Marlene Bergamo — colaboração para Cobertura Utópica

Tolerância, diversidade e respeito. Utopia possível e manifestada em Maricá

Por Renato Cortez

Maricá abriu as suas portas para a diversidade, a fraternidade entre pessoas, pelo respeito às diferenças e para a celebração das utopias. Ao longo de uma semana, toda a magia que constitui a experiência humana encontrou eco na cidade e ressoou forte nos corações e mentes de utópicxs de todos os cantos do planeta reunidos nessa cidade mágica.

Grupos étnicos segregados, expressões culturais e artísticas marginalizadas, o amor que transcende o binarismo de gêneros. E, no início da noite de sexta-feira, tudo isso se encontrou num desfile promovido pelas mulheres trans que vieram nos brindar com as suas utopias.

Belas, altivamente belas e graciosas, coloriram o escuro da noite com o brilho radiante de seus corpos. Sorrisos rasgados, requebradas ritmadas, o desejo de expressar sem amarras todo o lirismo que as constituem, exacerbando as diferenças que as fazem únicas e iguais a todos nós. Utópicxs.

O resultado não poderia ser mais belo. Ultrapassando quaisquer limites do preconceito, encantaram quem teve a sorte de vê-las em todo o seu esplendor. Estavam radiantes. Estávamos todxs radiantes. Nessa celebração universal das utopias, as mulheres trans nos lembram que podemos muito, podemos mais, podemos tudo.

Só não podemos permitir que a intolerância, o preconceito, a violência estúpida surgida das nossas características sexuais impeçam de continuarmos na mesma direção. Na direção da igualdade e da fraternidade. No sentido do amor. Amor próprio e amor pelo semelhante.

Feliz de quem pode celebrar as suas utopias. Felizes de nós que pudemos compartilhar com elas a alegria de sermos diferentes e iguais, da possibilidade de rompermos rótulos, na oportunidade de construirmos nossas utopias juntxs. Gratidão. Apenas gratidão. Ainda bem que as utopias existem.

Foto: Cobertura Utópica
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