizmente ela ignorava ele e fazia ele falar sozinho ou esnobava ele. Quando ela passa por ele nos corredores ou pela rua ela empinava o nariz e passava direto, isso quando não passava perto somente para empurra-lo. Isso se perpetuou por muito tempo até que um dia o estopim foi alcançado. Um dia quando ele saía de uma lanchonete ela estava na frente da porta, na fila. Ele precisava sair e ela era o único obstáculo entre ele e a saída. Ele ficou em pé do lado dela esperando ela dar licença, mas obviamente não aconteceu. Após perder a paciência ele delicadamente se esgueirou por trás dela empurrando um pouco seu ombro na hora da saída, ela por sua vez deixou seu pé a fim de fazê-lo tropeçar e ele prendeu o pé e saiu arrasando o pé dela até sair completamente do estabelecimento. Ela soltou o pé e eles se encararam por um segundo e Carlos virou, bufou e disse -Porque você me odeia?ela disse — Eu nem sei quem é você… ele respondeu — Você deve se achar muito melhor do que eu né? Sentada aí no seu pedestal de beleza só esperando que os outros te bajulem e deem tudo o que você quer. Mas minhas querida eu tenho uma coisa pra te contar, O MUNDO NÃO GIRA EM TORNO DE VOCÊ. Você é um ser humano tão merda quanto eu. Sinto muito se meu amigo não quis ficar com você e te tratou como lixo, mas passou nessa sua cabecinha de abóbora descascada que VO CÊ ES TÁ FA ZEN DO A MES MA MER DA. Então tira um pouco do mundo de dentro do seu umbigo e seja uma pessoa que presta pelo menos uma vez na vida, paz. Ela olhou pra ele e continuou na fila normalmente. Um grande tristeza pairou sobre ele porque aquilo tudo não passava de sua imaginação, ele simplesmente ficou olhando para ela desejando falar tudo aquilo mas seus lábios não conseguiram. Ele foi embora e decidiu tomar uma decisão. A partir daquele momento ele iria fingir que ela não existia mais, assim como ela sempre fez com ele. Afinal ela jamais se importaria com seus pensamentos e sentimentos. Não como nas histórias da Disney, Carlos não teve um final feliz. Ele seguiu sua vida, ele nunca mais entregou seu coração para nenhuma mulher além de sua mãe. Ela por outro lado sofreu mais, logo após tudo isso ela começou a namorar e em pouco tempo ele já tratava ela mal e era abusivo com ela. Mesmo dando várias opções ela se reclinou ao pés dele a fim de não colapsar seu mundo. Eles se casaram e quando ela tinha 22 anos ela teve uma filha com ele. Eu até diria que eles nunca mais se viram se não fosse por um dia. Foi no super maia, ele tinha voltado de viajem para visitar sua mãe e ela foi comprar ingredientes para um lanche da tarde. Lá estava ela, uma criança num braço, uma sacola de pão francês na outra. Ela estava com a cabeça tão cheia de problemas que nem reparou nele. A chupeta de sua filha caiu no chão e ele se aproximou para pegá-la mas ela pegou sozinha antes que ele pudesse. Ela olhou nos olhos dele mas não via nada além de si mesma. Assim eles continuaram suas vidas. Ele pensou seriamente em puxar assunto com ela, talvez tomar um café com ela. Mas não aconteceu, apesar de tudo o que ele não sabia era que às vezes durante a noite ela pensava nele, mas tudo o que ela sentia era raiva.

27/01 — Eu decidi voltar com isso depois de um certo tempo. Eu estava planejando de voltar a escrever hj a história de rudá e anahí, talvez eu escreva um pouco hj dps de desabafar um pouco aqui kkk. Ouvindo me myself and I do g-eazy. Essa música é um clássico para esses momentos. Deixa eu ver por onde eu começo. 2 anos atrás eu fui surpreendido por uma pergunta, seja por Deus ou pela minha própria mente. A pergunta era simples, eu preferia “perder” um ano da minha vida para ter uma chance com a anahí. A minha resposta na época era óbvia e infelizmente acho que ela ainda não mudou, é claro que eu escolhi a clara. Sabe o que é pior, eu ainda acredito no fundo do meu coração que essa chance existe. O que é triste, afinal ninguém deveria viver nesse mundo imaginário de forma a isso alterar suas decisões no mundo real. Talvez eu seja um pouco esquizofrênico, eu vou investigar isso. Eu dei uma pesquisada aqui e eu prefiro não falar mais sobre isso.

11/02 — Muitas coisas aconteceram recentemente. Primeiro a “Paula” passou para unb. Eu fiquei muito triste, confesso, achava que eu estaria sempre um passo à frente dela pelo menos intelectualmente mas pelo jeito as coisas não serão bem assim. Eu comecei a usar 2 antidepressivos também, no primeiro dia me deu muito sono mas agora tá melhorando. Eu chamei a Paula no pv do insta e ela me respondeu, a gente teve uma conversa bem bosta. Refletindo um pouco eu tinha botado muita expectativa nessa conversa o que fez ela parecer bem pior do que foi. Eu infelizmente acho ela a mulher mais bonita que eu já vi mas essa parte é melhor pularmos. A Júlia furou comigo pelo segundo ano consecutivo, acho que a gente nunca vai se encontrar kkkkk. Voltando para Paula, ela tem tudo o que eu acho atraente em uma mulher e ainda tiveram todos aqueles sonhos … Eu realmente não sei o que fazer. To tentando esquecer a 3 anos mas até agora a maioria das minhas tentativas falharam. A gente falou sobre bolos. Ela não sabe que eu não posso comer bolo, mas eu acho que não tinha assunto melhor. Ela é um tipo de droga, não sei explicar. Nem sei o que é o amor. Afinal quem sabe? Mesmo que experimetássemos algo e definíssimos que é amor, não necessariamente aquilo será amor para os outros. Nesse sentido qual seria o parâmetro? Nem o processo empírico é válido nessa situação. Pensando assim para definir o que realmente seria o amor, deveríamos ter fé de que o que sentimos é tal. Então não existiria amor sem fé? A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam , e a prova das coisas que não se vêem. É muito errado isso que eu sinto, afinal ela tem namorado né. Apesar de ela não saber nada do que eu sinto e penso sobre ela, eu não acho que isso justifique. Penso que tudo de errado que acontece surge na mente, a partir de um momento em que pensar errado não é errado o fazer errado é questão de tempo. Quase tudo oq eu faço é uma tentativa de não ser mais um ser trivial. A trivialidade para mim é a falta de consciência de si em si. Paula, que vergonha de dizer isso e falar sobre esse assunto. Sinceramente que vergonha. E de tanto eu buscar ser aceito por ela eu me perdi. Caso você esteja lendo isso, me desculpa. Eu sinceramente não tinha o intuito de chegar aonde cheguei. Esse pequeno tumor se proliferou no meu coração até que seu crescimento chegasse à um ponto onde ele não pudesse ser mais interrompido. Nada tira a minha responsabilidade dos meus atos, mas não posso ignorar os efeitos daquele sonho na minha vida. Primeiro você deve entender a si mesmo. Entender a si mesmo você pode conhecer os outros. Entendendo os outros você pode entender o que eles fazem. Entendendo o que eles fazem você pode fazer melhor.

Adendo: lista de coisas que eu acho mais atraentes em uma mulher

1: sorriso com caninos a mostra

2: delineador de gatinho

3: brilho labial

4: salto alto (situacional isso)

10/03 — Mano kkk o Gabriel escreveu uma versão alternativa minha baseada no RPG que jogamos que me fez rir muito. Eu conversei com ele e ele me autorizou colocar aqui então lá vai: “Rudo Outro é um Rudo de um universo alternativo onde ele consegue namorar sua tão amada Clara, chamada de gema às vezes. Ele passou por uma série de testes que colocaram sua sorte e sagacidade a prova para conquistar o coração dela. Sofreu vários constrangimentos exigidos por ela em um beco, no primeiro encontro de ambos e ainda deixou Rudo Outro surdo de um ouvido por conta de um tiro dado ao lado de sua orelha, objetivando justamente deixá-lo surdo, mas com certeza isso foi uma prova de amor. O preço porém não era nada barato para que os dois ficassem juntos, Sandra, mãe de Rudo Outro, morre no fim de sua jornada, em uma farmácia, foi um final trágico para os dois, porém seguiram vida.

Desde então, Rudo Outro e Clara decidiram que nunca iriam se separar, nem na pior da pior das hipóteses, nem se ele atropelar ela com um hipopótamo ou se ela arrancar o falo dele com uma faca de passar manteiga, o amor é pra ser verdadeiro. Rudo Outro conseguiu passar para Arquitetura e Urbanismo na UnB pelo vestibular tradicional e prova específica, sendo o 1º colocado em ambas as provas. Já Clara, também conseguiu entrar na UnB, mas para o curso de licenciatura em Física, sendo também a 1ª colocada. Ambos foram recebidos com ovadas e chuva de farinha de trigo, sem contar os refrigerantes que levaram na cabeça (literalmente bateram neles com as garrafas de refri, fechadas)​, veganos que passaram no local ficaram enfurecidos com o uso dos ovos, foi uma confusão que acabou com 3 pessoas com fraturas expostas, felizmente não eram do casal 20, a reitoria tomou as devidas providências depois disso.

Os anos se passaram e Rudo Outro concluiu seu curso juntamente com sua namorada, ambos fizeram mestrado e doutorado. Outro trabalha como arquiteto autônomo e dá aulas para universitários, ele se tornou um prodígio e é conhecido em 3 países (Argentina, Brasil e Chipre) ​por seus projetos magníficos, de caráter rústico (preferência pessoal dele que contagiou seus clientes)​, bem organizados para que todos os móveis possam “conversar” entre si e gerar uma harmonia no espaço e muito bem decorados com suas mais variadas ideias mirabolantes para decoração. Dá aula de Arquitetura Sustentável na FAU da UnB para 4 turmas, F, U, C e K, é conhecido por toda a universidade como “O professor que é chato com discursos repetitivos e robóticos mas tirando isso ele é massa”, é um título bom, nem tanto, mas bom. Já Clara dá aula em 2 escolas particulares e na UnB, ela é, assim como Rudo, uma pessoa muito atarefada e seu descanso durante a semana é escasso, apesar disto ela se sente gratificada por viver sua vida ao lado de quem ela mais ama.

Compraram uma casa em Sobradinho, no condomínio Alto da Boa Vista, feita pela designer de interiores Amanda. A moradia é muito bem feita, com uma porta linda de rico, dando entrada a um grande espaço, com uma escada ao lado direito e uma cozinha super produzida do lado esquerdo, seguindo em frente temos outro aposento grande, com um banheiro, uma área para atividades físicas e a maior para fins quaisquer com uma bancada de mármore preto. A frente, uma porta extensa de vidro blindex de correr dando entrada a uma área verde de mais ou menos 10mx20m, com um chuveiro com plataforma de madeira do lado esquerdo. Em cima ficam os quartos que não vou entrar em detalhes porque né, quartos. Tinham um lindo gato preto chamado Safado, brincalhão e morto ao mesmo tempo, vivia subindo no telhado e ignorando os donos, só se interessava pela comida.

