TRANSITANDO

O que levamos das pessoas que passam por nossas vidas?

Caio levou de Júlia a alegria. Júlia, por sua vez, levou de Mayara seu jeito estabanado de ser. Mayara levou a perseverança e a seriedade de Henrique, que levou a espontaneidade de Kelly, que levou a alegria de Caio. Alegria essa que foi de Júlia, de Maurício, da Dona Marta, do Seu Joaquim e de muitos outros.

Certo dia um amigo me disse que as cinco pessoas mais próximas a nós nos influenciam diretamente e zapeando pela internet vi alguns blogs que abordam o assunto. Não sei se já rolou alguma pesquisa comprovando isso (o Google não me falou nada), mas acredito que isso tenha certo efeito, não sobre o que nós somos — nossa essência — mas no que podemos nos tornar, mesmo que momentaneamente.

Somos bombardeados o tempo todo por ações que perceptivelmente (ou não), nos levam a termos (ou não) algumas atitudes. Propagandas, lábia de vendedores, opinião de gente influente, pessoas de grupos dos quais queremos ser pertencentes, entre outras situações. Se podemos ser influenciados com quase tudo quanto é tipo de coisa, não acho impossível ser motivado pelo convívio com colegas, chefes, amigos e familiares.

Mas aí é que moram algumas questões: Será que as cinco pessoas mais próximas de você são boas influências? Até onde isso te faz bem? O que seria uma boa influência? Pode ser complexo filosofar sobre os conceitos de bem e mal, mas em resumo se algo não está fazendo bem pra sua saúde física e mental, já é um bom indício de que algo deve ser revisto.

Isso tudo não quer dizer que mesmo que você esteja cercado de uma galera sangue bom, que elas não tenham seu lado negativo também e que esse lado não possa te induzir. Já levei tristezas, pensamentos negativos, raivas, preguiças, estresses, entre outras coisas ruins das pessoas ao meu redor. Mas essas, a gente larga em algum lugar que ninguém possa levar.

Carregar e compartilhar coisas boas deixa a alma mais tranquila e a vida mais leve.

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