Antes de mais nada, quero deixar bem claro que não votei em Dilma Rousseff. Aliás, nunca votei no PT. Não compartilho de sua ideologia, nem de seu discurso e práticas populistas. Acredito na democracia e na liberdade do indivíduo. Liberdade de ideias, de expressão e de iniciativa. Não compartilho de qualquer opinião que favoreça projetos de poder totalitários, estejam eles à direita, ou à esquerda.

Neste 15 de março, o Brasil viveu um dia histórico. Mesmo quem não compartilhe das reinvindicações de quem foi às ruas há de admitir que algo extraordinário está acontecendo.

E o extraordinário é a classe média se movimentar como força política ativa. A mesma classe média que hoje é majoritária no país. Segundo dados do próprio governo, hoje mais de 54% dos brasileiros compõem a chamada classe média. Portanto, a maioria do país.

Ungida à condição de maioria e força motriz do país, essa classe média que tem todas as caras e todas as cores, quer ser ouvida. Quer ser levada em consideração, quer se expressar e se ver representada nas decisões que afetam a vida do país. Não há contraditório entre os interesses dessa nova classe majoritária e as classes menos favorecidas. Pelo contrário. Todos querem subir no mesmo ônibus, todos querem participar de um país melhor.

Há uma oportunidade para quem faz a política brasileira. Quem representará essa classe?

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