E esta é a vida de Rudo Outro, em um universo alternativo, onde ele transa muito com sua amada Clara.”

Eu tinha um sonho para escrever aqui. Vou terminar de estudar e vejo se escrevo ele. Ah só para comentar eu me caguei de rir lendo essa merda que ele escreveu, meu Deus do céu KKKKKKKKKKKKKKKKK.

Eu escrevi o sonho, mas ele foi tão legal que ele vai virar parte de uma história (oi, aqui é o Rudo do futuro, de 05/04, eu vou por o sonho no que seria o final desse dia de relatos) . Eu li que os irmãos Grimm faziam suas histórias com base em alguns sonhos que eles tinham. Talvez eu possa fazer algo com a mesma pegada. Eu estou feliz de não ser mais aquela pessoa. Queria que você entendesse. Essa é a minha vida. Nesse ponto o livro tem algo em torno de 140 páginas. Não sei muito do que vai acontecer. Se vai ser um desastre ou uma obra prima, nunca da para saber ao certo. Ao contrário da ideia de valor trabalho de Marx, eu acredito sim que há um valor social agregado aos produtos vendidos. Por mais que um livro sejam apenas tintas jogadas em folhas de papel em ordens específicas, ainda assim tem importâncias sociais diferentes e logo, valores monetários agregados diferentes. Considero esse livro apenas uma chance de falar de tudo aquilo que eu nunca tive com que falar mas sempre quis dizer. Espero que tenha gostado do que leu.

Meu sonho foi assim, eu estava numa nave espacial. Essa nave era uma espécie de arca de noé intergaláctica e ela tava na órbita da Terra. Eu estava ajudando a gema a arrumar as gaiolas pros animais. Não me julgue, eu não escolho o que vou sonhar tá. Eu fui andando pelas gaiolas, elas eram bem diferentes, elas uma espécie de cerca feitas de tubos de neon. Mó viagem.

Eu fui andando pelas jaulas (os cercadinhos). Uma dessas jaulas tinham cães. Depois que eu passei pelo cercado deles, um deles saiu da jaula e eu falei:

- Ué?

Ela, que estava dentro de uma sala mais à frente, disse:

- Relaxa, eles são muito dóceis. Eu deixei eles poderem sair, porque sabia que eles não iam dar problema.

Então eu disse:

- Ah bom.

Eu atravessei o resto do corredor, até chegar aonde ela estava. A sala em que ela estava, era a sala dos animais perigosos. Quando eu entrei na sala eu pude ver ela. Ela estava na parede terminando de instalar um novo sistema de segurança. O sistema consistia em 2 alavancas que precisavam ser giradas na mesma hora, para não dar nenhum problema e nenhum animal fugir. Ela mudou pra que quando uma fosse virada, a outra virasse na mesma hora. A função das alavancas eram as de mudar o sistema de aprisionamento. Antigamente era preciso virar as duas alavancas bem rapidamente para funcionar. Vendo aquilo eu falei:

- Caraca! Agora ficou bem melhor.

Ela disse:

- É, testa aí! Quando eu pedir você vira a da esquerda.

E eu disse:

- Ok!

Ela andou um pouco mais para frente e acenou com a cabeça como um sinal para que eu virasse a alavanca. Eu virei e isso acendeu as luzes de todas as jaulas e fez com que as grades de neon entrassem dentro dos pilares que as sustentavam. Eu fiquei impressionado com o bom trabalho dela, então eu falei:

- Caraca isso ficou muito bom!

Ela ficou rindo, lisonjeada e orgulhosa por seu trabalho. Depois daquilo, eu fui andando pelas jaulas e interagindo com os animais. Lá tinham os mais diversos animais, desde tigres até wolverines. Então eu lembrei do porquê de ter que virar as duas alavancas ao mesmo tempo. Quando a alavanca da esquerda estava levantada, eles ficavam dóceis e os cercados se retraíam . Isso não acontecia quando a da direita estava levantada, por que ela fazia com que os cercados voltassem mas os animais deixassem de ficar dóceis.

Eu tava todo feliz olhando pela janela, que tinha do lado esquerdo da sala. Ela era gigante, eu podia ver muitas estrelas, era uma visão linda. Tudo ia bem quando de repente a luz variou e acabou a luz. Antes que a luz apagasse eu fui em direção à alavanca da direita para tentar fazer as grades das jaulas voltarem, mas não fui rápido o suficiente.

Quando eu cheguei na alavanca a luz já tinha caído e todos os animais começaram a fugir das jaulas. Eu fui pisoteado e apaguei. Quando acordei, eu estava na minha casa. Só tinha o meu irmão em casa. Ele estava bem triste porque os vizinhos tinham quebrado a parede e tinham entrado na nossa casa pelo banheiro. Vendo a situação, eu disse:

- Não mano, a gente tem que resolver isso aí.

Eu fui até a parede quebrada. Quando eu cheguei lá. tinha um gordo peludo e sem camisa saindo de lá. O buraco que eles tinham feito, tinha virado uma espécie de porta. Quando eu vi ele entrando na nossa casa eu fiquei enfurecido e falei:

- OH MERMÃO, se pode tratar de voltar pra sua casa! Fica peixe aí, seu otário!

Ele estava com uma cerveja na mão e com uma cara de morto. Depois que eu disse isso ele simplesmente passou me ignorando. Eu fiquei mais bravo ainda, então eu peguei uma porta que tinha no chão e sai empurrando ele até a casa dele de novo. Isso acabou fazendo com que a porta tapasse o buraco que eles tinham feito na parede.

Eu, voltei até onde meu irmão estava e falei para ele:

- Cara, eu resolvi o problema com os vizinhos, pelo menos por enquanto.

Ele ficou feliz e disse:

- Poxa mano, valeu, de verdade. Isso estava enchendo meu saco já.

Eu fiquei feliz por ver ele feliz, mas eu disse:

- Desculpa mano mas eu tenho que voltar para nave. Eu tenho que ver o que aconteceu com a Gema, eu não vou relaxar até saber que ela está bem.

Ele ficou triste, mas entendeu que aquilo era importante para mim. Então eu parti de volta à nave.

Chegando de volta na nave, logo eu notei algo terrível, ela estava praticamente deserta. Todas as barreiras das jaulas estavam queimadas, todos os chiquerinhos estavam revirados e não havia sinal nenhum de vida por lá. Eu continuei andando pela nave até chegar àquela sala de antes. Logo que eu cheguei lá, eu notei que Gema estava lá. Ela estava terminando de consertar o sistema de novo. Tudo estava destruído mas ela conseguiu consertar o suficiente para que o sistema voltasse a funcionar. Nós ficamos felizes por nos ver. Eu fiquei muito feliz por ver que ela estava bem, apenas um pouco suja mas nada que ofuscasse a beleza dela. Tudo parecia ir bem até que notamos uma movimentação na última jaula da sala. Uma jaula que parecia um forno e que passava despercebida na maioria dos momentos. Lá dentro tinha um animal extremamente estranho, a textura da pele dele era parecida com uma gosma intergalática. A gosma tinha aparência de galáxias. Seu corpo lembrava o de uma lula mas com olhos maiores no topo da cabeça. Ele abriu a porta da cela dele e saiu da jaula. Nós dois nos olhamos assustados e sem saber o que iria acontecer.

Ele foi rastejando pela porta que agora estava no chão e esticou um dos seus braços até mim e me prendeu. Eu olhei para a Gema desesperado para que ela me ajudasse mas ele começou a controlar a mente dela. Ela ficou estática olhando para ele. Com que do nada apareceu um porco na sala e ele não o perdoou, ele entrelaçou ele com um de seus tentáculos. De repente ele me apertou mais forte e começou a me puxar em direção à ele. Eu fiquei desesperado e me esticando o máximo que eu podia, eu puxei a alavanca da direita e a porta da cela dele se fechou. Os tentáculos dele foram cortados pela força da porta e todos nós fomos libertos. Eu olhei pra clara e respiramos aliviados, eu me aproximei dela e a abracei. E eu acordei.

12/03 -

Oi

To desapontado

Sou um lápis quebrado

Ou um escritor inspirado

Caráter mal fadado

Tentando fazer algo útil

Mas nunca deixam de me chamar de fútil

O que é isso afinal?

Estou fazendo algo sem um propósito

Ou será que fiz

Fiz algo que mal acredito, estou tão feliz

Quem é contrário à mim é meu opósito?

Falo dela não para me vangloriar

Mas pra, sim me lamentar

Rima pobre essa não?

Que tal café com pão?

Um tapão na mão?

Semblante de virjão?

Kekulé?

Quesque c’est?

Hora de dar no pé

Vou para outro instante

Talvez um mais adiante

Vou para onde os escritores morrem

Lá serei mais um do que se encolhem

Dentro de suas mazelas

Fazem os rir como gazelas

Entretém os outros

Agem como potros

Não, acho que já chega né?

Ow, você, você mesmo que lê isso

Quer saber quem você é?

Se jogue dentro do seu próprio abismo

Se entenda da cabeça ao dedo do pé

Atualmente tua mente atua ou mente?

Ora, mas que jovem inconsequente

Não brinque com a poesia menino, ela é coisa séria

Dicupa meu sinhô

Vou fazer direitinho oia só

Rosas são vermelhas, violetas são azuis

Gosto de abóbora e ovo de aveztruiz

Acho que você entendeu tudo errado

Vou te dar uma aula agora

Preste atenção, fique sentado

Onde está tu, oh jovem ladina?

Aquela que meus sonhos alucina

Vem, oh dama da noite

Faça com que teu perfume o meu nariz açoite

Sua lanceoladas folhas me encantam

Rebulice minha vida como a Batalha de Antietam

Num é que eu aprendi?

Então vai, me mostre aí

Certo, lá vai

Amora, melão, abacaxi

Pego minha lambreta e vou de moto táxi

Desisto…

Não! Sinhô, volte aqui

Sai fora garoto..

Ah, morre então velho escroto

Tomara que caia e morra quem nem seu neto!

Tá, cansei de fazer cosplay de poeta.

Olha.

Dá para ficar falando num canto só da folha.

Só volto lá pro começo se quebrar a linha.

Começo eu faço daqui aqui aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa pronto. Caguei a linha de cima, meu Deus, o que eu fiz…

Começo eu faço daqui daqui daqui daqui daqui daqui daqui daqui daqui aqui. Agora me redimi com você linha. Desculpa por te deformar.

15/03 — Quando eu morrer alguém vai se importar? Hoje faleceu uma mulher, uma mulher socialmente importante. Mas como diremos quem é importante? Acho que não quero mais falar sobre isso. É triste saber que a maioria das pessoas morrem e nem 1% do planeta fica sabendo. É triste saber que ninguém se importa com você. Mas, espera um segundo, isso não é verdade. Ah cara que vontade de lamber um cacto.

