Museu

De todos os cacos, o que mais me fere é esse. Transparente em tom rubro. Tem a essência que antes me pertencia. Antes mesmo da queda, do rachar, ele me avisou: você não me prometeu, apenas me mostrou o que poderia ter feito. CRECK! O som audível de tudo se despedaçando. Não a concerto no moldes. Não há cola nos apelos. Mostrei a mão mas com a outra dei o punho. Martelado por uma forte onda de angústia, foi o ápice de tudo aquilo que antes havia escondido pelas costas. Não adianta remontar esse vaso. Ainda faltarão as migalhas dos cacos que foram espalhados pedaço por pedaço. Parecem desimportantes, mas ainda fazem parte da estrutura. Fui eu quem decidi destruir ele. Você só foi passível da estrutura. Agora é minha vez de recriar-lo, só que no seu molde.

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