A Morte da Metade

Lembro do seu sim de rosas atrasando o meu crepúsculo…Refletia cinza e se espalhava em mim, feito não de aço.

E quando quis fitas coloridas como atadura, cuidei para que meu não se transplantasse em ti, quase como se quisesse que o sim que desejavas também vivesse em mim.

Cuidei para tirar cada espinho, para lhe resguardar dos arranhões.


Veja bem, meu amor: não foi vaidade.

Não foi vaidade.

Foi apenas a minha morte da sua metade.


Hoje, vejo seu sim brotar em uma terra que julgava estéril.

Vejo suas luzes, que sempre anularam a lua, se revelarem supernovas num espaço invisível aos meus olhos. Dentro de ti.

E por ter lhe dado meu não com todo o mel, algo de abelha azucrina meus ouvidos.

E por ter lhe dado a escuridão, sei que o momento de tua aurora irá ofuscar o brilho das minhas luas e me por cego.

Vai me por pequeno e sem sombra.


Veja bem, meu amor: não é vaidade.

Não é vaidade.

É apenas a minha morte da minha metade.

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