20/03 — Esse mês estou até escrevendo bastante aqui, acho que minha vontade de falar da minha vida cresce junto com a de morrer. Cheiro de Eneilde é uma mistura de suco de cajá-manga com rosas do campo.

30/3 — O famoso zé do picadinho. Hoje eu tive um sonho horrível. Tudo bem, não foi tão ruim, mas eu estou me sentindo muito mal por ter sonhado ele. Não como o sonho onde minha avó havia reencarnado, que no caso eu nem escrevi aqui, mas diferente, eu demorei a acreditar que nada daquilo tinha sido real.

O sonho começou em um apartamento que eu nunca fui, mas apesar de tudo ele me lembrava o da minha tia. Era como se eu morasse lá a alguns anos, parecia que era em São Paulo, mas eu não tenho certeza. Estava tudo normal eu diria, no começo do sonho, eu estava conversando com a minha mãe e meu pai teve que sair no meio da conversa. Acho que era algo relacionado à algum parente que havia falecido recentemente ou estava internado. Antes dele sair, minha mãe sugeriu que a gente saísse para comprar alguma comida especial. Eu estava com muita preguiça de sair e minha mãe percebeu isso. Ela disse:

- Ah, deixa o Matheus tá com preguiça.

Nós continuamos conversando e tentando pensar em algo para pedir para entregar lá em casa. Meu pai se ofereceu para comprar algo no caminho de volta e já estava vendo qual cartão ele ia usar, algo que meu pai sempre faz. Nisso surgiu o diálogo:

- Então amor, eu uso o meu cartão ou o seu?

- Ah, usa seu mesmo.

- O meu? Ok, tudo bem.

- Ah amor, esquece a tia deles já pediu pizza para gente.

Na hora eu pensei — Caraca nem parece a minha tia-, eu falei:

- Ué, mas por que ela comprou pizza pra gente?

Então minha mãe explicou:

- Ah é pra a gente ter comida para receber a visita também.

Senti implicitamente que era uma amiga minha então eu pensei — Ah sim, a visita -, mas eu não sabia quem era, só sabia que alguém ia passar um tempo morando com a gente. Como que de repente, a porta se abre e não é ninguém mais ninguém menos que a tal, famigerada CLARA ****** (botei com os asteriscos para não expor ela, porque sinceramente ela não tem nada a ver com isso), meu Deus do céu. (KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK) Eu gelei na hora, era como se eu tivesse acabado de olhar nos olhos da medusa e havia sido petrificado, eu pensei — Oh desgraça de merda que é essa minha vida, o meu Deus do céu porque você faz essas coisas comigo, tenha dó do meu ânus uma vez nessa vida, pelo amor de você.-. Depois desse momento de auto-reflexão depressiva, ela entrou na nossa casa e começou a falar com a minha mãe, como se elas fossem super amigas e se gostassem muito. Ela chamava minha mãe de tia e minha mãe ama ser chamada de tia pelos meus amigos. Minha mãe super gostava dela, até fez umas comidas que ela gostava, só para agradar ela. Para variar, ela falou com todo mundo da casa menos comigo. É difícil explicar a relação dela com a minha mãe, porque nunca vi tal situação como pareceu, mas ao que tange essa relação que minha mãe tratava ela como uma nora. No sonho era como se ela fosse uma espécie de prima minha ao mesmo tempo, ou talvez eu tratasse a mãe dela como tia. Prosseguindo no sonho, rolou até uma crise de identidade eu pensei — Meu Deus eu gosto da minha prima, se a gente tiver filho vai nascer deficiente.-. Eu acordei nessa hora, eu estava muito triste porque ela estava tão perto de mim, mas ao mesmo tempo ela estava tão longe. Ela nem sequer falou comigo e, claro, eu queria muito falar com ela. Você não tem ideia do quanto eu queria isso, era como se minha vida só fizesse sentido se eu tivesse ela comigo (sim isso é bizarro).

Todos nós dormimos e no dia seguinte saímos para passear em um shopping, que curiosamente ficava em um lugar como uma Disney brasileira. Nesse lugar haviam luais e parques temáticos. Fomos para lá passar um final de semana ou algo assim, inclusive ficamos em uma casa lá perto. No shopping, ela andou na frente com a minha mãe e elas estavam conversando como se ela fosse até uma filha da minha mãe. Cada segundo que passava, eu ficava mais triste e ansioso por não aceitar ela estar tão nem ai pra mim, eu ficava pensando — Af, eu sou um merda mermão.-. O dia foi passando e a gente voltou pra casa para descansar. De noite todos nós fomos para a área da churrasqueira da casa em que estávamos, tomamos uma sopa super quentinha que minha mãe tinha feito.

Todos nós fomos dormir depois da sopa. Ela foi dormir em um quarto e lá tinham 2 camas de casal e 2 de solteiro. Ela estava deitada toda jogada pelas camas. Eu pensei — Agora é minha hora, eu tenho que conversar com ela.-. Eu entrei no quarto e lá estava ela, deitada que nem um neném na cama, toda fofa. Eu pensei — Aff, ela está muito bem sem mim na vida dela.-. Ela abriu um pouco os olhos e rapidamente eu pensei em algo para puxar assunto, eu disse:

- Nossa em, ta toda folgada deitada nas duas camas ( ela tava largada na junção das duas camas de casal).

Após dizer isso eu dei uma risadinha sem graça, e ela fez uma cara de nojo e disse, com uma voz de desprezo:

- Quê vei?

Eu fiquei tão triste, que me joguei no chão pra que ela não conseguisse me ver quase chorando e disse:

- Ah aqui está tão bom, sabia que eu amo deitar no chão.

Dei uma outra risadinha, ainda mais sem graça. Eu levantei pra ver a reação dela em cima da cama. Ela jogou a coberta sobre sua própria cabeça e voltou a dormir. Ela se cobriu com tanto nojo e desprezo que eu senti meu coração se partindo, quase que literalmente. Eu fiquei tão destruído emocionalmente que eu acordei de tristeza, péssimo, sentindo como se ela tivesse enfiado uma adaga no meu estômago. Sentindo aquele enjoo matinal que a tanto eu não sentia. Sad boys, eu demorei alguns minutos para assimilar que tudo não havia passado de um sonho. Demorei até entender que nem o desprezo dela eu tinha chance de sentir.

01/04 — Hoje é primeiro de abril, mas a tristeza que eu estou sentindo não é brincadeira bicho. Que vontade de mergulhar e nadar no mar que é você. Que vontade de me perder e me procurar para te encontrar. Sem forças para escrever mas tanto para falar. Você gosta de meninas né? Na verdade eu gosto de sofrer, gostar de mulheres é só um meio de alcançar isso. Oi, voltei aqui, na verdade agora já estou no dia 3, mas para não ficar picadinho eu vou continuar aqui mesmo. Eu acho importante ressaltar o meu arrependimento sobre algumas coisas. CLARAmente algumas em especial. É, o que eu fiz ou talvez ainda venha a fazer é errado. Ela tem um namorado que ama ela e de certa forma querer ficar com ela é querer que o relacionamento dela dê errado somente para o meu agrado. Terrivelmente errado eu acrescentaria. Eu não sei quais rumos tão errados eu tomei na minha vida para chegar aonde cheguei, mas já que estou aqui, pelo menos que sirva para que eu aprenda algo. Eu sinto muito vergonha de mim mesmo por isso. Se eu pudesse eu iria apagar tudo que eu já pensei e fiz sobre esse assunto. Se eu pudesse eu iria não fazer nada disso, por isso sei que estou no caminho certo, pelo menos por agora. O real arrependimento é a mudança de mente. Mudar de mente não implica somente em não querer ter feito algo por agora sofrer os amargos frutos de suas ações. Arrependimento é saber que o que foi feito foi errado, não se pode mudar o que foi feito e que daqui em diante farei o possível para que não ocorra novamente. Me deixei enganar pelos próprios desígnios de minha mente. Agradeço a Deus que nada tenha acontecido porque consequências poderiam existir, mas de fato não há alguma a não ser as que eu adquiri a mim mesmo. Se algo relacionado a isso tivesse afetado negativamente a vida de alguém eu não sei como eu estaria agora. Bizarramente estranho eu diria. Estou tendo sintomas depressivos constantemente. Acho que infelizmente pode ter origem nesse cancer que eu cultivei em minha vida. Totalmente desnecessário por sinal. Eu espero do fundo do meu coração que no futuro eu esteja sozinho e bem. Não acho que o que eu penso possa ser mutuamente compartilhado. Viver sobre a menoridade alheia é um mal que eu não quero cultivar. Nunca gostei de enganar ninguém, por que deveria fazê-lo comigo? Eu já não aguento mais, eu só penso nisso durante o meu dia, eu não como nem tenho mais sonhos felizes. Eu não consigo olhar para nenhuma mulher com o olhar de homem. Sempre odiei essa visão animalesca um dos outros. Não serei hipócrita como muitos que querem acabar com isso. Não acho que deva acabar, a mente é o único palácio livre de julgamentos a não ser de quem realmente te conhece que é o Eu. Apenas em mim não me deixo levar. Digo pois que tudo que não provém de fé é pecado. Não posso dizer o que Deus disse? Digo com a autoridade que ele me deu por meio do espírito santo que em mim habita. Apenas mais um idiota, sim eu sei. Nada de novo por aqui. Essa obsessão animalesca fugiu totalmente dos meus controles racionais, a ponto de crises de ansiedade pós exposição situacional. Não falo em códigos atoa. Falo assim por que se não fosse assim não suportaria escrever. Como haveria livro se não houvesse quem o escrevesse? Vou pular um pouco esse assunto. Essas semanas que antecederam os fatos anteriores eu fiz uma revista em quadrinhos referente à matéria história em quadrinhos em arquitetura e urbanismo que eu estou fazendo na faculdade. Meu sonho seria publicar isso na editora da UnB, mas duvido muito que isso aconteça um dia. O professor gostou, mas não foi para tanto. Eu sentia que já soubesse exatamente como fazer aquela revista. Não sei explicar direito, como se eu tivesse tido um dejavu. Eu já sabia como ficariam dispostos os quadrinhos em cada página e apenas dancei com o lápis em cima disso tudo. Eu tento parar de pensar nisso, mas eu tornei impossível. Não consigo mais escrever a história do Rudá. Estou tentando ir escrevendo outras histórias mas mesmo assim é complicado. Sinto como se enquanto eu não terminasse aquela história a minha vida não pudesse acabar. Não que eu seja imortal, é só que eu sinto que aquilo está me prendendo. Esse é o tipo de livro que eu acharia uma bosta. Principalmente esse final. Várias frases completamente desconexas que apenas uma mente tão perturbada como a minha poderia entender e talvez nem assim. A minha ideia de hoje era escrever aqui uma carta de repúdio a mim mesmo, como se tivesse sido escrita por outra pessoa que na verdade ao fim da carta seria entendido que é o meu eu racional, mas eu fiquei com preguiça.

