Ah, se Parabolóides falassem…

Nesses arcos de velha data
Que transcorrem do Corpo ao Ensino
Estão eternizadas outras épocas,
Retratos de um longo caminho.

São reflexos da efemeridade,
De um ser que sempre está
Sem nunca ser;
Que persegue o próprio destino
E que, com seu pouco,
A Instituição ajuda a erguer.

Novas caras, pensamentos,
E a certeza de sempre renovar.
Mesmos sonhos, sentimentos,
Pela apreensão que é o voar.

Foi-se o tempo de menino,
E hoje, maduro, continua a observar.
Esse arco que, sempre tímido,
Viu história,
Mas não pode nos contar.

Gustavo Freitas
(30/jan/17)


Na Academia da Força Aérea, Ninho das Águias Brasileiras, existe um monumento conhecido por Parabolóides. Essa construção consiste em um sequência de arcos (em forma de parábolas) que perpassam desde o Corpo de Cadetes da Aeronáutica até a Divisão de Ensino. É prática dessa tradicional Instituição Militar, ao final de cada ano, anexar uma placa com os nomes do cadetes do 4º Esquadrão que, enfim, foram declarados aspirantes (tal tradição existe desde 1969). Dessa forma, ficam eternizadas, na história, as personalidades que por lá passaram e concluíram com êxito a formação.