O fim dos espaços em branco

escrito pela equipe O Povo Popular

Mais uma vez, a editoria de Cultura se reuniu na Famecos, na última segunda-feira, 16/05. O triste inverno gaúcho chega com mais e mais força. Após feroz luta de esgrima contra a resenha do livro Partículas Elementares, de Michel Houellebecq, na aula de Juremir Machado da Silva, professor, escritor, colunista, historiador, jornalista e muitas outras atividades que não cabe destacar aqui, restavam os seis resilientes da Cultura. Touché em Houellebecq.

O leão rugia ferozmente. Perto das 14h, estávamos reunidos no corredor. Gustavo trazia em mãos um branquinho de 4 reais. Caríssimo o branquinho. Aos poucos, profissionais das mais variadas caras passavam pelos repórteres culturais. Precisávamos usar o computador, mas, não havia computador. Precisávamos falar com o simpático Marcelo, porém Marcelo não aparecia. Os malfadados espaços em branco continuavam lá, inertes e opressores.

Também precisávamos falar com uma professora chamada Ana. Mas a tal Ana não aparecia. Ao invés dela, surge outro professor, cujo nome não sabemos e jamais iremos saber, incultos e belos. Marcelo já chegara, simpático e faceiro. O professor de nome desconhecido levou a trupe cultural até a sala do Editorial J. Lá, jovens jornalistas trabalhavam em suas matérias. Éramos estranhos no ninho.

Em uma pequena luta intelectual entre Marcelo e o professor desconhecido muito acima de nossa capacidade, acabamos levados até uma sala onde Macs reinavam solenes. Ao que tudo indica, parecia abrigar o setor de vídeo do Editorial J. O tal professor desconhecido alertou para a chegada de Almir. Nunca vimos o tal Almir, mas fica o registro.

Murphy deixou nossa editoria em paz, graças a Deus.

De um lado, Gustavo está preocupado com a inflação do preço do branquinho no Bar da Famecos. De outro, vemos Igor rindo da utopia de Gustavo.

Começaram os trabalhos. Samira, mais uma vez, chefiava tudo com sagacidade. Descobriu-se seu apelido: Sassá. Sassá pra lá, Sassá pra cá e os espaços em branco começavam a ser mexidos. Mas as criações de Steve Jobs não colaboravam, principalmente para Gustavo, fulo com as falhas. Entre inúmeros erros de sistema e pequenas falhas momentâneas, o trabalho aos poucos foi sendo finalizado. Ao fim, todos estavam cansados. Finalmente vencia-se o Armagedon. A chama estava acesa de novo. Mais uma vez, os seis integrantes da editoria de Cultura saíram felizes, crentes no futuro e no Brasil de Temer.

Para finalizar, nossa editora em toda a sua glória e esplendor, preenchendo os espaços em branco:

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