Cartas, à quem quiser

Se tornou comum não se dizer mais o que se sente.

Que dentro da gente, vive todo um povo que já nem sabe mais o que sente.

E nós que somos essa gente que já não é mais conte.

Só sabemos calar.

Bom era o tempo de carta.

Palavra escrita que muitas vezes acabava musicada.

Falasse de amor ou de morada.

Carta era uma linda história.

E é tanto tempo.

Relógio bate sempre atento.

O papel escuta o lamento do meu peito.

Dessas cartas que nunca vou te enviar.

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