Manifesto.

Oi. Seja bem vindo/a. Espero que se sinta a vontade.

Este aqui é o meu manifesto, onde declaro sem muita argumentação: este espaço aqui é meu.

Aqui, eu estarei sempre despida.

Sem véus. Sem máscaras. Sem filtros.

Nem certezas.

Sempre que quiser me encontrar, pode vir.

Aqui, derramarei minha alma.

Pensamentos, desejos, necessidades.

Devaneios.

E, quando vier, eu peço: venha despido também. Deixe de lado certezas, conceitos — pré ou pós, não importa — Deixe-os todos do lado de fora.

E venha sempre.

Venha me ler. Me sentir.

Venha me descobrir, junto comigo.

Venha e mergulhe, de cabeça. É seguro, eu prometo.

Quem sabe você se encontre aqui também. Ou se perca… as vezes, é disso que precisamos.

Aproveito e peço desculpas.

É possível que você se encontre nos meus textos. Não por empatia — por identificação mesmo.

Talvez você leia algo sobre você que você nem imaginava. Ou que você imagina, mas preferia não saber. Ou que gostaria de saber, mas não teve coragem de perguntar.

Saiba que, quando isso acontecer é porque também não tenho coragem de te falar.

E, quando isso acontecer, eu gostaria de saber.

E eu espero que seja algo que você goste, afinal.

Aqui eu escrevo para organizar o que penso e o que sinto.

Aqui eu escrevo para expurgar os meus demônios. Escrevo para me livrar do que me sobrecarrega porque — acredite — eu só escrevo sobre aquilo que transborda.

Coloco em palavras aquilo que não entendo. Ou o que não aceito. Ou os dois. Eventualmente, nenhum dos dois.

Mas se escrevo, é porque já estou cheia — do que quer que seja.

E, quando transbordo, não há peneira. Por isso, reitero: aqui estarei sempre nua. Crua. Pura.

Poderia guardar tudo isso pra mim. Seria mais seguro? Talvez.

Mas não sei se quero a ilusão da segurança.

Eu quero que você saiba do que eu preciso.

Eu quero que você me veja como sou. Quero que me enxergue.

Eu quero que, se possível, você me aceite.

Porque, afinal, eu só quero ter por perto quem, apesar do que vê, quer estar comigo assim, como eu sou.

Estranha. Imperfeita. Intensa.

Real.

Com a consciência que, amanhã, eu serei a mesma pessoa, mesmo que completamente diferente.

Enfim, seja bem vindo! Só não se perca ao entrar no meu infinito particular…

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