Quilombolas são amarrados a postes e espancados no norte de Minas Gerais

Fotos: Mídia NINJA

No norte de Minas Gerais, no município de Almenara, um casal de lideranças quilombolas sofreu um ataque desumano.

Presidente da Associação da comunidade Quilombola Marabá dos Teixeira

Jurandir Teixeira Dias de Souza, presidente da Associação da comunidade Quilombola Marobá dos Teixeira e Maria Rosa Jané, sua esposa, que é agente voluntária da Comissão Pastoral da Terra foram pegos em casa por 3 jagunços, amarrados, espancados e roubados. Maria Rosa foi também envenenada, além da tortura psicológica feita com o casal.

Maria Rosa, agente voluntária da Comissão Pastoral da Terra

Na cidade da região do Jequitinhonha, há conflitos por terra e direito à terra, e acredita-se que o ataque seja relacionado com isso. Os criminosos que chegaram encapuzados, roubaram pertences da casa e documentos da Associação e relacionados e documentos relacionados aos processos administrativos e judiciais sobre o território quilombola.

Na terça-feira, 16 de maio, o casal, que havia sido deixado como morto, mas sobreviveu, esteve na Comissão de Direitos Humanos do estado de Minas Gerais em Belo Horizonte para denunciar as constantes ameaças que ainda sofrem, e na quarta, 17, houve audiência pública na Assembleia Legislativa de MG sobre o ocorrido.

O conflito agrário em defesa do território passa por muitos conflitos, com agressão verbal e física, ameaças e insegurança para a população quilombola. Jurandir e Maria Rosa sobreviveram, podendo ir à Justiça pedir seus direitos e prisão das pessoas que realizaram e principalmente das que mandaram realizar a agressão à eles.

Foto via site Desacato

A comunidade Quilombola Marobá dos Teixeira é 1 dentre tantas outra no Brasil que passam por graves conflitos por território, com o avanço do agronegócio no país e a retirada de direitos dos povos tradicionais. O casal de um pequeno município do Brasil é exemplo de resistência da população quilombola, e aguarda-se da Polícia Civil de Minas Gerais, que está investigando o crime, a prisão dos jagunços e também dos mandantes da violência sofrida pelas lideranças quilombolas.

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