Minha opinião de

skatista velho é

a seguinte: A p*rra

das olimpíadas precisa

do “esporte” skate mais

do que todo mundo imagina.

É a gamificação do que

é “cool”, é a prática contínua

de dar legitimidade ao que já

nasceu legítimo.

Skatistas, entenderam o que é indústria,

de verdade? Suporte, estrutura,

manutenção de marca, apelo,

equipe, design, produto…

Skate vai vender mais? Vai.

É popular desde os anos 80, quando

parte da Bones Brigade apareceu no

Loucademia de Polícia, por exemplo.

Tem ondas de

exposição midiática, tem bolsos

escondidos… O mais under, o mais over,

o do meio, o que se lasca, o que pagou

a casa correndo campeonato fora…

Isso tudo serve pra marcas, skatistas,

designers, editores, mídia, youtubers

e, rufem os tambores, atletas olímpicos.

Eu não apoio a ideia, mas não estou pronto pra começar a odiar um estilo de vida/atividade física que me ajuda a descobrir quem sou e quem eu quero continuar sendo. Até aqui, a maioria fez carreira com talento em cima do carrinho, alguma habilidade de comunicação com seu público e patrocinadores, além de um desejo f*dido de estar livre, acertando manobras e se divertindo. O horizonte 3, o topo, por agora, é, gostemos ou não, o sonho olímpico. Não é meu, mas existe. Se já existia uma divisão entre skatistas, uma nova pasta foi aberta. Já disse minha mãe, casa maior dá mais trabalho pra limpar.

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