Dançar à vida é um compromisso de quem quer aprimorar-se na arte de bem viver…
Liberando memórias, revemos trajetórias e movimentamos à vida como uma dança. Podemos dançá-la só, de qualquer jeito ou maneira, observando o corpo como veículo para a musicalidade da vida transportar. Muitas vezes, desajeitadamente e nem nos damos conta, não percebemos por não saber e não ousar conhecer outro movimento.
Podemos escolher quem vamos tirar para nos acompanhar nesta dança onde quem se movimenta mais é a dor, quem se deixa levar convoca à cura ao bailado. Preste atenção se me escolher para consigo dançar suas emoções, sou embalada pelo vento, mergulho nas águas salgadas do oceano, o sabor das lágrimas não são surpresas para mim, percebo-as como cachoeiras de águas doce, cristalinas que precisavam verter para avivar regiões inóspitas.
Não espere que eu acomode suas dores, nem suas aflições, seus desconfortos, isso será consequência do andamento do processo. Não espere de mim o que você não pode esperar de você. No intimo de cada ser é sabido o que se pode esperar de si, mesmo quando soterrado pelas experiências negativas.
Chego em sua vida como sua contraparte, para uma contra-dança. Movimento meu corpo conforme o ritmo da música que você escolher. Quer acelerar o processo solte-se, confie, sinta o seu corpo junto ao meu, observe como respiro, respire comigo… perceba o movimento, desacelere a mente, desafogue os botões do colarinho ou solte o laço do vestido, escolha um calçado confortável. Relaxe e me conduza pelo salão, palco da existência. Posso dançar contigo uma, duas ou mais canções inteiras, posso interromper a dança antes que a música termine. Não sou responsável pela continuidade da dança. Preservo meu direito de despedir-me antes caso você não saiba para onde quer me levar, nem para onde mesmo quer ir. Num processo terapêutico, quem conduz é o terapeuta, mas quem escolhe a música chamo de ‘im-paciente’. Algumas vezes é preciso um rock pauleira mesmo pra soltar tudo e deixar cair parafusos a mais, que não servem para nada, apenas ocupam espaço e não trazem segurança alguma. Se pisar no meu pé eu irei sinalizar, portanto, deixe-se levar pela melodia. Não interrompa o processo para desculpar-se. Eu avisarei quando me sentir atingida. Ah, sim, algumas vezes dou choque, conforme a eletricidade estática de quem me toca. Porém, é algo raro, pois até para dançar prefiro que seja de pés descalços. Sou desafiadora, não tenho a menor dúvida, não quero contribuir para devolver à sociedade mais do mesmo, quero contribuir para que quem por mim se atrever a passar, me leve em si. Sinta-me presente eu sua vida, independente do tempo ou da distância,nada fixa mais em nós que a música que dançamos com o par que escolhemos como tema musical da nossa história. Pode ser uma, podem ser várias, todas serão lembradas, tal como o perfume que dos corpos exalam.
Quem tiver coragem e busca se autoconhecer ,
Busca alegria de viver,
Busca renascer e não tem medo da busca, venha…
No momento, espero à beira do lago…
À margem do caminho!
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