Ode ao Bicho


Um retratro do Jaguarzinho


No princípio,
Fez-se o caos,
Tão certo quanto
O Sol que nascia.
Simples assim:
A angústia vivia
A dor transcorria (revivia!)
E o cansaço, amigo,
Abraçava, solidário,
A todos que,
Desolados, encontrava.

Tudo se repetia.
E novamente, e de novo.
Dia após dia,
Incansável, inexorável 
Imponente, desgastante!

O horizonte? Coitado!
Não se via.
Estava longe, 
Coisa do imaginário,
Sonho distante.

Mas não eterno.

Vieram, então,
As novas glórias
E as conquistas.
E a vida, serenamente,
Se pôs, aos poucos, a clarear.
O que antes flagelava,
Ja não tinha o peso de outrora.
E as preocupações e o cansaço
(Perseverantes!)
Ja não não ligavam de,
o corpo, acompanhar.

Quanta experiência
Pra tão pouco tempo!
Quanta história pra contar!
Nada fora em vão...

Não, à toa,
Que, de velame,
Subimos tão alto,
Para com os pássaros
Observar.

Não, por acaso,
Que diversas vezes repetimos
A abertura daquele Gládio
Para a formatura abrilhantar.

Não, à toa,
Que entre as águas correntes,
E o frio extenuante,
Nos pusemos a acampar.

Não, por acaso,
Que recebemos, tão maduros,
Esses símbolos, uniforme,
Que, orgulhosos, nos pomos
a envergar.

De repente, não mais que isso,
A vida mudou
E se pôs a continuar
E esse bicho que ora relembra
Os tempos vividos
Segue para seu sonho
Concretizar.

Gustavo Freitas
18/nov/2015

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