04/04 — Olha, a data ficou com dois números iguas, isso só acontece 12 vezes por ano. Tive um sonho bem saudosista hoje. No sonho, eu estava em um lugar bizarro, era uma mistura de Guará, com São paulo e com uma floresta, como se as quadras de São Paulo fossem divididas como as do Guará. Minha casa ficava na floresta. No sonho, eu gostava da Natália, uma menina muito bonita que estudou comigo e ela gostava de mim também. Ela foi na minha casa fazer uma visita. Eu já conhecia essa casa porque eu já morei nela em outro sonho. No outro sonho eu fazia aula de dança e tinha um quarto com espelhos. Ela fez um tour comigo pela casa e acabou que ela entrou comigo nesse quarto. Ela ficou sem entender por que tinham espelhos no quarto. Eu expliquei que eu fazia aula de dança antigamente, então ela, com uma cara de surpresa e confusa disse:

- Sério? Não sabia que você dançava…

Eu, sem graça disse:

- É, foi um tempo que eu fazia aula de balé… É, não era exatamente balé mas era parecido.

Depois disso ela desfez a cara de confusa que ela tinha feito antes e ela se ofereceu para dançar para mim, para me mostrar seus dotes dançantes. Ela dançou pra eu ver e no meio dessa dança, nós começamos a dançar agarradinhos e o balé logo se transformou em um tango sensual. Naquele momento, ficou implícito no sonho que nós éramos namorados ou algo do tipo. Nós apreciamos a vista da casa que dava para uma praia de país frio. Logo após isso, nós resolvemos ir pra cidade como namorados. Para ir para a cidade, nós tínhamos que passar por uma ponte. Até aí tudo bem, nós fomos andando e conversando. Quando estávamos chegando perto do final e eu estava a mais ou menos um metro na frente dela. Logo que eu terminei de atravessar a ponte ela começou a cair atrás de mim, a ponte junto com a ponte a Natália caiu também, eu fiquei desesperado e tentei chamar ajuda, mas ninguém fazia nada para ajudar. Eu senti que ela estava embaixo dos escombros e fui atrás dela. Eu tirei algumas pedras e a encontrei, tirei ela de lá, ela estava toda machucada. Por algum motivo, ela ficou morrendo de raiva de mim. Logo que estava em terra firme novamente, ela disse:

- Você me fez cair, você não fez nada para me ajudar!

Eu fiquei sem entender e tentei me defender dizendo:

- Mas fui eu que te salvei!

Eu fiquei desnorteado, eu não entendi por que ela estava com raiva de mim, mas como ela não queria falar comigo eu deixei ela descansando para não sobrecarregá-la. Nisso eu fui pra uma palestra de engenharia ambiental que estava acontecendo perto de onde eu estava. Lá eu encontrei meus amigos de engenharia ambiental e fiquei ouvindo a coordenadora do curso falando sobre sustentabilidade. Eu até perguntei pro Isaque o porquê de ele não ter mandado o instagram da amiga desenhista dele para eu ver os trabalhos dela. Quando eu cheguei na palestra (palestra em espanhol é quadro, se eu não me engano, fica aí uma curiosidade), ela já estava quase no fim. Então eu saí de lá e fui para uma lanchonete que eu sonhei com ela quando eu tinha uns 4 anos. Eu lembrei até do que eu pedi nessa lanchonete no meu sonho original. Eu pedi um pastel de queijo com kapo de morango. O atendente da loja era o Maciel, meu cabeleireiro por muitos anos, ele ainda corta o cabelo do meu pai e do meu irmão, eu não corto mais com ele por que agora eu doo o cabelo, mas ele está com saudades de mim, então acho que depois vou passar lá. Ele cortou meu cabelo desde os 4 anos até uns 17. Eu pedi o pastel, mas eu encontrei o neto de uma senhora muito querida na minha vida, dona Dalva, ela faleceu ano passado, eu apreciava muito ela como pessoa, uma senhora incrível, fiquei triste. Acho que ele só apareceu no meu sonho por que eu vejo ele na UnB às vezes. A gente conversou e ele tentou me humilhar por saber mais coisas sobre engenharia do que eu. Ele faz engenharia civil, então rola essa treta de os engenheiros civis acharem que são melhores que os ambientais, etc. Depois dele tentar me humilhar eu fui pra uma praça que tinha ali perto. Nessa praça tinha uma vendinha de celulares e eu fui dar uma olhada em alguns celulares pro meu irmão, por que ele estava sem um no sonho. Antes que eu pudesse olhar outros celulares, que estavam muito baratos diga-se de passagem, a Natália apareceu de novo. Ela pediu desculpa por ter ficado brava comigo e que o que aconteceu não tinha sido minha culpa. Eu fiquei muito feliz e ao que me pareceu, nós reatamos nosso “relacionamento”. Eu fui com ela para outro canto da praça, para encontrarmos minha mãe. A ideia era de que eu iria apresentá-la para minha mãe. Quando nós encontramos minha mãe, ela começou a gritar dizendo que iria acontecer um terremoto, então nós saímos correndo por um corredor feito de papelão. Corredor esse que eu também já tinha sonhado quando tinha 4 anos. No fim do corredor tinha uma salinha exatamente como eu me lembrava. A sala também era feita de papelão, mas não esse papelão marrom e sim um acinzentado. Lá minha mãe disse que queria saber se nós queríamos ir embora e eu disse que sim por que aquele lugar me trazia lembranças ruins. Nessa hora no sonho eu lembrei de muitas coisas de quando eu tinha 4 anos. Nessa época a gente frequentava uma congregação no cruzeiro, lá tinha uma sala para as crianças e eu ficava desenhando. Não lembro de muitas coisas de lá, só lembro de que eu falava q ia casar com a filha de um amigo do meu pai que ficava lá também, que alguns anos depois disso eu reencontrei, ela estava indo pra Rússia com a família dela por que o pai dela tinha passado no concurso para ser ministro de relações exteriores. Nunca mais vi nenhum deles. As outras duas lembranças que eu tenho dessa congregação no cruzeiro são de um dia que eu sai do espaço onde tinha culto e fui brincar de pique e pega no estacionamento. Lá tinha aquelas pedras cinza que fazem um barulho engraçado quando o pneu do carro passa por cima. Lembro que a tinta da parede tinha aquelas pontinhas de quando a pessoa bota a espátula na massa corrida e puxa. Nesse dia do pique e pega, o povo me empurrou nessa parede e eu me machuquei, depois fui ficar com a minha mãe por que estava machucado. Perto dela tinha uma daquelas árvores que a folha solta um líquido branco quando é retirada do galho. A última lembrança de lá é de um dia que eu fiquei numa fila para ir na cama elástica, mas eu tinha medo de pular em cama elástica, então eu só fiquei deitado na cama elástica e pulando de bunda, nisso o povo começou a falar que eu tava parecendo minhoca na areia quente. Depois de relembrar tudo isso eu acordei.

05/04 — Oi, eu decidi botar o texto do sonho da nave intergalática de noé, eu comecei a escrever o texto com base nele e percebi que não vou usar literalmente trechos dele, só ideias mesmo. Eu tive um sonho bizarro hoje. Eu era um alienígena, é, bizarro. Vou contextualizar melhor, o sonho começou comigo andando perto do Cave e um incêndio assolava o teatro de arena que fica ao seu lado. Eu não parecia muito preocupado com isso, tanto que continuei andando normalmente até o fogo, quando eu cheguei do lado do fogo o meu antigo professor de história, Israel gritou:

- Olha, vai explodir!

Eu falei:

- Aonde?

BOOOOOOOOOOOM! É, eu sai voando pelos ares. Voei tão longe que fui parar em um prédio em outro planeta, de repente eu era um funcionário de uma multiplanetária (versão alien de multinacional), eu era um funcionário feliz, tinha um terno sob-medida, nunca achei que fosse ter um um dia, quem diria né. Eu estava tranquilo empurrando um carrinho cheio de documentos quando de repente 4 caras vem em minha direção com uma arma (arma alien) e me mandam entrar no elevador. Esse elevador era especial, ele só funcionava com as digitais de 2 funcionários que estivessem dentro dele. Ao que me parecia, os sequestradores eram da terra e eu sabia disso no sonho e achava eles muito ingênuos. Em poucos segundos após eles me sequestrarem eles apareceram com outro funcionário para por as digitais no elevador. Eles estavam muito agitados então eu pedi para que eles se acalmassem. Eles se exaltaram e mandaram eu por logo as minhas digitais no sistema. Colocamos nossas digitais e o elevador começou a subir. O medo ficou estampado na cara dos sequestradores mas eu e o outro sequestrado estávamos plenos. A velocidade do elevador começou a aumentar e o desespero deles só aumentava, então eu disse:

- Não se preocupem, é só o começo…

Minha fala foi interrompida por que agora o elevador estava a girar e girar, cada vez mais rapidamente. Girou tão rápido que era possível ver nossas projeções no lado ao contrário de onde estávamos até que o movimento que parecia interminável chegou ao seu ápice e logo estávamos no espaço. Quando fomos para o espaço todo o elevador ficou translúcido. Eles ficaram pasmos com tanta beleza. Apesar disso estava clara a dúvida que eles tinham acerca da segurança daquele veículo, então eu tentei acalmar eles:

- Não se preocupem, esse elevador tem um sistema de segurança e piloto automático, nós iremos chegar em segurança.

No sonho, ficou claro de que nós estávamos mais rápidos que a velocidade da luz (improvável eu sei, mas ao que parecia o elevador tinha uma tecnologia de dobra espacial). Nós passamos por estrelas, constelações, nebulosas, eu vi belezas indescritíveis. Inclusive nós passamo por uma estrela congelada que emitia luz roxa, um planeta com um oceano de ácido. O mais curioso foi quando nós passamos por um buraco negro e entramos em seu horizonte de eventos, até eu fiquei com medo na hora mas o elevador foi capaz de sair de seu poder atrativo e eu disse “ata po”. Enquanto viajávamos uma mulher (sequestradora) que estava conosco colocou sua unha para fora do elevador (atravessou a parede do elevador, não sei como) quando chegamos em um ponto específico do universo. Ele botou sua unha para fora por 2 segundos e quando ela trouxe ela de volta ela estava coberta de diamantes. Após isso nós chegamos em nosso destino, era como uma base de resistência dos sequestradores. A viagem me deixou exausto, logo o sonho acabaria, mas antes disso eu notei a conversa da sequestradora, ela estava se gabando de sua unha, mas ainda não estava satisfeita com ela, disse então:

- Se eu tivesse deixado mais alguns segundos eu poderia ajustar na escala dos milímetros, mas tudo bem, eu já estava quase perdendo o dedo.

Então eu acordei.

07/04 — Antes de tudo eu gostaria de pedir desculpa por 2 coisas, a primeira é por não lembrar dos diálogos do sonho a seguir, a segunda você já vai entender.

