Sobre eu e você

Caminho demente pelo barro e o musgo e algumas belas flores de um pantanal que leva a o que os mais mornos chamam de “amor”, mas esse amor entre dois é uma mentira, sempre foi, assim como o pântano, assim como as noites sem sonhos, assim como os anjos. E no meio do pântano inexistente, sua pele e seus olhos luzem entre as árvores me queimando sutilmente, quente, como morder sua boca, como o toque feito sem o uso das mãos, como as constelações e o calor do corpo humano em meio ao sexo. Somos dois sem direção que nos esbarramos sem querer e alguma hora nos distanciaremos novamente.

G. Desespero