Mecânica celeste aplicada em carne

Sofrer de amor para mim, um pequeno stardust, é a dor não sentir prazer na vida, é a busca do entorpecimento para acalmar a dor da minha alma e isso não passa de um chororô sobre depressão para alguns, mas para mim é uma confissão de toda minha dor, o peso que ela tem e sobre quando ela ficou do tamanho do mundo.

Em 2015 tudo parecia um sofrimento, o sofrimento de um jovem qualquer, lembro de sofrer muito de amor, e o pior que todos sabiam da minha dor, porém o mais engraçado que eu não me conhecia mas sabia que eu sofria de amor, eu achava que era única dor da minha alma, e o tempo foi passando conheci pessoas, elas me mostraram cortes curtos, aqueles que você faz na praça Roosevelt numa noite de curtição jovem. E pensando em tudo que fiz de 2015 pra cá, eu vejo que ainda carrego um peso em meu coração, uma dor e um vazio que eu pensei que tinha superado, talvez seja sofrer de amor, não muito bem sofrer de amor, mas não amar as coisas, não amar o mundo, as pessoas a minha volta e o pior, não amar viver. E talvez eu me sinta meio que uma mecânica celeste aplicada em carne, apenas um robô de carne e osso, que não ama viver e nem saber entender, só tem um peso e algumas peças em lugares errados.