Meu sonho começou assim, eu entrei em uma sala de aula, parecia ser minha primeira aula naquela turma que estava bem cheia, tão cheia que só tinha lugar no fim da sala. O professor estava animado por me ter na turma, ele teceu comentários positivos sobre minha pessoa durante todo o tempo de entrada até que eu me sentasse. Logo que eu sentei eu comecei a fazer piadas, trocadilhos e usar do sarcasmo ácido e inteligente que eu tanto gosto. Enquanto eu falava eu notei que havia uma pessoa se destacando no meio da multidão, ela estava na primeira cadeira da fileira que eu estava. Sim meus amigos e amigas era ninguém mais ninguém menos que a famigerada CLARA ****** (sim, ainda nesta dos asteriscos). Desta vez foi diferente, para dizer melhor foi o contrário da última vez. A cada piada que eu fazia ela ria como se eu fosse a pessoa mais engraçada do mundo. Eu queria continuar falando só para saber que eu era o motivo daquela risada tão linda. Ela, insatisfeita em me deixar feliz, fez meu coração sair pela boca ao vir lá da frente e sentar logo na minha frente só para ouvir melhor o que eu tinha a dizer. Ela ficou falando comigo e fazendo o possível para que o nosso diálogo continuasse, como se ela estive sedenta por me ver dançar com as palavras proferidas pela minha boca. Enquanto eu falava ela prestava atenção em cada sílaba falada e não tirava os olhos da minha boca. Ela pegou o celular dela e gravou um stories de mim fazendo piadas e eu me senti tão especial. Quando nós saímos de lá ela não queria sair do meu lado por nada. Eu joguei verde para saber do namorado dela e ela disse que eles tinham terminado a um tempo. Eu quase explodi de felicidade (sim isso é errado). Nós fomos andando, estava um sol brilhante e frio, do jeito que eu gosto. Fomos à uma festa de aniversário de um amigo meu do qual nem consigo me lembrar quem era porque naquela festa eu só conseguia prestar atenção em uma coisa e estava entre as bochechas dela, aquele lindo sorriso. Eu fiz questão de tirar uma foto com ela e postar no meu instagram só para depois lembrar daquele momento e ter certeza de que não era um sonho (sim, era um sonho, SNIF). Nisso eu recebi uma mensagem da shulia, ela disse “RUDO VOCÊ CONSEGUIU!!!) ver ela feliz por mim só me fez ter mais certeza de que aquilo estava acontecendo (mas não tava, assim como shulia não me responde a tempos kkkk cada k é uma lágrima). Eu chamei a Clara para irmos encontrar a shulia para conversar. Ashulia (uma brincadeira com uma cidade de Bangladesh) estava se preparando para fazer um caminho de encontro espiritual ou algo do tipo. Ela conversou um pouco com a gente e aquele sorriso fofo que ela tem conversava comigo dizendo “Rudo, eu estou tão feliz por você” e eu sorri de volta dizendo ”Bigadu *-*” . Nós saímos de lá e fomos caminhando pela cidade que parecia ser europeia e conversando. Eu ela e um grupo de amigos. Ela continuou puxando assunto comigo e já parecia que nós conversávamos a tempos. Um sentimento estranho começou a nascer em mim, ela ria de tudo que eu falava e por incrível que pareça isso começou a me incomodar no mais profundo do meu ser. Não estava sendo bom como eu imaginava, sabe, eu queria muito que isso acontecesse mas que ela gostasse de mim e não do meu eu comediante. Será que eu teria que arrumar piadas pelo resto da minha vida para reter a atenção dela? Ela riria mesmo quando eu estivesse falando sério? Eu não me acho tão engraçado como as pessoas acham, quando alguém ri de coisas que eu falo e não acho graça eu começo a ficar incomodado e ela estava rindo de exatamente tudo o que eu falava. Eu perdi minhas esperanças de ter uma vida com ela e um sentimento de tristeza começou a se espalhar do meu coração para todo o meu corpo, sendo bombeado rapidamente. Logo eu estava tão triste que acordei. Desiludido, mesmo que tudo desse certo aquilo, o nós, nunca deixaria de dar errado.

10/04 — Cheguei na manifestação e começaram a tacar bomba de gás, coé seu puliça eu sou da paz.

14/04 — Ontem aconteceu algo muito engraçado, eu tava andando perto do sigma que tem perto da unb para atravessar a rua. Eu tava passando do lado de alguns carros, eis que eu olho pra um carro. Nesse carro tinha uma mãe e uma filha, suponho que eram né. Quando eu cheguei mais perto a mãe, desesperada, disse pra filha, fecha a janela, fecha fecha vai (KKKKKKK) ai eu passei do lado do carro e as duas ficaram me olhando de dentro do carro, com os vidros fechados. Me desculpem as padrãozinho mas originalidade é fundamental. Pedras no caminho? Fumei todas.

06/05 — Em um universo paralelo ao nosso existe um ser chamado Gabrudo. Esse ser é um equivalente ao híbrido humanoide do ser conhecido nesse universo como Rudo e com outro ser humanóide conhecido como Gabriel. Nesse universo esse novo ser criou um poema que chegou à mim em forma de um cocô de pombo nesta sexta-feira.

Poema Gabrudoano

Agora estou aqui, me vou embora;

Não consigo me situar atrás de pessoas e pensamentos;

Já não sei quem eu sou, não consigo saber;

Continuo correndo, procurando um lugar macio para cair;

Mesmo sabendo que você não está aqui.

Não consigo ter independência de meus sentimentos;

Na minha mente agora só residem meus lamentos ;

Estive perto para alcançar a felicidade;

Nem sempre fui assim tão desprovido de alegria;

Por um momento achei que você estava à frente.

Como você ainda não percebeu o que fez?

Gostaria de abandonar meu corpo, ele não cheira tão bem ;

Só queria poder te olhar e dizer que não te amo mais;

Você não pode me dar sonhos que já são meus.

Está na hora, sua vez de ser apenas meu passado;

Posso sentir os sinais de perigo, correndo minha mente;

Enfrentarei o que está por vir pois sei aonde isso leva;

Eu não me sinto mais tão triste, tão triste.

17/05 — Quanto tempo que eu não escrevo aqui. Correrias da vida. Tava pensando sobre o dito popular “Deus escreve certo por linhas tortas”, depois de refletir um pouco eu acho que está errado e eu vou explicar o porque. Os desígnios de Deus são um caminho opcional à todos. Tendo isso em vista podemos chegar a algumas conclusões. A primeira é que os caminhos de Deus (levando em conta que ele existe e ele é 100% justo) são os corretos. Logo, se os caminhos de Deus são os corretos e segui-los é opcional, então as linhas de Deus são retas e os caminhos que percorremos que são tortos por nos desviamos do caminho. Era só isso mesmo.

23/05 — Oi, voltei. Algumas coisas bem interessantes aconteceram. Eu tirei meu primeiro 0 na vida, foi em química geral. Tirei 10 em todas as provas de desenho técnico também, sem nem estudar nenhum dia. Sou apenas mais um escritor medíocre que a terra há de engolir. No dia que eu comecei a escrever isso eu queria falar da efemeridade das fotos de perfil e sua trivialidade narcisista contemporânea, mas fiquei com preguiça. Hoje fazem 4 dias que está tendo greve dos caminhoneiros, falo isso porque vai ficar para história com certeza.

31/05 — Aparentemente a greve dos caminhoneiros acabou, o que não acabou foi o meu amor por você. Parei. Eu queria falar de um sonho que eu tive hoje. O começo eu ainda não consigo lembrar exatamente como foi, mas parecia que eu estava vendo um filme ou algo do tipo e acabou que a minha mente se confundiu e me colocou no lugar de um dos personagens desse filme. A história do filme era a de um pai de família (sem piadas, tá bom?) que estava em uma missão real. A missão desse homem era a de informar aos habitantes do reino seguinte que uma grande guerra estava por vir. Avisei de porta em porta até que deu a hora de voltar para minha terra natal. Antes de ir eu passei em uma taberna e conversei com o atendente e falei “Com essa guerra o preço dos imóveis lá da minha terra caíram muito, vou aproveitar para comprar alguns.”. O atendente me olhou como se eu fosse maluco e escrevendo agora eu entendo bem o porque. Voltando para a minha terra eu peguei a minha família e fui com ela até chegar no lote que eu iria comprar. Nessa hora eu saí do filme e voltei para a realidade do sonho. Nessa realidade eu era um viajante do tempo. Eu já havia visto todos os futuros possíveis da minha vida e tinha avaliado meticulosamente cada passo que eu iria dar. Sempre que eu voltava no tempo eu perdia minha memória das outras viagens momentaneamente, nisso eu acordei da última viagem em frente a uma igreja que era uma mistura de algumas que eu já fui. Logo na entrada estava uma pessoa um tanto quanto peculiar, mas que eu já me acostumei em receber em meus sonhos. É meu caro leitor quem apareceu foi a Maju, eu sei, eu sei, mas o que eu posso fazer? Enfim, logo na entrada ela me recepcionou com um abraço apertado e acolchoado por seu sutiã (como aconteceu na minha infância, mas não quero falar sobre isso). Ela estava extremamente feliz em me receber como se ela quisesse há muito me ver, mas como eu havia perdido a memória das outras viagens temporais nesse começo, eu apenas fingi costume como eu sempre faço nessas situações. Nós procuramos um lugar, mas não encontramos lugares para ficarmos um ao lado do outro de primeira. Enquanto nós procurávamos eu parei por um segundo para tentar pensar no quão sortudo eu era de ter a Maju tentando ficar ao meu lado (sim isso foi muito ridículo, mas né, fazer o que). O primeiro lugar em que sentamos era uma espécie de escada com uma borracha em cima, um lugar para pôr os pés talvez. Essa borracha por sua vez estava suja, aparentemente por pessoas que haviam passado com os pés sujos por lá. Ao me ver sentado lá ela ficou preocupada e disse:

Ela: Não senta aí, tá sujo.

Eu: Ah, não se preocupa, eu não ligo.

Ela olhou para mim com um olhar de admiração, como se a algum tempo ela não visse uma pessoa tão simples (não sendo desumilde tá bom? É só porque foi o que me pareceu no sonho e como minha mente que criou aquela projeção dela eu podia sim ler a mente dela por que ela estava na minha). Logo ao nosso lado haviam 2 cadeiras sem ninguém, mas já tinha uma moça guardando lugar para um casal amigo dela, a Maju virou para mim e disse:

Ela: Olha Matheus (sim ela me chamava de Matheus no sonho, o que na minha mente é relacionado a relacionamentos, porque esse tipo de vocativo alternativo é típico desta classe de relacionamento interpessoal) ali tem dois lugares!

Eu: Mas essa moça já está guardando lugar.

Ela com um tom sarcástico disse: Anda se não a gente vai perder o lugar.

Nós tomamos o lugar de 2 desconhecidos, mas eu estava tão feliz de saber que ela queria sentar do meu lado que eu nem liguei muito.

