Sep 2, 2018 · 1 min read
Medrança
Onde há, taciturna, uma semente
Coexistem o presente e o futuro
Vez que é caule, corpo, folha e fruta
O mesmo que hoje é gomo asfixiado,
Sobrepujado pelo solo que o sustém
Se não enxerga a dicotômica semente
Que a mesma terra que a sufoca, a alimenta
Cabe ao sol que a observa dar respaldo
Fazer brotar raízes, vinhas que outrora
Trarão a si, e até além, garbosa cepa
Que se faça a luz e possa florescer
Em nuvens indistintas, de cores impossíveis
O que é visível apenas aos olhos do artista
E possa o mundo ver, pela primeira vez
O universo de uma casca de noz
