Quando somos vítimas de nós mesmos?

Tempos difíceis os nossos. Parece até bobeira escrever tal afirmação. Afirmar que estamos vivendo tempos sombrios é, no mínimo, ter noção de realidade. 
Uma nação que dia após dia afunda em suas mazelas existenciais, vive como se entregue ao acaso e fadada ao fracasso eterno. Na mente de alguns estaremos sempre à espreita de países mais desenvolvidos, por que somos criadores de vitimismo, ao invés de solucionadores de conflitos. 
Geração após geração a regressão é cada vez mais visível. Não só pelo fato de estarmos atolados em nossas próprias certezas e convicções que nos levaram ao fracasso como nação, mas pelo simples fato e encararmos o problema como ele realmente é. Na tentativa de solucionar crises o ser pensante, criado a imago Dei tem se tornado vítima de si mesmo. 
É fato que muito do que temos vivido atualmente nada mais é do que resultado de nossas escolhas. Escolhas estas que são tomadas não só por escolhermos candidatos para que estes nos representem, mas sim no dia a dia, quando escolhemos sempre o mais fácil e mais comum, pois esse é o modo brasileiro de ser. Presos em nossas próprias escolhas, estamos sim, cada vez mais fadados ao fracasso. Há quem diga que por sermos brasileiros, jamais desistiremos. Mas aqui vale a indagação: Será que vale a pena não desistir diante da situação caótica que vivemos? Será que não é pertinente pensarmos que, como pessoas dotadas de responsabilidades devemos enxergar primeiro o nosso problema? Enxergar que é o nosso modo de ser que tem nos levado a viver como vivemos e que por isso, somos presos as nossas escolhas?
A nação passa por um momento sombrio. Talvez o maior desde a sua criação. Afirmo que vejo na nossa atual situação a necessidade de desistir. De nossas atitudes errôneas que nos levaram ao caos nacional. Digo que quando nos voltarmos para o ÚNICO capaz de solucionar nossos conflitos e problemas, seremos sim, capazes de enxergar uma nova perspectiva e a partir de então, conseguiremos ver além das nossas más escolhas.
Mesmo que hoje não consigamos nos apegar a esperança de dias melhores, possamos declarar assim como Habacuque (3:17-19) depois de tanto questionar o Senhor sobre sua aparente inércia:
Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado;
Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.
O Senhor Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas.

Que o eterno seja misericordioso mais uma vez conosco!

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