Como ela parecia muito determinada a sentar ao meu lado eu acabei tomando o possível lugar de outra pessoa só para ter a honra de sentar ao lado dela. Nós assistimos ao culto (que no sonho passou bem rápido, diga-se de passagem) e ao sair nós encontramos sua mãe, Karina. A mãe dela também estava feliz de me ver com a Maju e de saber que nós estávamos nos dando bem. Nós fomos andando até nos depararmos com um galpão velho e aparentemente abandonado. Nessa hora eu comecei a lembrar das minhas outras viagens temporais e lembrei também que aquele ciclo de tempo era o único que eu teria alguma chance de conhecer a Maju. Apesar de tudo eu fiquei triste pois eu já sabia o final desta história. Nesse galpão estava o antigo trabalho da minha mãe (que não existiu na vida real). Era um escritório que agora estava abandonado. Andando com a minha mãe por lá eu pude ver quantas lembranças a minha mãe tinha de lá. Após de passar um pouco por esse processo nostálgico da minha mãe com o local eu fui em direção à saída. Antes de sair aconteceu algo que eu não vou falar aqui porque sinceramente, sem necessidade. Antes de sair um procurei a Maju para me despedir, mas não a encontrei. Triste por não poder me despedir da forma que eu queria eu saí do galpão e fui para o estacionamento onde estava o meu pai em seu carro, me esperando para voltar para casa. Eu entrei no carro, peguei meu celular e olhei para o contato da Maju, um pouco orgulhoso, eu admito, por ter conseguido algo tão impensável na minha realidade atual. Antes que meu pai saísse ela veio correndo e ficou no parapeito da janela e se despediu de mim, eu saí do carro e formamos uma cena digna de Romeu e Julieta, mas não tive coragem de me declarar para ela. Ela, bem animada, já estava planejando outros encontros. Eu fiquei encantado com a alegria jovial que ela emanava ao ficar animada só de pensar em ficar comigo. Pouco antes de eu sair, seu amigo Vinícius apareceu e se despediu de mim alegremente também. Eu fiquei feliz e ao mesmo tempo triste. Eu fiquei feliz de que tudo havia dado tão certo para mim. Eu fiquei triste por que eu já sabia o que me aguarda logo em seguida. Entrei no carro, meu pai acelerou e quando eu olhei para frente eu acordei.

06/06 — Eu tive um sonho muito grande e complexo, vai ser difícil explicar ele, mas vou tentar fazer isso da melhor maneira possível. Antes de contar eu tenho uma consideração a fazer, o nome da cadela do Rudá e da Anahí é Paula porque quando eu escrevi eu não conhecia nenhuma, então se um dia eu conhecer alguma e ela ler aquele nome, NÃO É PARA VOCÊ , NÃO É UMA INDIRETA, é isto (digo isso porque eu conheci uma Paula recentemente). Bom o sonho começou com um sonho, no sonho dentro do sonho eu estava tendo um sonho que eu já tive, um que eu estava em um salão e uma amiga ficava dando em cima de mim. Quando eu acordei desse sonho dentro do sonho eu fui no twitter para falar que eu tinha tido um sonho bizarro e que eu tinha beijado a minha amiga Ana no sonho (o que não aconteceu, mas por algum motivo eu falei que tinha acontecido), nisso o Gabriel fez piada e contou para Ana, mas ela disse que tinha sonhado a mesma coisa (que eu não sonhei no caso) e todos nós rimos. Depois disso eu fiquei navegando pela internet e vi que alguns canais no youtube estavam fazendo stream. Ao que parecia, o fim do mundo estava próximo, desastres ambientais estavam se alastrando por todo o mundo e um grupo de youtubers se reuniu para fugir da terra em uma nave espacial. Ao sair da órbita da terra, algo deu errado na nave, uma turbina explodiu e todo o ar começou a ser retirado da nave pelo vácuo espacial. Os youtubers foram falecendo um a um e apenas um sobrou, o coelho do matei formiga. Ele não morreu como os outros por que estava em um traje espacial do lado de fora da nave, fazendo stream do vácuo. Nisso houve um começo de uma guerra na terra. O canal do Leon e da Nilce (que optaram por não sair da terra) fizeram uma análise ao vivo do início da terceira guerra mundial que se formava. A guerra estava sendo feita pelos muçulmanos que começaram a invadir Israel e acoplaram o terreno e foram invadindo diversos outros países. Leon e a Nilce também acompanharam o fiasco da viagem espacial dos youtubers. Ao ver o alastramento da guerra eles começaram a repensar a sua decisão de não ir embora e acabar morrendo na nave. Enquanto tudo isso acontecia, Coelho ficou aproveitando sua última hora com oxigênio antes de morrer. A cada segundo ele se afastava mais da nave destruída e da terra. Ele lamentava pelo acontecido quando de repente a Alemanha lançou uma bomba nuclear em Israel. Ao fazer isso, todos os outros países dotados de bombas nucleares começaram a lançar mísseis uns nos outros. Coelho acompanhou as explosões do espaço até que chegou à conclusão de que iria morrer. Para se despedir ele disse:

- Bom pessoal, é isso, para mim acabou.

Nisso a transmissão foi encerrada e ele faleceu. Segundos após a notícia das explosões o mundo se tornou um completo caos. Bombas lançadas nos polos derreteram ainda mais as calotas polares, fazendo com que o nível do mar subisse rapidamente. Cidades foram inundadas e eu, que estava na UnB na hora, voltei o mais rápido possível para casa. A maioria duvidava se ainda teriam aulas na UnB, eu, que tinha prova no dia seguinte, resolvi largar a faculdade e me juntar logo à minha família para nos abrigarmos. Rapidamente nós pegamos as nossas coisas e fomos para um acampamento de refugiados no meio do cerrado. Chegando lá nós logo notamos a grande quantidade de indianos que tinha por lá. Não tínhamos levado comida então solicitamos uma entrega por um aplicativo que não existe na vida real (não tinha nome). Logo um menino indiano veio trazer uma marmita para gente comer. Nós ficamos alguns dias nesse acampamento, mas decidimos nos reunir com um grupo de amigos que estavam montando uma comunidade em um shopping que agora estava abandonado. Pegamos um carro e fomos dirigindo pelo deserto cerradense até chegarmos no shopping.

A comunidade lá era grande e cada um ficou encarregado de uma função para manter uma espécie de ordem social. Eu fiquei encarregado da limpeza. Agora vem a parte que eu sou fortemente julgado. Durante esse tempo que eu fiquei lá eu vi que tinha uma moça muito bonita que também estava no refúgio. Era a Maju, (pode me xingar), mas no sonho ela não tinha esse nome, o nome dela era Maria Clara (me julgue mais ainda). Eu observei ela por algum tempo e um dia resolvi ir conversar com ela (sim, no sonho se passaram vários dias). Um dia conversando eu com ela até o Spa da comunidade. Ela trabalhava na manutenção dos aparelhos (nessa época eu já estava trabalhando na manutenção do gerador). Nesse dia em especial nós dois fomos relaxar nas cadeiras do Spa, relaxando e conversando. Não sei o porque, mas de novo nós tivemos dificuldade para achar um local onde pudéssemos sentar um do lado do outro. Ao encontrar o local nós nos sentamos e ficamos conversando. Foi ótimo, pelo jeito que ia a conversa parecia que nós ficaríamos juntos em breve. Mas como tudo na vida, tava bom demais para ser verdade. Enquanto nós estávamos conversando, nós notamos uma grande correria pelo shopping e não entendemos nada. Nós tentamos sair para ver o que era. Um grupo de outra comunidade estava fortemente armado e começou uma chacina na nossa comunidade. Todos corriam desesperados, mas nós não tínhamos chance alguma. Não tínhamos nenhuma maneira de contra-atacar e apenas fomos cedendo aos poucos. Eles mataram todas as pessoas que encontraram, inclusive a minha família. Os que sobraram tentaram se esconder. Eu me escondi nos dutos de ar e acompanhei tudo pelas frestas de ventilação. Minha amada estava em uma loja de maquiagem, juntamente com todas as outras mulheres bonitas do nosso antigo grupo de refugiados. Elas se juntaram na loja de maquiagem e atuavam como se fossem hologramas dentro de cada setor de maquiagem da loja. Os assassinos ficaram andando alguns dias pelo shopping, coletando recursos e matando os sobreviventes. Além de mim, duas outras pessoas (entre elas a mãe da Maju que no sonho era uma outra pessoa), só haviam restado as meninas vivas. Todo dia às 8 horas em ponto até as 10 da manhã elas tinham que falar as mesmas frases anunciando os produtos de cada vitrine. Às vezes passava algum guarda do grupo dos assassinos pela loja para checar se havia algum sobrevivente. Normalmente o que passava era o mesmo, mas ele não era muito inteligente e nunca percebeu que eram pessoas de verdade ali dentro das vitrines. Mas nesse dia em especial as meninas já estavam a 8 dias trancadas nas vitrines, quase morrendo de fome e de sede. Elas não tinham mais forças para continuar encenando e, não me pergunte o porque, elas sentiam muita falta de terem relações sexuais, mas não podiam se masturbar por que acabariam fazendo sons que poderiam levantar suspeitas (olha não me pergunta, só to contando o que aconteceu). Elas começaram a discutir antes da loja abrir automaticamente às 8 horas da manhã. Uma menina que tinha cabelos pretos, longos e brilhantes era a que estava mais incomodada, ela queria por tudo sair da cabine para apagar seu fogo vaginal, mas a Maju, juntamente com as outras brigaram com ela para ela permanecer em seu posto. Enquanto elas brigavam elas não perceberam o tempo passar e logo já eram 8 horas da manhã. A loja abriu e todas levaram um susto ao ver que do lado de fora estava o guarda esperando para a loja abrir, ao que parecia ele achava uma delas muito bonita e ia lá todos os dias para apreciar sua beleza. Por algum acaso ele resolver olhar para a Maju, que, nervosa começou a falar suas frases de anúncio das maquiagens. Ela estava tão nervosa que começou a errar as frases e o guarda percebeu e chamou os outros para entrar na loja e averiguar a situação. Nessa hora todas entraram em pânico e começaram a gritar de desespero. Ele não perdeu tempo e descarregou sua arma, matando elas uma a uma. Eu assisti a cena e tive que me segurar muito para não chorar. Eu acompanhei a luta daquelas mulheres e vê-las falecendo daquele jeito me deixou muito triste. Ver a Maju sendo morta me fez sentir como se uma parte de mim tivesse morrido também, eu realmente amava ela. O sonho foi muito cruel por me deixar conhecê-la, me apaixonar por ela e ela por mim e logo ter que ver ela ser assassinada sem poder fazer nada. No fim dos dutos tinha uma dispensa, onde estava escondida a mãe da Maju e um rapaz que estava com ela. Só nós 3 havíamos sobrevivido. Eu contei a má notícia para a mãe dela, ela ficou arrasada e eu abracei e consolei ela. Nós debatemos um pouco e resolvemos sair de lá, a mãe da Maju conhecia um local onde nós poderíamos nos abrigar. Era um antigo clube de natação que ela frequentava com a filha no passado. Nós pegamos um carro que ainda funcionava e fomos em direção do clube. Antes de chegar lá, nós paramos na cidade para ver como estava. Do lado da cidade havia um oceano que não existia antes. A área que agora estava coberta de água era apenas um parque ecológico, agora era apenas um aglomerado de água. A maioria das pessoas já haviam morrido. Com o quase inverno nuclear gerado, todos os governos foram destituídos e uma anarquia global foi gerada. A maioria das cidades se encontravam desertas e sem recursos. Continuamos nosso caminho e enfim chegamos ao clube. Ele estava quase todo tomado por vegetações, o tempo foi cruel com ele. Não era o melhor lugar do mundo, mas era um lugar que era nosso. Ligamos um rádio para ver se havia algum tipo de notícia, mas só uma linha ainda era transmitida. Ela era transmitida por um radialista amador que havia se abrigado em uma estação de rádio. Eu dei uma olhada pelo local. Tinham alguns armários antigos. Eu arrombei um deles e vi o que tinha dentro. Era o antigo armário da Maju, dentro dele tinham fotos da Maju com seu pai e com sua mãe. Fotos muito antigas. Eu mostrei elas para a mãe dela e ela começou a chorar de saudades. O ex marido e a filha haviam ido embora. Nós ficamos lá alguns dias ouvindo a rádio e tentando pensar no que fazer. No quinto dia a mãe da Maju ficou revoltada. Ela virou para nós e disse:

- Nós não podemos viver assim até morrermos, nós temos que voltar lá e lutar contra aquele lixos humanos, minha filha não pode morrer em vão! Não podemos ficar aqui parados esperando a morte!

