Queria ser boa com contas. Queria saber fazer as contas de quantas vezes virei a mesa e mudei tudo que estava em fluxo na minha vida. Quantas vezes jurei que era a última vez que eu mexia na vida das pessoas. Quantas vezes que a minha NÃO felicidade plena era motivo para eu achar que a outra pessoa também não tinha o direito de te-lá. Então ai eu eu simplesmente ia. Mas sempre fui com medo. Sempre fui quase não indo. Sempre fui levado mais do que eu precisava. Sempre deixei mais do que eu queria. Hoje me pego ouvindo música, lembrando de amigos, piadas e me perguntando o que sempre me fez ir. E lembro que é sempre o que eu achar que não ter motivo pra ficar é um bom motivo para ir. Mas por que a partida é sempre tão difícil? Logo pra mim que a solidão nunca assustou? Mas perae.. Como assim a solidão nunca me assuntou? Nunca tive a solidão! Nunca a tive sozinha. Sempre quando eu a tive foi acompanhada. Parece estranho esse negócio de solidão acompanhada né?! Mas o pior que a culpada dela sempre sou eu. Sempre sou eu que pra evitar um monte de coisa que eu nem sei quais são, prefiro ser o mundo de alguém do que deixar a pessoa ser o meu. É mais fácil! Ser o mundo de alguém é só ser compreensiva, espontânea, engraçada, inteligente as vezes. Agora pra ser meu mundo é difícil. Não difícil para a pessoa. É difícil pra mim. Porque eu não sei o que é isso. Não sei como me portar perante alguém que me faz morrer de ciúmes, que me faz não ter ideia qual será a próxima palavra da pessoa. Quando ela vai aparecer. Quando ela vai fazer eu morrer de rir ou morrer de vergonha. Quando ela vai fazer eu parecer uma louca. Como é me comportar com alguém que me tire do controle de tudo. Como é não cansar dos mesmo papos. Dos mesmos lugares. Então como eu não saberia me portar com alguém assim, vou sempre vivendo com o que se distancia mais de mim que é viver com alguém que sempre se assimila a perfeição. Porque pra ser dono do meu mundo teria que ser alguém similar a mim. E ia ia ferrar tudo. Porque em mim não ha perfeição. Em mim ha projetos incompletos, ha comprar umas brigas do nada. Há preferir a música do que o livro. Há preferia a internet do que as pessoas. Há. escolher a coxinha em vez do grão de bico. Então o jeito é engolir a lágrimas e lembrar. Ser o mundo de alguém é bom! Ser o mundo de alguém é fácil. Ser o mundo de alguém é bonito. E ir se enchendo das histórias que sempre vou lembrando enquanto escuto dezenas de musicas. Ir vivendo. Esse será só mais um ciclo. A cada ciclo será uma história. E no final eu sempre acho que são as histórias que valem a pena. O “EU VIVI ISSO”. E em algumas partes do dia, da semana ou do mês eu me encaixo e sinto que estou fazendo tudo certo. Então eu respiro e crio até alguns mantras que vão funcionando.

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