Oi, como vai você?
Qual é seu nome, ainda é o mesmo?
Andávamos juntos, não mais.
Como foi seu dia?
Sua semana, mês? Como foram os anos?
Ainda ri quando contam aquela piada?
Eramos amigos, eramos.
Valeu a pena? Estar, e então não mais.
O porquê fui embora eu não lembro, mas porque não veio também?
Seus irmãos cresceram? Tem irmãos?
Sua mãe ainda faz aquele bolo delicioso?
Por que não me ligou? Porque não liguei?
Se lembra que tínhamos sonhos? Alcançou os seus?
Disse que não o esqueceria, ainda guardo aquela antiga dedicatória.
Está estudando? Trabalhando?
Terminou aquele curso?
Eu disse que te chamaria, “vamos algum dia”.
Ainda mora no bairro?
Não te avisei quando mudei, nenhuma das 3 vezes.
Me passe seu número! Vamos manter contato!
Sinto saudade, mas saudade superficial é saudade?
Semana que vêm é seu aniversário, não? Vamos comemorar.
Pois os últimos eu não lembrei, não lembrou os meus também.
Queriamos ser amigos pra sempre, mas não mantivemos isto.
Ainda lembro, nunca foi tão esquisito estar junto.
Você mudou, parece estar muito bem.
Cresceu. Emagreceu, engordou, mudou o cabelo. Sempre andava com ele preso.
Em um minuto tudo isso volta a importar.
Um minuto. 
Até a próxima, sabe se lá quando.

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