Pokémon GO: Capturado pela febre

Admito que eu não tava ligando muito pro Pokémon GO. Mas pra mim, fã assumidaço da franquia, seria uma falta de respeito sequer baixar o jogo. Pois então. Já senti aquela animaçãozinha subindo o peito quando vi o app na PlayStore. Baixei. E joguei.

Puta merda, gente.

É uma sensação incrível você estar andando na rua, ouvir um “Ei!”, virar e -não ver um bandido- ver uma pessoa falando: “Pokémon GO?” e ver o sorriso dela ao responder positivamente. Eu não conhecia quase ninguém do meu bairro. Hoje, estava na Quinta da Boa Vista com uma caravana de 20 pessoas, enquanto caçávamos um Vaporeon — e eu capturei o dito cujo no celular de um dos meninos que tava comigo (no meu, não, porque tava sem bateria. Volto mais tarde por você, danado)!

A galera, mesmo quem não conhecia os nomes, quem não conhecia sequer a franquia e se interessou pelo burburinho criado, e, claro, os fãs, vibravam a cada encontro. “Um Staryu!”, “Outro Bulbasaur!”, “Galera, volta, tem Squirtle perto do Templo de Apolo!”, “Ih, usaram Lure Module (um item que atrai pokémon pra perto de um ponto, com efeito pra todos os jogadores próximos) no museu!”. Sério, eu fiquei encantado com esse jogo. E nem levo em conta o fato de que, em menos de 24h, eu caminhei o que eu não faço em meses. E dane-se que minha bateria se esgotou após as pouco mais de 2 horas em que eu fiquei andando pelo parque.

Sentir aquela vibe no ar foi extremamente gratificante. Por um momento, você esquece de todos os seus problemas e só se deixa contaminar com a energia da galera. E, repito: o estilo de Pokémon GO é um que não me atrai muito! Mas não dá pra ficar de fora. Recomendo, de verdade, que saiam de casa e joguem por pelo menos um dia, pra saber do que eu tô falando. Conversem com a galera. Avisem das aparições. Troquem contatos. Sorriam, divirtam-se. E esperem o círculo de captura ficar cheio pra tacar a Pokébola porque dá bônus de chance de captura.

POKÉMON X/Y Version. Lançamento mundial: The Pokémon Company, 2013. Cartucho de Nintendo 3DS.
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