Matheus Batista
Nov 6 · 1 min read

Penúltimo mês do ano.

Eu me perdi no meu próprio sonho.
Eu desisti de todos os meus ganhos.
Fico sozinho na sala, totalmente quieto.
Olhando pro teto, sofrimento discreto…

Não faço questão de atender nenhuma ligação.
Não faço questão de atender a minha inspiração.
Só faço questão de perder e prender minha respiração.
Um suicida despreocupado e desorientado,
totalmente sem noção.

Roteiro perfeito para um filme dramático.
Sempre inseguro, nunca quis ser pragmático.
Eu me perco nos números e nesses cálculos.
Fico receoso para driblar qualquer obstáculo.

Ansioso pelo futuro, mas um futuro que ainda é incerto.
Ansioso vendo ela distante de mim, mesmo por perto…
Penso demais, pensar demais é o que tira minha paz.
Não passa pela minha cabeça que tudo vai ficar pra trás…

Minhas lágrimas tem um gosto salgado e meio amargo.
Meu espírito tá magoado e o coração tá amargurado.
Foi esse vazio que me deixou segregado desse mundo.
Conto os minutos e os segundos
pro meu presente se transformar em passado.

Eu derreti o meu relógio com o calor do meu pensamento.
Eu me perdi nesse ódio e não tive nenhum arrependimento.
Aquele corte imaginário no pulso é um bagulho tão doentio…
Eu me mergulhei e me afundei nesse eterno vazio,
minha alma até desistiu.

Eu sei que ninguém tá me vendo, mas estou sofrendo.
Sofrendo nesse novembro, em pleno novembro…
Penúltimo mês do ano, desisti de todos os planos.
Desisti dos meus sonhos, meus olhos estão tremendo.

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