PROJETO EM ITU FORMA PROFISSIONAIS E AJUDA PACIENTES EM TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER

Zélia (quarta da dir. p/ esq), Telma (à sua esq) e parte da turma que se formou em maio/2016

Durante 16 anos, as mãos habilidosas da ituana Telma Weissman dedicaram-se a um ofício que ainda gera curiosidade em grande parte da população: a confecção de perucas. Muitas das clientes que procuravam as peças da cabelereira viviam ali um dos momentos mais dramáticos de suas vidas e eram confrontadas com um dos piores efeitos colaterais do tratamento contra o câncer, a perda de cabelo. “A vaidade forma a mulher e o cabelo é um dos itens mais importantes para ela se sentir bonita”, explica.

Mais de uma década e meia depois de se empenhar em aumentar a autoestima destas mulheres, Telma se viu na mesma situação que elas. Foi diagnosticada com câncer de mama. Retirou as duas mamas e o ovário além de também perder os cabelos.

Neste momento, uma série de preocupações passam a tomar conta do pensamento das pacientes. “Além de ficarem carecas, o temor de serem rejeitadas, a possibilidade de disseminação da doença pelo corpo e o efeito disso sobre sua autoestima, a incerteza quanto ao futuro, sua sexualidade e o seu relacionamento com o parceiro e com os filhos”, explica a psicóloga Renata Soares, que tem um vasto trabalho em psicologia hospitalar.

No convívio de quase 3 anos com as outras pacientes que, assim como ela, enfrentavam o tratamento com quimioterapia, Telma sentiu que era o momento de usar o seu dom, que sempre a auxiliou no orçamento doméstico, para fazer a alegria daquelas mulheres que lutam diariamente.

“No hospital eu via a necessidade de cada uma. Muitas ali, por causa da medicação cara, acabavam por nem ter o que comer, quanto mais comprar uma peruca de quase 2 mil reais”. — Telma Weissman

Foi então que uma verdadeira mobilização tomou conta da cidade de Itu. Telma foi procurar pela primeira-dama, Zélia Vaccari Gomes, que também acumula o cargo presidente do Fundo Social de Solidariedade da cidade. “Mais do que depressa, a primeira-dama abriu as portas do Funssol para que pudéssemos fazer o curso aqui”, lembra Telma.

Antes de seu marido chegar a chefia do executivo municipal, Zélia já tinha em seu currículo diversas atividades ligadas à área social. É formada em pedagogia e por 4 anos encarou o desafio de dirigir o grupo da Melhor Idade. Até então, a entidade, ligada à Prefeitura, conseguia prestar assistência a 500 idosos, na gestão Zélia passou a 1500.

“Nosso objetivo era oferecer aos membros do grupo mais do que apenas bingo e dança”, lembra a primeira-dama. Os idosos passaram a ter disponibilidade à assistência médica, aulas de culinária, excursões e oportunidade de alfabetização. O grande trunfo de Zélia para a Melhor Idade veio na gestão de seu marido, quando conseguiu inaugurar o Centro do Idoso (espaço de 1400 m²) já como presidente do Fundo de Solidariedade.

“De coração para coração”, assim Zélia gosta de explicar a responsabilidade do Funssol. Desde que assumiu a presidência do órgão tem se empenhado a buscar novos métodos de ajudar aos mais necessitados, com o apoio de iniciativa privada, governos municipal e estadual e da população. (Assista abaixo a entrevista exclusiva com a primeira-dama).

Quase 40 perucas já foram entregues para pacientes vítimas de câncer

E foi dessa ajuda espontânea dos ituanos que o projeto Peruca Solidária começou a tomar forma. “Reunimos os principais cabeleireiros da cidade, apresentamos a iniciativa e eles toparam na hora. Eles conversaram com os clientes e enviaram as mechas para o Fundo Social”, lembra Zélia. Telma completa, “um gesto de amor da população ituana”.

A estrutura do Funssol também foi fator determinante para o sucesso do projeto. Localizado no centro da cidade, o Centro de Capacitação Profissional reúne cursos em diversas áreas que instruem e colocam no mercado de trabalho parte da população desempregada.

Lá existe uma sala de “Corte & Costura”, parte importante no processo de confecção das perucas. Já foram entregues 36 peças, que mudaram o humor e deram ânimo a mais na luta de mulheres, homens e crianças.

Da última sala do CCP ouve-se uma das aulas do curso. Entre a atenção na finalização dos trabalhos e as orientações da professora, as alunas conversam e brincam entre si. “Elas ficam muito felizes, empolgadas e sabem que estão fazendo o bem”, conta Telma.

Uma das mais animadas era a dona Ercília Gonzaga. A cabeleireira de 63 anos explica que, além de ter a oportunidade de ingressar em um mercado em crescimento, há ainda a emoção maior de ver pelo o que a professora Telma passou e poder ajudá-la a realizar este sonho.

Trabalho é complexo e envolve cabeleireiras e costureiras

O trabalho de confecção é realizado em diversas etapas. Para dona Ercília, a mais complexa é a de costura. Porém, a integração da turma, formada por cabeleireiras e costureiras, é fundamental. “Ocorre uma troca de experiência e conhecimento. Nós ajudamos com a parte estética e elas [costureiras] finalizam com o acabamento das perucas”, explica a aluna.

A primeira turma se formou neste mês de maio, 20 alunas receberam o certificado. Além da satisfação em conhecer o destino do árduo trabalho, há novas oportunidades em um ramo vantajoso e com alto rendimento.


