Brigada Subjugante: Perfil Kala

Nome: Kala
Raça: Caçadora (Galrásia)
Classe: Clériga (Cruzada) 6
Função: Atacante (Física)/Buffer/Healer
Jogador: Leonardo Rossi

“Dragoas-caçadoras são uma espécie de antropossauro que tem pescoço longo, cabeça lupina e uma cauda curta. Medem cerca de 1,60m e pesam não mais de 60kg, sua pele é morena e seus olhos são amarelos e luminosos, como os de uma leoa ou tigresa. Apresentam, atrás do pescoço, uma crista de cores vivas que se ergue quando estão excitadas, tendo sempre uma cor única…”

Se você estivesse lendo em um dos muitos tomos de Tanna-Toh sobre esta exótica espécia originária da “Ilha Viva”, provavelmente se depararia com estas palavras… E elas definem esta jovem dragoa-caçadora, mas não muito bem…

Selvagem, um tanto quanto reservada e muito hábil em combate, Kala não é de se expressar muito e raras são as vezes em que expressa uma opinião direta sobre algo, mas quando o faz, é firme e decidida.

Nascida há 26 anos atrás, em uma pequena tribo de caçadoras situada em Galrásia, esta filha da grande serpente com escamas verdes-água muito semelhante às dracônicas, em um primeiro momento, gerou uma suspeita de que fosse um dragão (algo por demais incomum e espantoso), mas com o seu desenvolvimento foi visto que sua estrutura era a mesma de suas semelhantes.

Mesmo sendo aceita e tratada quase como uma igual, Kala não se sentia uma caçadora. Com o passar do tempo, suas dúvidas foram sanadas quando um grupo de aventureiros que chegava a Galrásia em uma expedição a confundiu e chegaram a chamá-la de “dragão”. Ela, se comunicando com auxílio de gestos e sinais, assim como magia dos visitantes, guiou o grupo até uma caverna onde eles encontraram seu objetivo, um artefato antigo. Em troca, Kala conseguiu uma carona para ela ao longínquo e para ela recém descoberto continente de Arton. De alguma forma sabia que suas respostas e seu destino a aguardavam naquele lugar.

No caminho, sempre muito focada, aprendeu um pouco do idioma comum com os aventureiros e os marinheiros, e ouviu histórias sobre um deus dos Dragões, criaturas enormes, aladas e escamosas, de certa forma semelhantes a ela, ligadas aos elementos, e de como ele tinha sido punido, mas voltou ao panteão gloriosamente com a ajuda de um elfo, e que ele transformou esse elfo em um dragão, e em seu sumo sacerdote. Tais histórias a encantaram e a partir dali ela havia encontrado um objetivo…

Os marinheiros levaram Kala a Malpetrin, e seguiram caminho em busca de outros artefatos, que a ela pouco ou nada interessavam. Kala apenas queria ir às Montanhas Sanguinárias, conhecer o tal elfo a que todos chamavam Edauros e pedir a ele que a transformasse naquilo que ela passou a acreditar que realmente é.

Acontece que no meio do caminho, ela descobriu que essa viagem não seria fácil como ela imaginava. Enquanto caçava para se alimentar, alguns aventureiros a detiveram, dizendo que as criaturas eram de outra pessoa, apontando para um senhor que tremia de medo ali por perto. Kala viu que aquele humano não era forte, não podia ter capturado aqueles animais sozinho, e viu que no continente as coisas não eram como em sua terra. Então decidiu primeiro aprender os costumes desse povo tão diferente, e só então procurar seu destino. Passou a tentar aprender o máximo possível dos costumes da nova terra, mas parecia que a cada passo, os mesmos mudavam, o que tornava tudo muito complicado.

Era fácil mal interpretar e ser mal interpretada… Kala só tinha a si mesma, suas habilidades, sua fé nesta nova divindade, que aos poucos crescia e lhe mostrava poderosos segredos, e sua força de vontade.

Tudo isto se mostrou não ser suficiente quando em um dos maiores ajuntamentos daqueles que se denominavam humanos, ela foi acusada de vários crimes, e lutou para se proteger, se aliou a exemplares não muito dignos desta raça e foi enganada e levada a ser caçada e considerada uma vilã neste lugar a que chamavam de cidade.

Tudo poderia estar perdido, mas em meio ao caos, um destes tais humanos e seu grupo de aventureiros acreditou nela, mostrando um outro caminho e brilhando uma possibilidade de seguir para seu objetivo maior. Kala se agarrou a isto, entendeu seus erros e percebeu que poderia confiar nestas pessoas. E quem sabe um dia, se sentir pronta para comparecer ante a Edauros e pleitear a liberação de seu ser para aquilo que realmente sente que deve viver.

Kala entrou para o grupo de aventureiros e o mesmo recebeu o nome de Brigada Subjugante. Desde então ela possui uma nova família. Uma um tanto quanto diferente e difícil de entender para ela, mas ela sabe que eles confiam nela e ela neles, e todo o resto pode ser aprendido…

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