Eu sou de direita


Em meio a processos de protestos por todo o país, surge uma pergunta qual a diferença entre direita e esquerda no campo politico/econômico. Muito se diz sobre uma ascensão de uma direita politica no país, e é sobre isso que me propus a discutir.

Estava em uma mesa de bar com um grupo de amigos, e, em meio a mordidas no tira gosto e goles de cerveja, surgia o assunto de politica. Grande parte dos meus amigos, como eu, tiveram uma carga doutrinário-ideológica muito forte na escola, principalmente nas disciplinas de humanas, onde em sua maioria os professores são de esquerda e muitas vezes militantes. Em meio à conversa notei uma intensa insatisfação com os rumos do país e com a má gestão do PT, e assim se iniciou um acalorado debate que seguirá nas linhas abaixo.

O debate estava intenso. De um lado, os garotos “justiça social”, e do outro, os “conservadores de aluguel”. Muito grito e pouca leitura eu pude notar. Porém a análise não cabe a isso, e sim em um aumento grande da defesa de ideias tidas como de direita. Parte dos garotos “justiça social”, vinham com o discurso armado de chavões e gritando contra a elite golpista branca cristã brasileira. Por dentro eu ria, mas o que ocorreu depois que me causou grande satisfação.

Eu confesso que não esperava grandes contrapontos, porém surgiram dos “conservadores de gaveta” (termo esse que uso para aqueles que são conservadores, porém se guardam como se vivessem em gavetas) argumentos pró: liberdade econômica, tradições judaico-cristãs, armamento e família tradicional. E os argumentos tidos como de direita começaram a surgir de outras mesas. Com o debate se estendendo a todo o bar, os esquerdistas de plantão se escondiam e os que resolviam falar rapidamente recebiam um contraponto, notando-se uma vergonha por parte deles.

Eu já havia lido sobre essa ascensão da direita, mas hoje é possível afirmar: sim, é verdade. E isso não é nada ruim, uma vez que qualquer tipo de heterogeneidade no debate politico faz bem, apesar de a esquerda brasileira odiar qualquer tipo de oposição ao seu pensamento. Antes havia uma homogeneização de autores: Marx, Gramsci, Marcuse e outros autores de tradição socialista. Hoje nota-se a presença de outros nomes no debate da população: Russell Kirk, Olavo de Carvalho, Rodrigo Constantino e Bene Barbosa, autores de tradição conservadora/liberal.
Hoje o Brasil movimenta-se politicamente e culturalmente, talvez sem grandes líderes políticos e com pouca mudança ideológica entre os partidos. Porém, parece que a população resolveu se movimentar, e junto dessa movimentação vem o debate, com o debate vêm às propostas, com as propostas, novos debates e assim o ciclo da heterogeneidade de pensamento gira. Porém, após longos anos, o debate não está só entre a esquerda, hoje o Brasil respira novos ares, ares de mudança, e o movimento parece está ganhando força de um lado, parece que finalmente parte da população quer entrar com o pé direito na politica e tentar virar o jogo.

Parece que o jogo não vai mais só se movimentar para a esquerda. Chegou a hora de virar à direita.

Por Leonardo Ferraz

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