A grandeza do Deus pequeno

“Quando uma pessoa descobre Deus, tem de o colocar no primeiro lugar da sua vida. Assim começa uma vida nova ! Os cristãos conhecem-se por amarem até os seus inimigos” — Youcat.

AIgreja não é uma instituição. É um ato de fé crer em Deus. Ninguém sabe como Deus surgiu, de onde ele veio e muito menos como se propagou sua existência antes da vinda de Jesus. Na bíblia, Jesus ressurreto, nos abre os céus para a salvação e nos revela o amor de seu pai a nós. Um amor que somente acontece, suas procedências são um dogma.

Independente de certezas e controversas, esta crença é presente desde muito antes de ouvirmos nossos pais e avós contarem histórias de suas infâncias enraizadas no conceito da fé.

A Igreja, fundada por Jesus Cristo, é interpretada de varias maneiras, e a cada interpretação uma visão diferente, pois Deus trata a todos de forma individual. Vindo deste principio, 2 jovens padres e uma jovem: Pe. João Henrique, Pe. Antonello Cadeddu e a mulher que depois se tornaria Ir. Maria Paola, todos italianos, partiram de uma comunhão onde Deus lhes inspirava um mesmo princípio: consumir a vida para que o amor de Deus fosse conhecido até os últimos confins da terra. Nascia ali, A Aliança de Misericórdia.

O Movimento Eclesial Aliança de Misericórdia é uma Associação Privada de Fiéis, com sede na Arquidiocese de São Paulo, cuja identidade se encontra em sua Palavra de Vida: “O espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos;” Isaías 61, 1.

“Quero ajudar o próximo, nas ruas ou em casa. Quero anunciar em um gesto simples, assim como foi anunciado a mim por outras pessoas. Ajudar em qualquer sentido da vida.” — Thiago Noronha, animador da comunidade de aliança-Itu

A Aliança de Misericórdia que tem 16 anos, é presente em mais de 50 cidades do Brasil e outros 6 países (Bélgica, Itália, Polônia, Portugal, República Dominicana e Venezuela) e é dividida entre comunidade de vida e comunidade de aliança:

Comunidade de Vida : Vivem da providência divina. Não compram roupas e nem alimentos, procuram crer na intervenção divina que não deixá faltar nada sobre suas mesas.

  1. Irmão e irmãs consagrados que entregam-se totalmente a Deus por meio do Vínculo de Holocausto, assumindo os compromissos da vida celibatária para mais “ardentemente” amar o Senhor e estar disponível a servir aos irmãos. Podem ser também clérigos e vocacionados ao sacerdócio.
  2. são casais e vocacionados ao matrimônio, que se entregam a Deus por meio do Vínculo de Oblação, sendo testemunhas da santidade no matrimônio. Assumem a vida em comunidade e são disponíveis para a realização da missão Aliança de Misericórdia.

Comunidade de Aliança :Em missão, a comunidade de aliança realiza retiros, pastorais e encontros. Vivem também da providência nas oportunidades de evento, ceando a comunhão com o carisma.

  1. Dentro da vida rotineira, a Comunidade de Aliança é composta pelos “Missionários de Aliança” que vivem integralmente a espiritualidade do carisma. Formam os “Arco-Íris de Misericórdia”, expressão do amor misericordioso do Senhor, nas próprias cidades e paróquias em comunhão com os pastores locais. Entregam-se a Deus por meio do Vínculo de Comunhão, assumindo como compromissos: a formação, a oração, a partilha do próprio dízimo e a evangelização. Vivem a unidade e a obediência com todo o movimento por meio dos coordenadores, conforme as orientações da Presidência.

A Aliança de Misericórdia acolhe e une as forças de homens e mulheres, celibatários e casados, leigos e clérigos, de várias formas e níveis, chamados por Deus para evangelizar. Confiantes no poder do Espírito Santo, realizam todas as obras de Misericórdia que as próprias forças permitirem.

Junto aos trabalhos de evangelização, o Movimento realiza diversas obras sociais voltados à população carente das periferias e ruas, unindo evangelização e caridade como faces de uma só moeda, e sendo reconhecida juridicamente como entidade de utilidade pública em âmbito municipal, estadual e federal.

“Ser de Deus é a coisa mais importante da minha vida! Depois que conheci ele, n’ele quero ficar pra sempre. “ disse Juliano Silva, Coordenador à nível regional das comunidades de aliança. Retratando o amor à missão de servir ao outro, concluiu: “Foi a coisa mais viciante que já fiz e não largo pra nada”.

Festa no “dia das crianças” na Favela “Vila da Paz”- Itu
“Aliança é um milagre de Deus que acontece a cada momento pelo sim de filhos que confiam na misericórdia do senhor” — Pe. João Henrique, fundador da comunidade.

Qualquer seja o tipo de vínculo, todos permanecem na tentativa de uma só missão: Ser expressão viva do amor misericordioso, que brota do coração de Deus através da sua Igreja, para com os mais pobres materialmente e espiritualmente: “Evangelizar para Transformar”. Partindo deste princípio, numa comunicação direta ou indireta, o que se busca é levar ao próximo o anúncio do reino dos céus, recebido outrora pelo eu lírico, o evangelizado se torna o evangelizador, e a missão do movimento segue a conquistar a muitos: não por méritos, mas por simplicidade e misericórdia.

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