Controle

“Liberdade”, Eles dizem. E eu tento enxergar aonde. Mas essa é justamente a verdade que eles escondem. Eles nos jogam nessas salas como gado no abatedouro esperando tirar de nós qualquer rastro do mal agouro; do arrepio na nuca, da desconfiança. Querem que sejamos adultos, mas nos tratam como crianças. São 5, 6, 7 horas enfurnados numa sala. Querem que o rumo do meu futuro seja tão perfeito quanto a trajetória de uma bala, mas no fundo eu sei que não preciso de nada disso. Todos nós sabemos as mentiras que eles contam, já estamos cansados de ouvir a mesma ladainha. Entretanto existem algemas me prendendo e dentro da minha mente eu continuo sozinha.

Doutrina.

Quanto mais você escuta mais se enrosca em você. Quando a ideologia alheia sobrepõe a sua, o que te resta fazer? Será que vale a pena viver dentro do sistema e pensar na mesma caixa que outros bilhões de controlados, tendo os seus desejos ignorados, se sentindo culpado por coisas que… Não são sua culpa?

Poder nas mãos de quem é mais forte. Por sobrevivência, apenas se comporte. Não que eu não me importe; eu me importo. Mas essa guerra cobra mais do que custa. Parece até que ninguém escuta. E eu sei como é esse desânimo todo, passar dias procurando um motivo e não encontrar, mas é o que acontece quando você passa tanto tempo absorvendo coisas que não te ensinaram a gostar. Nós viveremos o mesmo ciclo até quebrarmos as correntes. Nós somos a esperança de um futuro descente e até mesmo os descrentes precisarão crer.

“Controle”, nós dizemos. “Agora é a sua vez de aprender.”

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