3 pontos da exploração UX

Explorar é sempre algo incrível.

Nem sempre é possível entrar na fase da ideação (no início) do projeto/serviço e aplicar as dezenas de metodologias contidas na literatura, as vezes o projeto/serviço esta a todo vapor e nosso papel é entender antes de mais nada como a roda funciona e como podemos aumentar a sua velocidade unindo negócios, cultura e experiências de uso. Para isso é preciso antes de mais nada explorar.


São muitas as maneiras de um analista UX explorar. Um dos passos mais importantes é ter mindset das metodologias e dos possíveis entregáveis, isso facilita na hora de identificar os problemas e demonstrar soluções, mas ao entrar em um projeto em andamento a missão do UX é ainda maior: descobrir qual é o problema. Para isso a exploração é fundamental.

Explorando em UX

Um mantra do UX é sempre colocar o usuário no centro do projeto, no entanto dentro de uma empresa a cultura e o negócio normalmente vem antes disso, por isso entender esse contexto é primordial para perceber quais ações serão necessárias para melhorar o produto/serviço e qual o seu papel nesse contexto. Para auxiliar esses são 3 pontos importantes na exploração UX:

Ponto 1, cultura organizacional

A cultura da empresa está madura com as metodologias de UX? Quais são os objetivos do projeto? Quais são as métricas? Qual é a importância de UX na empresa?

É importante entender do ponto de vista da empresa todas essas questões e perceber que esse entendimento é boa parte do seu trabalho inicial. Isso irá ajudar a minimizar a ansiedade, não focando inicialmente em entregáveis, mas no entendimento do negócio e do contexto.

Quais são as metodologias usadas? Como sua empresa está posicionada no mercado? Quem são os mais ansiosos por resultados e os mais entusiastas sobre UX? Todas essas informações serão fundamentais futuramente.

Ponto 2, encontrando o problema

Depois de entender a cultura não é preciso apresentar soluções imediatas, mas sim encontrar os reais problemas.

Um equívoco comum sobre um analista UX é a crença que ele irá resolver todos os problemas do usuário e, via de regra, a crença que todos os problemas estão na interface.

O UX é um facilitador e está pronto para fazer uma ponte entre empresa/projeto e usuários. É importante lembrar que o problema pode acontecer muito antes do protótipo, na concepção ou mesmo na central de atendimento, que dependendo da cultura organizacional, pode não ser acolhida pelo time de UX.

Ponto 3, agindo

Agora, o UX, com uma visão geral do projeto, pode assimilar os problemas e sugerir melhorias em aspectos fundamentais. O UX pode intervir no coração do produto e dialogar sobre problemas que vão muito além de testes e wireframes, problemas de mentalidade e percepção interna e externa sobre o produto. É esse o ponto mais nobre da sua função, assimilar público, stakeholders e entender holisticamente quais pontos devem ser atacados.

É preciso tempo para isso! Não é possível entrar na estratégia de um produto do dia para noite, levam algum tempo até que o UX consiga assimilar as informações mais relevantes e densas do projeto em que está envolvido. Colocar um UX no time para imediatamente entregar protótipos navegáveis é um grande desperdício de expertise.

Post inspirado no livro Isto é design thinking de serviços, capítulo, Etapa 1 Exploração.