Todos nós nos unimos e resolvemos voltar para lá e vingar a Maju. Antes de irmos, eu arrombei a porta dos outros armários para procurar alguma arma. Achei uma pequena faca enferrujada, era pouco, mas era algo.

Pegamos o carro, e voltamos lá. Combinamos de cercar o guarda que havia matado ela e matar ele a qualquer custo. Bolamos um plano e fomos atrás dele. Eu e o outro rapaz fomos pela frente e a mãe da Maju foi por trás. Nós encontramos ele e chamamos a atenção dele. Ele estava fortemente armado e cheio de proteções. Nós chegamos perto dele e falamos:

- Ei seu bunda mole, achou que ia fazer o que fez e ia sair impune?

Ele virou e disse:

- Não comecem com esse discurso moralista, eu estou aqui lutando pela sobrevivência dos meus. Cada um se defende como pode, se vocês foram fracos, não me culpem. A vida agora está selecionando os humanos mais capazes para sobreviver, e vocês… vocês serão extintos. O que pretendem fazer? Conversar comigo até eu me render?

Eu disse:

- Você subestima a gente. Você vai se arrepender de ter feito o que fez.

Ele disse:

- Olha só que fofo, o garotinho está triste pela namoradinha que morreu.

Eu fui tomado por uma completa raiva na hora e fui até ele e tentei enfiar a faca no seu pescoço. Eu apenas consegui fazer um pequeno corte. Ele se defendeu, pegou a faca e jogou ela no chão. Ele me bateu e eu caí no chão. O outro rapaz que estava comigo ficou de longe apenas olhando. O guarda deu um tiro na cabeça dele e ele morreu na hora. Após isso o guarda informou no rádio que haviam sobreviventes e solicitou reforço. Ele virou para mim e disse:

- O que você achava que ia acontecer hein? Eu ia ficar com medo de você e ia me render? Você é paté…

Antes de ele terminar a frase a mãe da Maju veio acelerando o carro, atravessou o vidro da parede e atropelou ele. Ela desceu do carro, pegou a faca e ficou esfaqueando ele e xingando ele. Em poucos segundos nós fomos cercados e eu acordei.

09/06 — Os brasileiros não são os únicos que sentem saudades, mas são os únicos que falam que sentem. Se as eleições são compradas, o voto nulo não faz diferença. Desta forma, quem vence as eleições não é a democracia e sim o livre mercado.

14/06 — Eu to bem triste. Eu estava pensando em vir aqui e falar como eu achava que a depressão tava voltando, mas achei que isso não fosse ajudar. Depois de receber um 2 para uma prova que eu fiz 60 páginas de exercícios eu sinceramente não sei mais o que fazer. Pelo menos enquanto eu escrevo isso a única pessoa que me julga sou eu mesmo. Acho que eu não tenho nem forças para me lamentar. Cara que raiva, meu Deus do céu.

05/07 — É, eu reprovei em cálculo 2, mas não foi por isso que eu voltei aqui. Antes de rastejar no fim do poço eu passo por aqui para dizer que está tudo bem. O que tem a ver isso tudo? Clint Carreira Natália Eastwood não sei, o que vai ser? Ninguém pode me ajudar. Ninguém tem algo a dizer que eu já não tenha dito para mim mesmo. Não tem porque tentar, desista. Vai ficar tudo bem. Acontece. Tem gente que passa por coisa muito pior e não fica se lamentando assim. Acho que eu cansei de enigmas. Vou abrir o jogo. Porque eu tenho que falar dos meus problemas com alguém se vou ser eu quem vai ter que resolver? Eu posso rir sem ser feliz. Posso rir mas ninguém faria nada para me ver sorrir. Se fosse assim não estaria chorando agora. Porque o que eu não entendo é porque a anahí tem o diário se sou eu quem está escrevendo? Você sabe meu nome? Não disse, como você sabe? Leu em algum lugar? Não sei, mas vou te explicar. O que me aflige é uma simples premissa que se alastra. Um pequenino desvirtuamento de noção de mundo é capaz de destruir tudo, com apenas uma condição, ser feito no começo. No fundo nada é além de uma desculpa racional para o emocional, a vontade de pertencer ao meio que nos move como seres sociais. No fim, todos nós queremos ser aceitos, seja pela sociedade ou por nós mesmos. A aceitação própria, apesar de se manter como uma premissa forte e empoderadora nada é além de uma maquiagem. Não existiria aceitação própria sem sociedade. Se você não se aceita, é por causa da sociedade, se você sente vontade de mudar é porque você já aceitou a pressão social da sociedade. Aceitou querer ser aceito a qualquer custo. Se perdeu. A nossa busca por aceitação move todos nossos desvirtuamentos psicológicos. Porque você quer ter uma namorada? Porque você quer que alguém goste de você? Para você saber que está no caminho certo e que alguém além de você acha isso. Você quer ser aceito, por uma pequena parcela da sociedade, mas para você já basta não é? Quer ouvir conselho melhor do que a pessoa que mais te conhece pode te dar? Vai, vai sem mim. Eu amo uma mulher. Vê se tem cuidado. Ela não me conhece. Vê se vai pensando em mim. Nem eu a conheço. Vai eu sei que o mundo é teu. Isso que você procura? Alguém que se aceite? Esse é o mínimo que uma pessoa pode ter de aceitação social. Inveja? O que você olha não é seu. Ainda assim você o que? Patético. Qual é sua trela moral a ser alargada a fim de sustentar seus próprios desejos carnais? Putrefatos, mortos como você a muito já está. Morto para si e para os outros? Estou rindo para que pareça que está tudo bem. Não está. Mas de nada importa no mundo das aparências. Já não abdicou de si para o coletivo antes? Porque não agora? Quantas outras pessoas você ainda quer que percam o tempo delas se preocupando com você? De nada é útil. Só você pode se ajudar. Além de não se ajudar ainda queres dar problemas aos outros? Eu digo muito mais a mim mesmo sem palavras do que com. Os impulsos falam mais por si só que por outros meios. Eles não dependem de nada nem ninguém, eles existem. Bons ou ruins, estão lá, sempre do mesmo jeito. Imutáveis, isso que eles são, apenas mais um pleonasmo na canção. Não adianta procurar, você não irá encontrar esse refrão.

08/07 — Eu estava re-assistindo Jogador nº1. Não é um show de atuação, mas eu gosto do filme por ter esse amor puro e simples adolescente que não espera nada em troca. Representa bastante do que eu queria passar com o Rudá e a Anahí, mas não sei se consegui. Para mim, a ideia principal do texto é mostrar que nós não devemos desistir das pessoas e de amar as pessoas porque elas cometem erros, precisamos olhar para nós mesmos e ver que ninguém é perfeito. Não gostaria que isso fosse mal interpretado como casos extremos de violência e etc. Foi mais uma forma de mostrar que o amor pode ser refeito juntando os cacos do que sobrou. O corte de cabelo da Anahí no fim do livro é mais para um undercut, como se fosse o cabelo da Natália Carreira em 2018. A ideia original desse texto, como um todo, era passar os pensamentos do escritor no processo de escrever. Metalinguagem. Queria dizer que gaydar é outra forma de preconceito. Vale lembrar que preconceito, em suma, é um juízo pré-concebido. Dizer que uma pessoa é homossexual ou qualquer outra coisa sem conhecer ela é exatamente isso.

23/07 — Eu não queria falar, mas to com a maior vontade de morrer kkk. Esse tipo de coisa nunca é levada à sério né? Principalmente se vier de uma pessoa aparentemente equilibrada. Meu Deus, fazem meses que eu não consigo escrever uma frase completa em nenhuma das histórias. Eu to muito triste. Porque agora eu penso o que eu sempre tive medo de pensar. Tem tantas histórias legais que eu sempre quis contar para alguém. Já escrevi algumas no Medium, mas a quem eu estou enganando? Ninguém quer ler nada sobre a minha vida. Quem sou eu, só para começar. Mais um aluno depressivo da UnB, mais um para virar estatística, não é da vida do crime, mas a taxa de mortalidade também é alta. Sabe porque eu gosto de Shakespeare? Ele era filho de um fazedor de luvas. Curiosamente ele acabou conseguindo ir para a escola junto com os filhos dos nobres. O pai de Shakespeare era um homem bem visto na pequena cidade em que eles moravam. Já parou para pensar, na falta de educação do pai dele nós teríamos menos 1300 palavras no inglês, menos obras sem precedentes na literatura mundial. Será que um bom dia não faz diferença? Eu não sei como que eu vou fazer para segurar o choro pelo resto da minha vida. Não sei também quem um dia vai ler isso, caso alguém leia. Eu não aguento mais sempre ficar como vilão na história, como vitimista. Como qualquer coisa que eu não ache que eu seja. Porque eu tenho que sair com quem você quer que eu saia? Porque? Pelo amor de Cristo. Não sei mais porque eu escrevo isso.

