Ser Único

Ser único num mundo globalizado e cheio de rótulos é complicado. Ser modinha é modinha, mas ser underground também é. Então, como podemos dizer que por gostarmos de algo ou fazermos algo somos exclusivos? De onde vem a sensação prazerosa em ser “sem igual”?

Hoje passei por isso. Vi uma menina (da qual eu particularmente já não gosto) com um batom vermelho, a minha cor de batom. Achei um absurdo aquilo, ela imitando o meu estilo, mas… Que estilo é realmente meu? Somos oito bilhões de pessoas no mundo e é obvio que em algum momento seremos imitados, apesar de no fundo estarmos apenas nos imitando o tempo todo em tudo.

Queremos dizer que somos exclusivos, porque a perspectiva de ser apenas mais um no meio de tantos outros é no mínimo desanimadora. Até mesmo a religião pode ser usada como uma forma de te dar uma sensação de importância ao dizer que Deus te colocou aqui por um motivo (mas eu prefiro não ir pelos caminhos de Nietzsche). Entretanto, a não ser que você cresça isolado de tudo e todos, é impossível não ser influenciado.

Claro que de uma maneira ou outra somos todos diferentes, mas não é exatamente isso que nos faz iguais?

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