Jornalistas Livres e a Importância da Mídia Independente no Processo Democrático

Rodrigo Silva 24/08

Iniciou-se hoje (24) o Meetcom 2016 na Universidade Positivo, esse evento destinado para os alunos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo, irá acontecer até o dia 26/08. Uma das primeiras oficinas foi ministrada pelo fotojornalista Leandro Taques que falou primeiramente sobre o coletivo Jornalistas Livres o qual ele contribui. Leandro falou sobre as bandeiras defendidas pelo grupo e explicou também qual a importância do nascimento e da ascensão de mídias alternativas para a preservação de uma democracia.

O tema do Meetcom neste ano é economia criativa, tendo inclusive várias palestras e oficinas que representam o assunto. Taques trabalha como repórter fotográfico desde 1998 e já tirou fotos em alguns lugares no mundo. Por exemplo no Afeganistão em 2002 enquanto o país estava sendo invadido pelos EUA, em Angola, no Paquistão, entre outros.

O grupo Jornalistas Livres surge por meio da iniciativa de um conjunto de profissionais do jornalismo com o escopo de realizar a cobertura das manifestações do dia 13, 15 de março de 2015, de maneira diferenciada. A iniciativa do grupo desde o início é a inserção de uma abordagem da comunicação que consiste em ideais democráticos, uma cobertura plural feita em redes sociais, que prezem pela diversidade, pela defesa dos direitos humanos. Mas principalmente uma cobertura prezando pela democracia.

O coletivo segundo Leandro, representa uma mídia independente que quer enfrentar essa narrativa de ódio, antidemocrática e de grande desrespeito aos direitos de qualquer ser humano. São jornalistas que não são remunerados e que atuam unicamente pelo amor a profissão. Os Jornalistas Livres têm o intuito de levar a informação ao público de acordo como ela realmente é, não havendo interesses de outras pessoas nem de nenhum veículo de comunicação.

Leandro ainda citou alguns exemplos de movimentos sociais que são injustiçados na grande mídia, pois nunca lhes são reveladas as suas reais reivindicações, como por exemplo os movimentos sem-terra (MST) que são na maior parte das vezes difamados nos principais veículos.

Os Jornalistas Livres atuam como uma mídia alternativa com o objetivo de dar voz a quem não tem. Esse tipo de mídia representa novas economias criativas que surgem com o descontentamento populacional e de profissionais da comunicação com o posicionamento e a conduta de alguns veículos.

No caso dos Jornalistas Livres, há aqui a utilização do CrowdFunding, ou seja, o financiamento coletivo em que várias pessoas investem no caso pelas redes sociais, pequenas quantidades de dinheiro para que a ideia seja colocada em prática.

Esse sistema possibilitou o desenvolvimento de mídias independentes como por exemplo a Mídia Ninja que traz uma abordagem completamente diferente da qual estamos acostumados, porém com um único objetivo, a democratização da comunicação.

Rodrigo Silva
Rodrigo SIlva