Rimas estranhas…

Matheus Batista
Sep 3, 2018 · 2 min read

Eu escrevo o que vejo.

E o que eu vejo não desejo.

Não sei como consigo acordar cedo.

Desvendar esse segredo é o meu maior medo.

Na ponta da caneta tá a rima mais complexa.

Eu desejo aquela mina, tipo a seleção deseja o hexa.

É no domingo que sentimos um tédio tão vazio.

Corpos céticos estão se afogando nesse rio.

Já tentei me afogar nas lágrimas de quem eu amo.

Eu fracassei com os meus planos, por isso eu só reclamo.

Alguns se animam bebendo energético.

O que me anima é a cafeína, mas não corta o meu lado cético.

Sou tão hipocondríaco, que não confio em nenhum médico.

A humanidade tá comprando amores e amizades com cartões de crédito.

Isso não é inédito, o mundo sempre foi esse vazio complexo.

Não sei o porquê de continuar com esses estranhos versos.

Olho para o lado e não vejo ninguém preocupado com nada.

Vazio existencial deixa qualquer alma congelada.

Superficialmente, as pessoas me olham com um certo desprezo.

Eu sou um eterno incongruente, nunca fui coeso.

Tô me fodendo para a humanidade.

E toda essa hipocrisia.

Não faço questão de conhecer nenhuma verdade.

Só me interesso em terminar essa poesia.

Eu me arrependo por ter dormido nas aulas de literatura.

Hoje eu cito várias referências, ninguém me atura.

Depressão não é frescura, só queria sair dessa fase.

Coloco indiferença e amor na mesma frase.

Escrita estranha que me acompanha, recheada de metáforas e antíteses

Só queria me livrar dessa dor, conhecer um novo amor e me livrar dessas crises.

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