ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM – ONDE O LONGA PODE TER PECADO?

Segue alguns fragmentos SEM SPOILERS da crítica feita por Virgílio Souza do site B9 sobre o filme – com as quais eu concordo MUITO – que eu acredito que descreve muito bem a sensação que eu tive quando sai do cinema, as duas da manhã, após assistir a pre-estreia do longa.

No final do texto estão os créditos, o link para a crítica completa (COM SPOILERS) e um pequeno comentário meu sobre o que eu pensei a respeito do filme e da crítica.

E, por favor: NÃO ACHEM QUE EU SOU HATER SÓ PORQUE O CRÍTICO E EU TIVEMOS UMA VISÃO DIFERENTE DO FILME 😩

“Como um pacote fechado, “Animais Fantásticos” pouco encanta. O roteiro de Rowling, que assume o lugar de Steve Kloves, não acompanha seu talento no formato de romance.

Ideias secundárias que já se perderiam em meio à trama principal acabam se tornando ainda mais apagadas graças à direção pouco inspirada, que não consegue fazer ação, terror ou romance além do mediano.(…)

Embora compreensível pelas forças da indústria, a resistência em arriscar algo que ao menos pareça verdadeiramente novo incomoda ainda mais quando se percebe que esse novo exemplar tem menos ambição que segmentos inchados com o propósito claro de ampliar as receitas nas bilheterias(…)”

SOBRE O ENREDO:

“O romance inesperado que se desenvolve no longo entrega pouco, sem apresentar, ao longo da narrativa, algo que justifique sua importância. (…)

A dimensão política (no mundo mágico e no mundo trouxa/nomaj) é outra que sobra, dando a sensação de ter sido acrescentada de última hora.

(…) Os filmes não dependiam inteiramente dos combates e duelos mágicos. Frequentemente, (na franquia de filmes anterior) as reações de Harry, Hermione e Ronnie importavam e ganhavam mais destaque do que as ações de seus inimigos.

(…) No papel de protagonista, Eddie Redmayne se limita a alguns trejeitos, quase como uma caricatura, fazendo pouco para confirmar a força depositada nele pelo roteiro e por Dumbledore.

A personagem coadjuvante Tina (Katherine Waterson) ameaça se tornar mais complexa, deixando no ar suas intenções e aptidões, mas acaba sabotada pelo roteiro por ter pouco a fazer. (Deixando de lado o pouco do destaque e de igualdade de gêneros que o longa tenta propor)

(…) vale notar que os animais (do título do filme) parecem buscar um público específico, cumprindo apenas a função momentânea de entreter – há menos de “fantásticos” e de “onde habitam” do que qualquer outra coisa. Como se servissem apenas de pretexto para a jornada de Scamander.”

Bem, acredito que a crítica fala mais por si, não é atoa que eu eu só copiei e não escrevi minhas próprias críticas.

Eu só posso dizer que adorei a crítica e penso da mesma forma que o autor. Muita gente fica me chamando de hater é muito crítico (no sentido negativo) sendo que há um grande lado técnico e de narrativa a ser avaliado que as pessoas, no geral, que estão cegas pela franquia – “meu Deus, mais um filme do Potter. Amo!” – não conseguem avaliar.

Eu acompanho a franquia de livros e filmes – sou um grande fã como qualquer outro, a série mudou a minha vida também – e esperava MUITO dessa nova fase de Harry Potter, mas tudo o que eu posso dizer é que me decepcionei e só gastei dinheiro.

O filme não tem nada de extraordinário ou que nunca foi visto nas telas de cinema, como esperávamos pelo fato do suspense e do mistérios serem um denominador comum da série – e o mesmo, aparentemente, acontece em Harry Porter and the Cursed Child.

J.K. Rowling e seus algozes capitalistas estão tentando expandir um universo que obviamente já chegou ao seu limite e qualquer coisa criada a partir dali não tem nenhum motivo além de ações mercadológicas, além de manter O Mundo de Harry Potter em Orlando e os outros parques espalhados no mundo em movimento.

Não é nada pessoal, mas eu tenho percebido que os filmes que tem sido lançados no cinema (filmes Blockbuster e para o grande público) é que eles não passam de barulhos e ruídos visuais o FILME INTEIRO, e dificilmente saímos do cinema tocados pela trama ou pelo desenvolvimento dos personagens, mas sim pelas cenas de ação sem sentido que tomaram todo o espaço do longa.

A indústria de cinema Blockbuster precisa se reinventar, e isso é um fato, e podemos mudar isso parando de ir ao cinema assistir e aplaudir filmes que não tem o básico de técnicas ou enredo. Enfim, pelo menos é dessa forma que eu vejo.

Quem quiser dialogar e discutir a respeito do filme, estou a disposição.

E é isso aí, quem gostou bate palma, quem não gostou, paciência.

Link para a crítica completa no site da B9: http://www.b9.com.br/68302/entretenimento/animais-fantasticos-e-onde-habitam-review-critica/