Minhas imperdoáveis desculpas

Terei que ser condenado.
Não podem me perdoar,
Pois de todos, o pior pecado:
É fazer outro alguém chorar.

A minha e a tua angustia
vão fundo.
Só não sei o que cai primeiro:
Sua lágrima
ou meu mundo.

A lágrima escorre,
vem e me surra.
Mas tudo o que morre
se deságua pela chuva.

A angustia que escorre,
a chuva faz crescer.
Pois tudo o que morre
é para algo maior nascer.

Mas eu espero:
que seus dias sejam claros,
sua noite curta,
os sofrimentos raros,
que a felicidade cura.

Que suas lágrimas
reguem as duas pálpebras,
e tu exergues o recíproco 
em sua frente.
Pois só merece sentimento
quem por muito menos
também sente.

Não me perdoe!
Eu mesmo não me perdoo... 
Apenas espero que ecoe
o meu grito por qualquer socorro.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.