Foto: Marianna Cartaxo / Mídia NINJA

Boteco Da Diversidade: com vocês, as Putas

Ontem, 6, aconteceu o Boteco da Diversidade no Sesc Pompeia em São Paulo e o tema foi Prostituição.

Foto: Marianna Cartaxo / Mídia NINJA

Essa é uma ação que visa ampliar a visibilidade política e artística de temas vinculados à diversidade cultural e à defesa dos direitos humanos. O boteco de ontem contou com a presença das colunistas da Mídia Ninja: Monique Prada, escritora, trabalhadora sexual e presidenta da CUTS (Central Única das Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais); Indianara Siqueira, prostituta, TransVestiGenere, feminista e vereadora suplente do PSOL, idealizadora da Casa Nem — projeto de resistência que dá suporte à travestis e prostitutas no Rio de Janeiro, que proporciona o curso PreparaNem para mulheres e homens trans que querem estudar e prestar vestibular; Amara Moira, prostituta, travesti e doutoranda em teoria literária pela Unicamp, além de feminista e ativista. E também de Betânia Santos, ativista dos direitos das mulheres e prostitutas; Lourdes Barreto prostituta há mais de 50 anos e sua filha ativista e atriz, Leila Barreto. Cybele Jácome, atriz de teatro e cinema também foi parte do elenco que retratou histórias das vidas reais das prostitutas do Brasil. Soraya Silveira Simões foi a mediadora do bate-papo, ela que é coordenadora do Observatório da Prostituição e organizadora do livro Prostituição e outras formas de amor (Editora da UFF, 2014).

A proposta do encontro foi uma mistura entre narrativa poética e política construída por prostitutas que estão na luta por seus direitos.

Foto: Marianna Cartaxo / Mídia NINJA

Uma das homenageadas da noite foi Gabriela Leite, que faleceu em 2013 e deixou um legado precioso para a luta das mulheres. Ela, que trocou a faculdade de sociologia pela prostituição e, na década de 90, criou a organização Davida e, com outras prostitutas, criou a Rede Brasileira de Prostitutas, e mostrou que as putas podem sim falar, se posicionar politicamente e lutar por direitos, sejam eles sociais ou trabalhistas.

Foto: Marianna Cartaxo / Mídia NINJA

No final da apresentação, um surpreendente e catártico desfile da Daspu encerrou a noite no Sesc, marcando um tempo em que a legitimidade dessas falas e dessas vozes se tornam cada vez mais forte e ecoam nas ruas dos centros urbanos e interioranos porque, afinal, em toda cidade há uma prostituta e seu lugar e direito precisam ser reconhecidos e garantidos.

Foto: Marianna Cartaxo / Mídia NINJA
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