20/08 — Nossa quanto tempo que eu não escrevo aqui. Desta vez eu vim trazer uma questão para você julgar. Eu posso ser considerado como uma pessoa tímida. Talvez não no sentido que se associa à palavra em um primeiro momento, mas no sentido de que eu tenho dificuldade de falar com algumas pessoas. No meu caso, em específico, tenho dificuldade de falar principalmente com mulheres que eu observe alguma característica de realce. A situação, eu estava em um ônibus que saia. Ah cansei, eu ia falar que eu encostei meu cotovelo nas costas de uma menina e achei bom e depois eu ia perguntar se foi estupro ou não, mas que preguiça. Vamos falar de coisas boas? Já reparou que eu sempre demoro para voltar a escrever? Para te ajudar a se localizar no tempo, estou escrevendo esse texto em 2018, agora você vai saber se localizar daqui para frente. Já faz mais de um ano que eu comecei a escrever. Eu não consigo lembrar do que veio primeiro, esse diário ou aiubasa. Aiubasa foi o primeiro texto que eu escrevi. Acho que eu me perdi nesse diário, a verdade é que eu estou ficando mais inibido para escrever meus sonhos aqui ao longo do tempo. Será que tem como uma passar a vida inteira sem amar ninguém? Ou passar a vida inteira sem ser amado? O que eu queria mostrar no meu livro é que a sabedoria pode ser encontrada em qualquer lugar. Acho que é uma boa mensagem, talvez ajude a aproximar mais as pessoas. To gostando muito de ver Fullmetal Alchemist, to terminando o Brotherhood ainda, já vi o “clássico”. Talvez alguma história beba da mesma água. Eu gosto desta ideia de duas pessoas que se conhecem a muito tempo, se amam, mas não verbalizam exatamente, é uma frustração esperançosa gostosa de se sentir.

22/08 — Voltei e desta vez, adivinha? COM SONHOS! É, demorou, mas voltou, simbora. Nesta noite eu tive um sonho bastante confuso. O sonho começou comigo em uma cidade futurista.

12/10 — Eu nem tenho ideia de que sonho eu ia falar. Eu estava lembrando do sonho que eu caio de vergonha em frente à gema dormindo. Quando tudo aconteceu, era em época de carnaval. Eu lembrei enquanto eu ouvia beautiful do Snoop Dogg. Eu vi o menino da espada, mas não o aprendiz de Merlin, pois este nunca viria a ser rei, apesar de ter uma rainha ao seu lado.

27/10 — Quando eu comecei a escrever, tanto esse diário, que foi a primeira coisa, tanto o resto do meu suposto livro, eu acho que eu só tinha um objetivo. Deu e ainda dá bastante trabalho, mas acredito que meu intuito original era única e exclusivamente o de registrar meus pensamentos em algum lugar e um dia talvez encontrar alguém que me entendesse. Eu já pensei em apagar tudo, jogar no lixo. Fingir que tudo isso nunca aconteceu. Mas acho que com esse livro eu posso depositar um pouco de mim em cada palavra. Apesar dos pesares isso me fez entender uma coisa. Ninguém quer me entender. Acho que no fundo eu já sabia disso. Ninguém nunca iria chegar em mim e dizer isso. Mas não é preciso ser nenhum Sherlock pra fazer essa dedução. Elementar meu caro leitor. Eu gostaria de presentear quem lesse todas essas asneiras. Nesse caso, estou tentado a acreditar que quem quer que leia isto tenha lido o meu possível livro as cronicas de nada. Nesse sentido, vou tentar te ajudar a entender algumas coisas. Esse livro começou na época que eu me senti mais triste até hoje. Começou com um lugar onde meus sonhos tomariam vida e eu poderia voltar a morar neles, por mais que fosse por apenas alguns minutos. Fugir da realidade, morar no templo de criatividade e esperança que ainda estava construído na minha mente. Agora quando eu leio ele eu vejo o que ele se tornou. Um canal de escape, onde eu pudesse ouvir da boca de outras pessoas o que eu sempre ouvi, por mais que eu tivesse criado elas. Acabei de ter um déjà vu, coisa engraçada. Tenho constantemente, talvez por conseguir prever a vida. O roteirista não anda muito bom. Eu nunca entendi porque eu sinto essa vontade de chorar quando eu lembro que eu ainda estou vivo. Ninguém pode se importar completamente, porque eu sou a única pessoa que pode resolver isso. Será que ouvir um “eu te amo” bastaria? Creio que não. Um eu te amo dito não significar verdadeiro amor. Quem de nós sabe dizer o que seria isso afinal. A confusão de todo esse texto remete a como minha mente funciona, pensamentos aparentemente desconexos falando da mesma coisa. Tal como meu livro. Não e difícil de entender sobre o que se trata. A busca pelo entendimento de viver sobre o amor. A luta contra a depressão. Sexo? O comportamento mais básico dos animais sexuados. Eles não têm esse nome atoa. Alguns dizem que esse foi o pecado original. Eva descobriu o sexo e o apresentou à Adão. Supostamente eles perderam sua inocência por terem tido relações sexuais. Aconteceu isso com algum outro animal? Não. A pergunta que eu deixa é, como o mandamento de ir e se multiplicar, povoando a terra sem sexo? Simples, Deus sabia que eles iriam pecar, então já deu o mandamento prevendo a falha. Como se chamava a árvore? Árvore do conhecimento do bem e do mal. Antes deles comerem de seu fruto, eles não sentiam vergonha de estarem nus, assim como todos os outros animais. O pecado original. Curioso pensar que ambos comeram do fruto, sendo eva a primeira a fazê-lo. Nesse caso eva teria tido relações sexuais com ela mesma? Provavelmente ela teria descoberto como se fazia e chamou Adão para tentar fazer. Vamos analisar alguns conceitos bíblicos? O que tem que ser feito, biblicamente falando, para agradar a Deus? Seguir suas ordens não é? O que Adão e Eva certamente não fizeram. O que as pessoas buscam é serem independentes não é? Primeiramente de seus pais, posteriormente de outras pessoas. Só nós nos conhecemos o suficiente para tomarmos as melhores decisões para nós mesmos não é? Porém, analisando nesse sentido, em um universo onde Deus existe, ele nos conhece melhor até que nós mesmos. Então ele saberia o melhor para ser feito de nossas vidas. Esse era seu plano então, que nós nos submetêssemos à sua sabedoria. Afinal ele seria a pessoa mais capacitada a nos dizer o que fazermos de nossas vidas. A serpente diz o seguinte à eva “Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal”. De repente ela recebeu a oportunidade de ser independente. Como ela poderia ter certeza de que Deus saberia o melhor para a vida dela? Para saber disso ela teria que ter todos os conhecimentos de Deus. O que nunca aconteceria em uma situação normal. Logo surge uma proposta, você saberá tanto quanto Deus, você saberá o que é certo e o que é errado. Era isto, se ela soubesse tanto quanto Deus sabe, ela teria certeza de que ele estava dando as melhores ordens. Porém não foi isso que aconteceu. Eles se tornaram escravos da própria carne. Todo o conhecimento que eles teriam seriam os deles mesmos. Foi uma decisão à curto prazo e irracional. Pense por um momento, sabendo de tudo o que Deus sabe, ela não teria outra opção de o que fazer além do que ele dissesse pra ela. Logo o conhecimento adquirido era um conhecimento com base no sentimentalismo carnal. Não um conhecimento baseado em fatos. Eles distinguiriam o certo do errado com base no que eles sentissem ser certo e errado e é ai que entra a grande questão dessa história. Ela morre uma vez ela depende só dela mesma para saber o caminho a ser seguido. Sua vida não tem objetivo se não agradar a própria carne. Se devocionar aos desejos animalescos que começaram a lhe abitar. Porque eles se importariam em estar nus? Adão diz que sentiu medo de Deus. Deus os viu nus desde sua criação, assim um com o outro. Não havia pudor nisso. Eles eram puros, dotados de um conhecimento racional. Assim como Deus, sua ações não eram entorpecidas por outros desejos em conflito dentro de si. Por isso eles era à sua semelhança, eles pensavam como Deus pensava. Deus quando os diz o que irá acontecer com eles, ele diz que o parto seria muito mais dolorido. Então a pergunta que fica é, como ela teria um parto sem dor, se não tivesse tido relações sexuais? Como engravidar sem ter sexo? Sem ter nenhum tipo de relação entre os dois? Os humanos eram algas? Creio que não. Outra grande pergunta, porque Deus os criou, sabendo que eles iriam se desvencilhar de seus desígnios? Ora, este é o preço a ser pago pela total liberdade de ações.

07/11 — O sonho começou e eu estava em uma comunidade pequena. Era no meio de uma floresta. Era um lugar bem úmido, como se chovesse todos os dias, tipo manaus só que não era quente. Era de uma temperatura agradável. Enquanto eu andava por lá teve um deslisamento de terra, fazendo com que várias pedras de uma montanha próxima fossem parar lá na comunidade. Muitos morreram e era como se eu não fosse humano. Logo apareceram vários humanos, todos eles com armas e aparentemente bem bravos. Eu tinha ficado em baixo de algumas pedras e não conseguia me mexer, então eu me fingi de morto e eles passaram direto por mim. A Shulia era uma desses humanos, ela me reconheceu e veio até mim. Todos os outros já tinham saído, mas eu não fiquei com medo dela. Porque ela me olhou com um olhar compadecido. Ela chegou perto de mim, eu me levantei e ela disse que estava muito feliz em me ver. Ela disse que sempre se lembrava de tudo o que a gente já tinha conversado e que ela tinha se afastado de todas as redes sociais porque ela estava planejando uma grande mudança na vida dela. Ela estava cansada de toda essa vida de stories, mas ela disse que não fazia sentido reclamar de stories no stories. Ela também disse que estava pensando em me escrever uma carta, me explicando tudo, mas como ela tinha me encontrado ela não ia precisar mais. Ela parecia estava feliz com tudo isso, então eu me limpei e nós fomos dar uma volta por lá. Ela me perguntou o que tinha acontecido, ela n estava entendendo porque eu estava sendo caçado, então eu expliquei. E no sonho, foi como um flashback. O que tinha acontecido é que um dia, um cara tinha entrado em uma loja e ele não tinha como pagar, então ele encheu uma cesta e saiu correndo com tudo, mas nenhum alarme foi acionado. Depois disso, várias pessoas começaram a fazer o mesmo e vários mercados acabaram fechando. Vendo isso, os humanos estavam caçando todas as pessoas q podiam fazer isso, e eu era uma delas. Eles tinham medo de o que a gente podia fazer. Era como se a gente tivesse poderes, mas nos acabamos nos isolando. Um dia, eles chegaram na minha casa e sabotaram todos os cadeados, nenhum deles fechava mais. Então eles me acuaram em um canto e me prenderam, depois me levaram pra uma estufa. Lá eu encontrei mais pessoas como eu e a gente conseguia sair de onde a gente quisesse. Nada podia segurar a gente. Fugimos da estufa e fomos morar na casa do pai de uma pessoa que eu encontrei na estufa. Lá era bem legal eu ganhei um cachorro. Lá era como se a gente virasse criança de novo, eu fiquei bem pequeno, com mini mãos de bebê, mas eles sempre ficaram atrás da gente. Mesmo que a gente se isolasse no meio do nada, eles iam lá pra tentar segurar a gente. Mas nada adiantava então eles começaram a nos matar. Aconteceu uma coisa estranha enquanto eu conversava com a Shulia ela, começou a se sentir estranha mais leve e ela ficou igual a mim e nós tivemos q fugir juntos então eu acordei.