O Passar do Tempo

Arrumando a estante hoje, achei perdida dentro de um livro uma carta que escrevi para mim mesma dois anos atrás. Lendo-a, acabei percebendo uma coisa curiosa: a relatividade do passar do tempo.

Há dois anos, eu achava que as pessoas com as quais eu estudava seriam as que eu levaria para toda a minha vida, e hoje vejo o quão bobo era aquele pensamento. Mas, ao mesmo tempo em que tenho noção de que nada é permanente e que grande parte dessa galera com quem convivo não vai nem se lembrar de mim (e nem eu deles) daqui algum tempo, ainda me sinto assustada.

Dizem que o ensino médio é a fase mais louca da vida, porque é uma transição. Não somos adultos, mas também não somos crianças. Isso é aterrorizante. É um turbilhão de sentimentos fortes de mais para se entender. Pensar que em 2020 eu posso passar batido por alguém que faz toda a diferença para mim hoje não tem nexo, mas até aí também não tinha para a eu de 2015. E aconteceu.

O futuro é inserto e eu não posso mudar o passado. Mas eu posso viver o presente.

Então, por que eu não quero?

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