João 2 — Revelando sua Natureza

O2
O2
Jan 18, 2017 · 5 min read

Por: Gabriel Caçador

Que honra poder escrever sobre meu, e assumo que seja de todos nós, maior herói. Alguém tão extraordinário que torna difícil a reunião de palavras na tentativa de definir um ser tão grandioso, mas que ao mesmo tempo se reduziu ao nosso minúsculo tamanho para salvar vidas que poderiam ter valor nenhum, mas que Ele viu preço mais valioso o suficiente para dar sua vida. Sinceramente, é difícil falar de Jesus, um ser incompreensível que fazia coisas que até hoje não se encontram significados, razões, lógica, pois ele era desafiador, não existiam limites para Jesus.

Seguindo este raciocínio, pretendo contar um pouco sobre o segundo capítulo do livro de João. O capítulo começa dizendo que Jesus, seus discípulos e sua mãe estavam reunidos num casamento, no povoado de Caná, na região da Galiléia. Então Maria, vai até Jesus e diz para ele: “O vinho acabou”. Jesus responde: “Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer. Ainda não chegou a minha hora”.

Vamos fazer uma pausa e analisar esse breve diálogo entre Jesus e Maria. Todos sabem como Maria é espiritualizada, num contexto até fora do normal, mas sem entrar nesse critério e analisando friamente o que Jesus quis dizer, percebe-se que Jesus deixou bem claro à Maria que ele não a servia, mas sim somente à Deus, logo, em breve sua verdadeira natureza, como filho de Deus, e não de Maria, seria revelada. Forte, não? Maria então, mesmo que sem entender, acata e diz aos empregados para fazerem o que Jesus ordenar. Jesus ultrapassou todos os limites entre mãe e filho, não existiam barreiras, em momento nenhum ele escondia seu verdadeiro parentesco, pelo contrário.

Aprendo muito com Jesus a importância de se ter foco nas coisas certas em nossas vidas.

Ele poderia nesse momento ter amaciado o ego de Maria, ou ter tido qualquer outra atitude, mas ele não fugiu de suas responsabilidades, bateu no peito e assumiu doa a quem doer: eu sou filho de Deus. Isso está em falta nos dias de hoje, mesmo nós aqui no Brasil que não vivemos tipo nenhum de perseguição, guerra religiosa, temos essa mania de fazer parecer que somos separados de Deus, as pessoas não podem saber, o que pensariam de nós?

Precisamos aprender com Jesus, não importa o que irão pensar de nós, somos filhos de Deus, que se exploda o resto! Temos um propósito aqui nessa Terra e estamos aptos a cumpri-lo pois, nosso Pai é poderoso o suficiente para nos guiar em qualquer caminhada.

Seguindo com a história, Jesus é levado para perto de seis potes de pedra, em cada pote cabiam entre oitenta e cento e vinte litros de água. Jesus então diz aos empregados para eles encherem o pote, e assim o fazem. E é aí que tudo muda, toda uma penca de profecias começa a se cumprir, é aí que acontece um gigantesco marco na história: o primeiro milagre de Jesus, onde ele transforma pela primeira vez a água em vinho. Se existisse um ranking pra milagres, com certeza esse milagre de Jesus passaria despercebido, afinal, transformar água em vinho parece algo trivial. Será mesmo?

Seguindo adiante para o versículo 11, onde ele termina com a seguinte frase: “e os seus discípulos creram nele”, percebe-se que o milagre teve um fundamento muito maior do que simplesmente transformar água em vinho.
Primeiramente, Jesus não estava em nenhum templo, muito menos em um ambiente religioso, mas mesmo assim isso não impediu dele de dizer que era filho de Deus, e muito menos impediu ele de colocar em prática o evangelho, convertendo seus discípulos. O que essa história quer contar, é exatamente isso, você não precisa estar sempre num templo ou sob uma denominação para conquistar as pessoas para o reino de Deus, o milagre da conversão pode sim ser feito em ambientes que nós jamais imaginávamos, onde tiverem almas para serem convertidas, terá uma chance de mudança. Basta transformá-los de algo sem cor, gosto, cheiro, como a água, para algo forte, marcante e saboroso, como o vinho, que seria o convívio com Jesus, nosso salvador.

Neste capítulo temos também a emblemática cena, onde Jesus foi até Jerusalém e encontra pessoas vendendo animais, trocando dinheiro e fazendo a maior zona no templo. Jesus então os expulsa, a base de chicotadas o povo e também os animais, colocando o templo em ordem e restabelecendo o respeito à casa de Deus. E assim como aconteceu com Maria, aconteceu novamente com alguns líderes judeus que foram questionar Jesus, ele afirma que poderia reconstruir o templo em três dias, caso fosse destruído. Nessa afirmação, Jesus não fala sobre o templo de cimento, e sim usou uma parábola para seu próprio corpo, onde ele seria destruído e reconstruído em três dias.

Jesus sempre soube de onde veio e para onde iria, sempre soube de seu propósito, sempre soube quem ele era, e como Deus não é Deus de confusão (1 Coríntios 14:33), não podia permitir tal atrocidade acontecer na casa de Deus, era inadmissível, porque assim como Jesus disse: “O meu amor pela tua casa, ó Deus, queima dentro de mim como fogo”.

Que nós possamos ser tão apaixonados como Jesus, que tenhamos esse amor pela casa de Deus, pois é também nossa casa, lugar de adoração, de amizade, de respeito, de aprendizado. Que possamos honrar e defender a casa de Deus contra qualquer um que venha afrontá-la, que ela seja para nós como casa.

    O2

    Written by

    O2

    Jovens da Missão Praia da Costa

    Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
    Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
    Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade