Ninguém pediu, mas aqui vai a minha (atrasada) lista dos melhores discos de 2015

Há alguns dias eu percebi que 2015 tinha acabado e eu não tinha feito uma lista dos melhores discos do ano. Durante mais de uma década, desde que eu li e reli “Alta Fidelidade” numa viagem de intercâmbio, passei a fazer listas dos cinco melhores discos, filmes e livros do ano. (Se não entendeu sugiro ler o livro que é mil vezes melhor do que o filme).

Passou a ser uma tradição. Todo ano fazia as benditas listas. Algumas com ajuda de amigos, namoradas e também sozinho. Com o passar do tempo passei a fazer apenas a lista de discos. A música acabou se tornando mais importante para mim do que o resto da cultura pop. E por alguma razão simplesmente me esqueci no ano passado! Ah, a sequela! Bem, ninguém pediu, mas aqui vai a minha (atrasada) lista dos melhores discos de 2015:

1- “To Pimp a Butterfly”- Kendrick Lamar

Hip hop, eletrônica, jazz juntos em um álbum com um tom político que foi lançado no exato momento em que os EUA começavam a discutir o racismo e a violência policial.

2- “In Colour”- Jamie xx

Existe vida inteligente fora do The xx . “Gosh”, “The Rest Is Noise”, “All Under One Roof Raving” estão entre os destaques de um álbum perfeito. Jamie xx fez até um agrado para os fãs de The xx em “Loud Places”.

3- “Currents”- Tame Impala

Devo confessar que demorei um pouco para gostar de Currents. Esperava uma continuação de “Lonerism”, último álbum da banda. Kevin Parker, a mente criativa por trás do grupo, decidiu ir numa direção completamente diferente. Porém, após algumas audições, o disco foi caindo melhor. “Let It Happen”, “The Moment” e “The Less I Know The Better” são as melhores.

4- “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”- Emicida

Um artista brasileiro resolve experimentar, saindo da zona de conforto, e o resultado acaba dando muito certo. Ponto para ele. Disparado o melhor disco brasileiro.

5-“The Epic”- Kamasi Washington

Um álbum triplo de três horas de jazz experimental. Novamente: um álbum triplo de três horas de jazz experimental. Precisa dizer mais alguma coisa?

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