Dois pesos, duas medidas

Muitas vezes estamos inconformados com as atitudes de alguém de nosso convívio. Um amigo que nos decepciona, um parente que nos magoa, o companheiro(a) que pisa na bola. E, levados pelo calor da situação, acabamos brigando, nos afastando, rompendo os elos.

Antes disso, deveríamos aplicar o teste da balança. Vamos enumerando cada um dos defeitos e características da pessoa que nos incomodam e para cada item, colocar um bloco na balança. Cada atitude, comportamento indevido... Quando esgotarem todos os pontos negativos, é hora de pesar as virtudes e demonstrações de amor que recebemos. Da mesma forma de antes, cada item é um bloco que deve ser colocado no outro prato da balança. Uma atividade que deve ser feita com calma e com muita reflexão. Ao final, vejamos para onde pende a balança.

Lembremos que todos temos defeitos mas o que pesa mais? E se fizéssemos a balança com as nossas qualidades? Será que seríamos tão rigorosos com nossos defeitos? Por que tendemos a ser mais flexíveis conosco e tão contundentes quando se trata do outro? Mesmo com a balança pesando mais para o lado negativo, analisemos cada um dos blocos e vejamos o que pode ser removido através da força do perdão. Será que temos capacidade de perdoar tudo o que colocamos ali? Se não tivermos, são blocos negativos na nossa própria balança, pois o amor incomensurável que é nosso maior objetivo evolutivo deveria a tudo perdoar.

Façamos sempre essa análise. E não deixemos nunca de amar e perdoar.

ÓTIMA SEXTA!