Depois eu faço o título

Sim, é doloroso pra mim ter um blog, mas era uma vontade latente que me perseguia há alguns anos. Talvez realmente o fato de querer opinar sobre quase tudo, em qualquer maldito contexto e sem lá muito constrangimento de me opor aos pensamentos alheios, me impulsione a tal, talvez pela errônea impressão de que o que eu penso desta ótica aqui pode realmente influenciar alguém a pensar algo novo.
Castiguei ferozmente algumas vistas com textões de facebook e textões verbalizados (AKA “falas”) e agora talvez possa selecioná-los melhor para quem não esteja tão somente querendo saber que merda eu tô falando pra poder me se opor frontalmente depois (indepentendemente de concordar ou discordar).
Bem, este texto fala sobre procrastinação. Em inglês “procrastination”, em espanhol “dilación”, em francês “procrastination”, em grego “αναβολή” em Iorubá… tá, em Iorubá o Google deu uma aula de metalinguagem na sua cara, em Iorubá ainda não tem, deixaram pra depois…
Não sei bem se passa pela mente de muitos, não sei se é porque uma certa dose de prepotência me cega, mas um dos defeitos que me perseguem (Jeová sabe que são muitos) é a impressão de que eu posso fazer algumas coisas realmente boas a qualquer momento, ou ao menos tentá-las.
Calmae, talvez você esteja me achando um arrogante estúpido (touché, acertou), mas não dessa vez, “not so fast, not so fast”. O que quero dizer é que trabalho o que tenho que me esforçar por simplesmente não ser bom, até chegar em um nível minimamente aceitável e um tanto quanto menos risível, e não faço com vigor, por achar ou ter certeza que sei fazer, as atividades nas quais sou realmente mais destacado.
Em resumo e por mais absurdo que pareça: ser bom no que você é ruim e ser ruim no que você deveria ser bom.
Pronto. O perfeito e milimétrico equilíbrio da ineficiência, a fina flor da frustração, a masterpiece do subaproveitamento
(PS:eu não tô nem aí se subaproveitamento” é aceito no novo acordo ortográfico e não sei se isso respeita os ditames antigos também)
Baseado em fatos reais, posso deixar pra depois começar a escrever um livro que planejo há alguns anos, posso deixar pra depois pra depois o regime porque sou o príncipe de perder peso em instantes (ganhar então, oowww, brother…), posso deixar pra depois o inglês, posso deixar para depois o me engajar em algum trabalho voluntário, posso deixar pra depois o passar em um concurso, porque creio que posso passar quando me dedicar, pude deixar pra depois o passar no vestibular porque sabia que passaria no curso que queria e na instituição que queria (tanto que o fiz alguns bons anos atrás), posso deixar pra depois, por mera vergonha de me expor e não me destacar em algo, o meu blog…
Não, toma aí, eis aqui meu blog! (Não que eu me orgulhe, longe disso).