É uma excelente reflexão! Daria horas de uma boa conversa. Meu pensamento e conceito, também nada científico e sem referenciais bibliográficos, segue nessa mesma linha, só pelo fato de praticar e conviver com as artes. Ela que é infinita, com inúmeras compreensões, significados e formas de expressão, relevância e apreciação. Bastante diferente das ciências exatas. E divergente da cultura atual dos resultados e sucesso da existência resumido em números, cifras, objetos de consumo e o materialismo. É triste ver um talento artístico sendo obrigado a se tornar um corretor de imóveis, pois o êxito fica resumido aos números e as conquistas limitadas a metas nada condizentes com a infinidade das mais variadas formas de produzir arte. Infelizmente o futuro é esse mesmo. Vale uma boa reflexão dos que ainda tentam fomentar a arte. Essa é a tendência, até porque a indústria cultural também trabalha com números e resultados. É apenas um reflexo cultural. Enquanto isso vamos ainda acreditando nos nossos pequenos nichos que ainda podem nos proporcionar coisas incríveis dentro dessa dinâmica bruta que se tornou o universo.
O que vai sobrar pra arte?
Wendell Fernandes
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